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Olhos para o envelhecimento

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Foram inúmeras tentativas para conseguir entrevistar a médica Cynthia Charone, e até a última hora eu ainda tinha dúvidas se iríamos conseguir conversar. A agenda da oftalmologista-gerontóloga-empresária da saúde é apertada com consultas, programa de TV e a administração de um hospital, que faz questão de acompanhar de perto.

Aos 51 anos, Cynthia está à frente do grupo que leva seu nome e que vem mudando a cara do atendimento ao idoso na região Norte do país. Por causa de sua formação em oftalmologia, a médica atendia pacientes de catarata e glaucoma, idosos em sua maioria, e começou a ficar mais atenta às suas necessidades. Percebeu que o que aquela população precisava extrapolava o atendimento médico. “Apesar de eu não ser geriatra, sempre faço as coisas muito de perto. Comecei a ver os idosos com as doenças crônicas e concluí que não adiantava eles passarem em consultas e tomarem remédios”, conta. “Nós tínhamos que resolver de uma outra maneira, ser realmente resolutivos.”

Dessa compreensão nasceu um modelo de atendimento integral ao idoso, no qual as perspectivas médica e gerontológica têm o mesmo peso. Isso significa que o paciente passa em consulta com o médico, mas sai de lá com uma avaliação ampla, que permite identificar as atividades – físicas e sociais – oferecidas pelo grupo que terão um impacto positivo no seu envelhecimento. Essa iniciativa ganhou o nome de Programa Viver Mais de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, que conta com uma equipe multidisciplinar para melhor atendimento do idoso.

Para consolidar e expandir suas ações para a longevidade de maneira consistente e coerente, Cynthia não teve medo de investir pesado na formação em gerontologia – sua e de sua equipe. Os resultados disso já se fazem notar: o trabalho do grupo na área da longevidade já vem sendo reconhecido Brasil afora, inclusive na esfera federal. “Tivemos nosso trabalho com o envelhecimento reconhecido até pela Câmara dos Deputados, em Brasília. O certificado é a coisa mais linda e diz ‘Certificamos a importância do trabalho desenvolvido para a população do Brasil’. Agradeço a Deus todos os dias”, conta a médica, dona de uma fé que fica  evidente durante toda a conversa.

O Grupo Cynthia Charone também vem ganhando visibilidade no exterior. No ano passado, ficou entre as 22 melhores empresas do mundo no Prêmio Internacional SilverEco & Ageing Well, que aconteceu em Tóquio, no Japão. A disputa foi acirrada, já que o Grupo foi indicado com mais de 200 empresas do mundo todo.

Os planos para 2020 incluíam a inauguração de uma unidade do Grupo Cynthia Charone na capital paulista, que foi adiada por causa da pandemia. Para Cynthia, porém, essa mudança não foi de todo ruim. “Acho que neste ano Deus queria que eu fosse avó. Minha primeira netinha, Aurora, veio para iluminar ainda mais as nossas vidas. A Aurora do dia”, comemora.

Confira a entrevista a seguir:

Aptare – Como uma oftalmologista foi parar no mundo do envelhecimento?

Cynthia Charone – Eu sou cirurgiã de segmento anterior e fazia cirurgia de catarata e glaucoma. Meus pacientes eram, em sua grande maioria, idosos. O glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível no mundo, e como uma das minhas especialidades é o glaucoma, eu acompanhava esses casos muito de perto. Eu e meu marido sempre tivemos vontade de ajudar as pessoas que ficavam cegas. Imagina, você tem a vida inteira enxergando e de uma hora para outra você perde a visão. Nós achávamos que tínhamos que montar uma organização social que pudesse reinseri-los na sociedade através do mercado de trabalho. Um belo dia, resolvi fazer uma pesquisa com eles – não apenas com os pacientes que tinham cegueira ou visão subnormal, mas com todos os idosos.

Para minha surpresa, eles não queriam voltar ao trabalho. Eles gostariam de voltar à vida social. Gostariam de ter alguém para conversar, para acompanhá-los ao médico. Eles gostariam de ter companhia. Isso foi um impacto muito grande pra mim, até hoje eu fico arrepiada porque volto muitos anos na minha história de vida. Pensei: “Meu Deus, como vou poder ajudar alguém a não ter solidão?”. Começamos a pensar no que poderíamos fazer. Um dia, o Governo do Estado do Pará lançou um edital para um programa de envelhecimento que incluía atendimento de geriatria, de nutrição e de psicologia. Nos inscrevemos no edital, começamos a trabalhar com os idosos e, à medida que passamos a atendê-los, percebi que não era só disso que eles precisavam. Fui estudar gerontologia e aos poucos fui convencendo os responsáveis pelo edital  da importância de incluir outras modalidades no serviço. Conseguimos incluir fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia. Ampliamos as especialidades e o programa começou a crescer rapidamente. Através dessas outras especialidades, Deus colocou no meu coração que a gente poderia ousar. Então, na fisioterapia não ficamos apenas com a fisioterapia, chamamos educadores físicos e professores de dança. Na terapia ocupacional começamos a usar a arte também, o que é importantíssimo para ressignificá-los. Vi que essas atividades melhoravam as capacidades físicas e cognitivas, a parte emocional, a autoestima. Então saímos de dentro das clínicas e fomos para os teatros, para as quadras poliesportivas, onde eles passaram a desenvolver atividades que continuassem a impactar a saúde física, mental e social.

Aqui eles formaram várias famílias: famílias de amigos, famílias do Cynthia Charone. Nossos colaboradores são como filhos deles. Alguns me chamam de mãe. São sentimentos maravilhosos e profundos. E tudo nos pilares da gerontologia e do envelhecimento saudável.

Hoje atendemos um número muito expressivo de idosos, e agora, na pandemia, passamos a trabalhar on-line. Está sendo uma experiência incrível. Conseguimos deixá-los em casa, todos se prevenindo da doença e sem entrarem em depressão. A grande maioria não teve comprometimento emocional, está todo mundo feliz e superantenado.

Aptare – Como foi o trabalho de fazer com que os pacientes migrassem de um atendimento médico para se engajar em atividades que promovem um envelhecimento saudável?

Cynthia – Todas as nossas unidades têm a parte ambulatorial, que são os consultórios, então o idoso sempre tem essa porta de entrada. A partir da avaliação ele é direcionado para as atividades. Na verdade, como pensamos sempre sob a perspectiva gerontológica, queremos que o paciente tenha suas necessidades atendidas conosco, independentemente de suas demandas. Pode ser que ele não tenha nada grave naquele momento, mas sabemos que para um envelhecimento seguro e ativo o interessante é que ele já faça alguma atividade, algo preventivo ou de promoção da saúde mesmo. E também temos a parte de reabilitação.

Nós damos muitas palestras para os idosos, de todos os assuntos. Eles sabem o que é o envelhecimento saudável e quais os seus pilares, e portanto sabem da importância de cada atividade que desenvolvem aqui para envelhecer com qualidade de vida. Enfatizamos a importância da mudança de hábitos, muito por causa do nosso envolvimento com a medicina de estilo de vida, e propusemos aos idosos que mostrassem às pessoas que dá, sim, para envelhecer com saúde, mesmo com doenças crônicas; que, sim, eles têm que ser respeitados; que, sim, eles têm que ter uma vida digna e não ficar à margem da sociedade. Quando eles se conscientizaram disso, se apropriaram de suas idades e entenderam que eles têm importância para a sociedade, eles perderam a vergonha. Tudo o que eles são e estava sufocado pelo preconceito veio à tona. Eles disseram “Eu estou vivo e quero mostrar para outros idosos que nós podemos viver, mesmo com as dores físicas e as dores emocionais. Eu sou capaz de ter uma vida melhor.” E Deus abre as portas e os leva em frente e a todos nós.

Para você ter uma ideia, em uma das nossas apresentações aqui em Belém nós tivemos 455 idosos. Os diretores do teatro disseram que foi o maior elenco que já se apresentou no Teatro da Paz. Eu me emociono quando vejo que estamos contribuindo para a qualidade de vida das pessoas de uma maneira integral, porque pegamos o conceito de saúde da OMS e fomos atrás para exercer interiormente a saúde física, mental e social. É isso que buscamos todos os dias. A ausência de contato físico por causa da pandemia está sendo mais difícil para mim e para o nosso time de colaboradores do que para os idosos. A gente recebe tanto amor, carinho e reconhecimento deles… e talvez eles nem imaginem quão importante eles são para nós. Eles nos tornam pessoas melhores. Eu digo sempre isso para eles: a gente pode ajudá-los a ter saúde, mas eles nos ajudam em nossas histórias de vida. Isso não tem preço, a gente chega muito pertinho de Deus com esse trabalho.

Aptare – Esse atendimento integral oferecido aos idosos pelo Grupo Cynthia Charone é gratuito? Qualquer paciente interessado tem acesso a esses serviços?

Cynthia – Nós iniciamos por um plano de saúde do Governo do Estado que era apenas para funcionários públicos e seus dependentes. À medida que começamos a crescer e a expandir, começamos alguns outros convênios e planos de saúde. Só que eu sou uma médica que veio da saúde pública, adoro trabalhar com o SUS. Uma das nossas unidades é 100% SUS, e eu ficava muito incomodada de não conseguir fazer esse mesmo atendimento para os pacientes de lá. Então resolvi abrir a AMAI, que é a nossa organização social. Esse nome foi dado por Deus, em uma viagem de São Paulo para Belém. Eu pensei “Deus, eu preciso colocar um nome em nossa associação, mas quero um nome que seja significativo”. E na hora Deus me deu Associação Multidisciplinar de Atenção à Pessoa Idosa, ao Adolescente e à Criança, cujas iniciais formam a palavra AMAI. O grupo Cynthia Charone é mantenedor da associação, que absorve os idosos que não tem condições financeiras. Mas nós fazemos questão de que ninguém saiba quem é plano de saúde, quem é particular, quem é atendido pela AMAI.

O que começou a acontecer foi que, com os concursos públicos, muitos filhos de idosos foram exonerados e perderam os planos. Nós absorvemos todos esses idosos, não deixei ninguém ficar em casa. Imagina, a gente resgatou a pessoa e agora, simplesmente porque não tem dinheiro, vou deixar lá? Não, de jeito nenhum. Então passamos a bancar mais de 100 idosos sem condições. Começamos a ser reconhecidos na cidade, no Estado, por grandes políticos e conseguimos expandir o atendimento para 200 pacientes pelo SUS, o que foi uma grande vitória. Com o passar do tempo, conseguimos aumentar de 200 para 457 pessoas pelo SUS, que é o que atendemos atualmente, e temos uma fila de espera de mil pessoas. Neste momento não temos como absorver essa demanda, porque eu teria que abrir uma nova unidade. E essa fila de espera só existe porque os nossos idosos não estão indo a óbito, graças a Deus! Então não há vaga, mas eu tenho certeza de que Deus vai dar um jeitinho de abrir essas portas e a gente vai absorver mais mil pessoas.

Aptare – O programa Viver Mais conta com uma unidade especial de mesmo nome. Onde ela se encaixa nessa estrutura?

Cynthia – A unidade Viver Mais foi criada para atender pacientes que apresentavam algum tipo de demência e precisavam de acompanhamento. Esse público, por demandar cuidados mais individualizados, não poderia ser acompanhado junto com os pacientes que não têm demência. Na verdade, eles precisam ser acompanhados com uma atenção quase exclusiva. A unidade Viver Mais faz parte do Programa Viver Mais de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, só que acompanha um grupo um pouco mais especial.

Aptare – Vejo que a senhora dá uma importância enorme à formação e ao aprimoramento, principalmente de sua equipe. Por que essa ênfase na educação?

Cynthia – Porque eu acho que o que torna o ser humano um pouco melhor, além de Deus, é ter estudo, se aprofundar no que trabalha, no que gosta. A experiência que eu tive no curso de especialização em gerontologia do Einstein (Hospital Israelita Albert Einstein), indo para São Paulo de 15 em 15 dias, foi incrível. Pensei: “Minha equipe precisa disso! Precisa aprender e conhecer mais profundamente para poder lidar com todas as adversidades e situações de uma maneira mais humanizada”.

Os valores do nosso grupo são: amor e fé; comprometimento; empatia; compaixão; respeito; excelência e humanização. Portanto, não posso ficar só na teoria. Preciso que eles aprendam e internalizem os valores para depois expandir e dar para as outras pessoas. Consegui trazer o curso para Belém. A primeira turma teve 42 alunos das mais variadas especialidades. Já estamos na terceira turma de especialização, e o Einstein é nosso parceiro. Os professores são maravilhosos, todos eles são sempre muito entregues à gerontologia.

Eu sou muito estudiosa, muito curiosa sobre as coisas que podemos acrescentar. Depois da minha formação em gerontologia, assisti a um programa que falava sobre atividades que poderiam ser desenvolvidas com o paciente de Parkinson, entre elas o Rock Steady Boxing (RSB, uma modalidade de boxe sem contato). Aí chamei a equipe toda e expliquei sobre essa atividade. Era fevereiro de 2018. Em junho já estava organizando a primeira missão de formação de profissionais em RSB em Indianápolis, no estado de Indiana, nos EUA. Agora, nós temos 107 profissionais do grupo Cynthia Charone fazendo curso para ser cornerman de RSB, que é aquele que auxilia os pacientes com maior comprometimento. Desses, pelo menos 20 irão para Indianápolis para fazer a certificação internacional.

Também fomos estudar a medicina de estilo de vida, porque através dela podemos alcançar todos os pilares do envelhecimento ativo. Levei a equipe para Boston para fazer um curso em Harvard. Todo mundo já está certificado e espero que em breve, assim que as coisas voltarem ao normal, a gente consiga levar mais uma turma para se aprimorar.

Nós damos essa possibilidade de estudo e formação para todos que trabalham conosco. Só não estuda quem não quer.

Aptare – Pensando no envelhecimento com qualidade, o Grupo Cynthia Charone também tem desenvolvido ações para um público mais jovem. Vocês pode falar sobre o projeto 35+?

Cynthia – Estudos muito recentes da OMS mostraram que os idosos estão vivendo mais e com mais qualidade de vida. Por outro lado, os jovens de 35 a 59 anos estão morrendo mais em decorrência de obesidade, estresse e doenças crônicas evitáveis, como hipertensão e diabetes. Durante a própria pandemia foram publicados estudos comprovando que 30% das pessoas que foram a óbito eram jovens que tinham sobrepeso ou obesidade associados. Precisamos nos conscientizar de que ou mudamos ou vamos morrer cedo.

Para isso, ampliamos o atendimento e abrimos uma unidade voltada especificamente para medicina de estilo de vida em pessoas acima dos 30 anos, que é o 35+. Tivemos uma boa aceitação inicial, mas é um trabalho de formiguinha. As pessoas ainda não entendem que a mudança de hábito e atividade física são os melhores remédios para reverter inúmeras situações delicadas. Há muitos trabalhos científicos em Harvard comprovando isso: reversão de doenças cardíacas, de hipertensão, de obesidade.

No programa 35+ a equipe multidisciplinar tem formação em coaching para proporcionar um melhor acompanhamento do paciente. Todos que entram no programa passam por uma avaliação direcionada para estilo de vida e fazem seu autocoaching na roda da saúde, que aprendemos em Harvard e trouxemos para o Brasil. A pessoa se autoavalia junto com o profissional e enxerga onde precisa mudar. Nesse contexto é que são trabalhados os pilares. Por exemplo, se a pessoa não consegue emagrecer porque é ansiosa, seu coach principal será o psicólogo, mas ela participará também dos pilares de nutrição, higiene do sono, manejo de estresse, conexões sociais, atividade física. É um trabalho centrado no paciente, em que ele mesmo se enxerga. A partir daí, desenvolvemos o protocolo que ele deve seguir.

Aptare – O Grupo Cynthia Charone vem se destacando nacionalmente pelo trabalho que faz em prol do envelhecimento na região Norte. Quais são os planos para o futuro?

Cynthia – Na verdade, Deus ainda não quis que nós fôssemos para São Paulo, porque os planos eram de inaugurar nossa primeira unidade aí em setembro. Já fomos ver imóveis, já tivemos várias conversas, mas com a pandemia tivemos que tirar o pé do acelerador. Estamos esperando o tempo de Deus e acho que deve ficar para o segundo semestre de 2021.

Também estamos avaliando a possibilidade de abrir uma unidade em Lisboa. Sou apaixonada pelo povo de lá e, apesar de a gerontologia ser muito forte em Portugal, eles ainda não têm nada sólido. A longevidade lá é uma coisa impressionante. Eles têm muitos longevos, mas eles não fazem nada – eles têm suas casinhas no campo e trabalham por ali, mas a maioria usa um dispositivo de marcha e estão todos com um pouquinho de sobrepeso. São felizes, mas falta melhorar um pouco. Eu estou enlouquecida para seguir lá também e ajudar aquela população que é tão querida, tão irmã nossa e que trata tão bem o brasileiro quando chega lá.

Pensamos muito também em ir para o Sul e para o Sudeste, porque nesses locais temos colaboradores que por algum motivo tiveram nos deixar. É mão de obra já especializada, com a cara do grupo Cynthia Charone, e que certamente estaria conosco para começarmos a trabalhar pelas demais comunidades.

Tenho grandes amigos aí em São Paulo, na gerontologia, e já tinha convidado todos eles para trabalharem na nossa unidade. Estávamos só esperando a grande inauguração, mas os planos de Deus são sempre os mais corretos. Há um tempo para cada coisa e eu acho que Deus queria que eu fosse avó (sua neta Aurora nasceu neste ano).

Aptare – Existe alguma história que a marcou nessa trajetória no envelhecimento?

Cynthia – Tem muitas histórias de cada um dos nossos idosos, mas talvez a história mais marcante seja a minha história com os meus pais.

Aos 47 anos meu pai teve uma isquemia cerebral enquanto jogava tênis, perdeu a fala e ficou com uma limitação física. Ele era médico, atleta, tinha uma alimentação supersaudável, mas achava que isso bastava. Na época eu tinha acabado de passar no mestrado na Unicamp.

Meu pai preferiu não fazer uso de medicamentos para se tratar, ficou sem trabalhar e não recuperou a voz. Três anos depois dessa isquemia, e com depressão, ele matou minha mãe e se matou. Ele tinha 50 anos e minha mãe, 45. Depois que eu comecei a trabalhar com o envelhecimento, penso que, se na época houvesse o grupo Cynthia Charone, isso provavelmente não teria acontecido. Então, hoje vejo que o nosso trabalho pode interromper essa evolução de morte, e é isso que eu peço a Deus: para nós sermos sempre instrumentos d’Ele e que possamos evitar suicídios, depressões e as limitações, inclusive de alma. Isso é o que mais me dá garra para seguir em frente e dizer: “Eu posso ajudar a mudar o curso dessa história”.