Diálogos

#QUEMFAZ: Ana Cristina Procópio Aguiar

#QUEMFAZ: Ana Cristina Procópio Aguiarana cristina aguiar

Psicóloga formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; mestre em ciências pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); especialista em gerontologia pela SBGG e pela disciplina de geriatria e gerontologia EPM/Unifesp. Atuou por vários anos na assistência, no Residencial Israelita Albert Einstein e atualmente é coordenadora da Pós-Graduação e Residência Multiprofissional em Gerontologia do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein.

Minha trajetória com o envelhecimento teve um início repentino. Ao finalizar minha graduação, ainda sem experiência, entrei em um projeto de pesquisa no Departamento de Psicobiologia, que por acaso era com idosos. Naquele momento pude unir as testagens psicológicas, até então minha paixão, e o envelhecimento, área totalmente desconhecida. Desse projeto veio o desenvolvimento do meu mestrado, em que avaliei o desempenho cognitivo de idosos ao longo dos anos. Ali uma nova paixão começava! Atuei nesse serviço por alguns anos com idosos demenciados e suas famílias.

Ao terminar o mestrado, senti que faltava alguma coisa. Sentia falta de um embasamento sobre o processo de envelhecimento e de entender o contexto mais ampliado desse processo – no fundo, o que faltava era a tal “visão gerontológica”. Por isso, fui buscar a especialização em gerontologia. Durante a especialização surgiu uma vaga para atuar como psicóloga na ILPI do Einstein, e desde então caminho pelo mundo do envelhecimento.

Atualmente me dedico ao ensino. Através das turmas de pós-graduação e da residência multiprofissional, tenho a possibilidade de estar em contato com profissionais incríveis da geriatria e da gerontologia, bem como ajudar na formação de indivíduos engajados e apaixonados pelo envelhecimento.

O privilégio de trabalhar com envelhecimento me enriquece diariamente. Além de me colocar em contato com histórias inspiradoras, me faz repensar paradigmas, ir além dos estereótipos e me traz a possibilidade de refletir sobre o meu próprio processo de envelhecimento.