# SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

> A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produção nacional do dolutegravir, principal antirretroviral do Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento é utilizado por mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV. O fornecimento depende de liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto Farmanguinhos já fabricou três lotes validados.

*Aptare · Prevencao · 20 de julho de 2026 · Roberto Vidal*

A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal antiretroviral do SUS. Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV usam o medicamento. O início do fornecimento depende de liberação da Anvisa, enquanto Farmanguinhos já fabricou três lotes valid

## SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

O Sistema Único de Saúde (SUS) acaba de dar um passo importante na política de assistência farmacêutica para pessoas vivendo com HIV. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, o principal antiretroviral distribuído gratuitamente no país. Atualmente, mais de 770 mil pessoas fazem uso do medicamento no Brasil.

A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal antiretroviral do SUS. Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV usam o medicamento. O início do fornecimento depende de liberação da Anvisa, enquanto Farmanguinhos já fabricou três lotes validados.

## Como funciona o tratamento com dolutegravir no SUS

O dolutegravir é um dos medicamentos mais utilizados no tratamento do HIV em todo o mundo. Ele age inibindo a enzima integrase, o que impede a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Além de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis, ele melhora a imunidade e impede a progressão para a AIDS, com poucos efeitos colaterais.

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o medicamento como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar.

## O acordo de transferência de tecnologia

O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento para HIV pertencente à biofarmacêutica GSK. Em 2020, ambas assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz para nacionalizar progressivamente a produção do remédio e distribuí-lo ao SUS.

Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover estruturação técnica, regulatória e operacional para garantir a internalização da produção. Este processo acaba de ser concluído, e o início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

### O que já foi feito até agora

Desde 2022, o instituto da Fiocruz já faz a distribuição para o SUS dos remédios produzidos em fábricas da GSK. Mais de 739 milhões de cápsulas já foram fornecidas para a saúde pública desta forma. Em 2025, Farmanguinhos também assumiu as análises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento.

Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo instituto e poderão ser distribuídos para o SUS, assim que a liberação da Anvisa for expedida. Paralelamente, o instituto trabalha na validação da metodologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo.

## Próximos passos: produção da combinação com lamivudina

O acordo de transferência de tecnologia inclui mais uma etapa: a internalização da produção do dolutegravir em combinação com outra substância, a lamivudina. Esse formato também é distribuído pelo SUS. A expectativa é que essa produção comece a ser feita por Farmanguinhos no ano que vem.

Para quem vive com HIV no Brasil, essa notícia representa mais segurança no acesso ao tratamento. A nacionalização da produção reduz a dependência de importação e pode garantir a continuidade do fornecimento, algo essencial para quem precisa tomar o medicamento diariamente.

## O que esperar da liberação pela Anvisa

A liberação da Anvisa é o último passo regulatório antes do início do fornecimento. Farmanguinhos já cumpriu todas as etapas técnicas exigidas no contrato: adaptou a fábrica, adquiriu equipamentos, treinou profissionais e validou os lotes piloto. Agora, cabe à agência sanitária atestar que a produção nacional atende aos padrões de qualidade e segurança.

Enquanto isso, o SUS continua distribuindo o dolutegravir produzido pela GSK. A transição será gradual, sem risco de desabastecimento, já que os estoques são mantidos.

## Perguntas Frequentes

### O dolutegravir já está disponível no SUS?

Sim, o dolutegravir já é distribuído gratuitamente pelo SUS. O que muda com a transferência de tecnologia é que a produção passará a ser nacional, feita pela Fiocruz, reduzindo a dependência de importação.

### Quando começa o fornecimento do remédio produzido pela Fiocruz?

O início depende da liberação da Anvisa. Três lotes já foram fabricados e validados por Farmanguinhos e aguardam a autorização para serem distribuídos.

### Quantas pessoas usam o dolutegravir no Brasil?

Atualmente, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no país.

### O que é a combinação com lamivudina?

É uma versão do dolutegravir combinado com outra substância, a lamivudina, também distribuída pelo SUS. A expectativa é que a produção nacional dessa combinação comece no ano que vem.

### Como conseguir o dolutegravir pelo SUS?

O medicamento é distribuído gratuitamente nas unidades de saúde que atendem pessoas vivendo com HIV. O acesso é feito mediante prescrição médica e acompanhamento em serviços especializados.

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Fonte (canonical): https://revistaaptare.com.br/prevencao/sus-adquire-tecnologia-produzir-principal-remedio-contra-hiv-1784550052165/
