# Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, o que dizem os dados

> Relatório da Unicef de 2024 revela que 13,5 milhões de crianças globalmente não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado expõe lacuna crítica na cobertura vacinal infantil. Governos e famílias precisam de ação coordenada para reverter o cenário e garantir proteção contra doenças evitáveis.

*Aptare · Prevencao · 17 de julho de 2026 · Roberto Vidal*

Relatório da Unicef de 2024 mostra que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O dado acende alerta sobre cobertura vacinal e exige ação coordenada de governos e famílias.

O relatório 'State of the World's Children 2024', publicado pela Unicef em junho de 2024, revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O número representa um retrocesso na cobertura vacinal global, que já vinha caindo desde a pandemia de Covid-19.

A Unicef aponta que, em 2023, 84% das crianças receberam a primeira dose da vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche), mas apenas 78% completaram as três doses recomendadas. A diferença entre a primeira e a última dose indica abandono do calendário vacinal, fenômeno que a organização chama de 'queda de cobertura'. A meta global é de 90% para todas as vacinas do calendário básico.

## Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina?

A Unicef lista três causas principais para a exclusão vacinal: conflitos armados, desigualdade de acesso a serviços de saúde e desinformação sobre vacinas. Países como Afeganistão, Iêmen e Sudão do Sul concentram os maiores índices de crianças não vacinadas. No Brasil, a cobertura vacinal infantil caiu de 95% em 2019 para 77% em 2022, segundo dados do Ministério da Saúde.

A desinformação, especialmente sobre efeitos colaterais raros, tem levado famílias a adiar ou recusar vacinas. A Unicef alerta que, em 2023, 67 países registraram surtos de sarampo, doença que pode ser prevenida com duas doses da vacina tríplice viral.

## Impactos diretos na saúde infantil

Crianças não vacinadas no primeiro ano de vida correm risco maior de contrair doenças como coqueluche, poliomielite, sarampo e difteria. A Unicef estima que, entre 2020 e 2023, 2,4 milhões de mortes infantis poderiam ter sido evitadas com vacinação adequada. A volta da poliomielite em países como Afeganistão e Paquistão, onde o vírus ainda é endêmico, acende alerta global.

No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou, em 2023, a circulação do vírus da poliomielite em águas residuais de três estados, embora sem casos confirmados em humanos. A situação exige que a cobertura vacinal volte ao patamar de 95% para garantir a erradicação.

## O que fazer para reverter o cenário

A Unicef recomenda que governos adotem estratégias de busca ativa de crianças não vacinadas, invistam em campanhas de vacinação em escolas e comunidades rurais, e combatam a desinformação com informação científica acessível. A organização também defende a criação de sistemas de registro nominal de vacinação, que permitem identificar cada criança que perdeu uma dose.

Para as famílias, a orientação é manter a caderneta de vacinação atualizada e procurar a unidade de saúde mais próxima sempre que houver dúvida sobre o calendário. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante o direito à vacinação como parte do direito à saúde.

## Perguntas Frequentes

### Quantas crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida?

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida, conforme relatório de 2024.

### Qual a meta de cobertura vacinal da Unicef?

A meta global é de 90% para todas as vacinas do calendário básico infantil, incluindo DTP, pólio e sarampo.

### Quais as principais causas da falta de vacinação?

Conflitos armados, desigualdade de acesso a serviços de saúde e desinformação sobre vacinas são os três principais motivos apontados pela Unicef.

### A vacinação infantil caiu no Brasil?

Sim. A cobertura vacinal infantil no Brasil caiu de 95% em 2019 para 77% em 2022, segundo dados do Ministério da Saúde.

### Como as famílias podem ajudar a reverter o cenário?

Manter a caderneta de vacinação atualizada, buscar a unidade de saúde em caso de dúvidas e combater a desinformação com informações de fontes oficiais, como o Ministério da Saúde e a Unicef.

vacinação infantil no Brasil: dados atualizados como identificar fake news sobre vacinas

---

Fonte (canonical): https://revistaaptare.com.br/prevencao/unicef-135-milhoes-criancas-nao-recebem-vacina-1-ano-vida-17/
