Diálogos

#QUEMFAZ: Glausse Caetano Rosa

#QUEMFAZ: Glausse Caetano RosaGal Rosa

Gosto do meu nome, mas profissionalmente sou conhecida como Gal Rosa. Esse nome ajuda na memorização por parte dos idosos, com quem atuo como terapeuta ocupacional.

Concluí minha graduação em 2002 pela UFMG, mas desde 2000 atuo na gerontologia. Em janeiro de 2016 terminei minha especialização em gerontologia pela Faculdade São Camilo, em Belo Horizonte. Durante os dois primeiros anos de profissão, me envolvi completamente em estudos acerca do envelhecimento e neurociências, enquanto estruturava o setor de terapia ocupacional numa casa para idosos chamada Maioridade. Trabalhei lá por dez anos, tendo desenvolvido cerca de 15 projetos, muitos dos quais foram incorporados à rotina da casa.

Depois desse período, abri uma casa de cuidados com minha mãe e foi uma experiência incrível. Porém, meu sonho mesmo era ter uma associação para atingir mais pessoas e famílias, e em 2011 fundamos a Associação Qualidade de Vida para Melhoridade. A casa fechou depois de quatro anos e meio por falta de cuidadores capacitados, e posteriormente começamos uma importante parceria com a Associação dos Cuidadores de Idosos de Minas Gerais e o Conselho do Idoso Municipal de Itabira, na formação de profissionais.

Em 2012 conheci o portal A Terceira Idade, buscando ser uma inspiradora digital para a causa da longevidade e do envelhecimento saudável. Faço muitas conexões através dele. Em 2015, juntamente com o portal, criei o Projeto Cuidador Familiar. Hoje, acompanho diversas famílias em redes sociais, onde elas aprendem trocando umas com as outras, amparadas por profissionais. Em 2016 recebi a missão de cuidar da embaixada da longevidade em BH pelo Movimento Lab60+, que revoluciona e ressignifica o conceito de longevidade.

Desde então, venho me envolvendo em inúmeras iniciativas voltadas para a causa da longevidade, com parceiros como o Museu das Minas e do Metal Gerdau, algumas delas premiadas. Entre as ações reconhecidas está um de meus projetos mais antigos, o Movimento Feito Vó, que ganhou o primeiro lugar do Prêmio Federal de Cultura Popular como um grupo cultural livre.

Por que gosto de trabalhar com idosos? Porque o processo da vida é a coisa mais curiosa que eu já vi!