# Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, entenda

> Unicef e OMS divulgaram em julho de 2025 que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. O dado representa um alerta global sobre a queda na cobertura vacinal e o risco iminente de retorno de doenças erradicadas.

*Aptare · Prevencao · 15 de julho de 2026 · Dra. Fernanda Liberato*

Segundo a Unicef e a OMS, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. O dado, divulgado em julho de 2025, acende alerta global sobre a queda na cobertura vacinal e o risco de retorno de doenças erradicadas. Entend

## Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Em 2024, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, de acordo com relatório conjunto da Unicef e da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em julho de 2025. O número representa uma estagnação na recuperação pós-pandemia e acende o alerta para o risco de surtos de doenças evitáveis.

13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2024, conforme dados da Unicef e OMS. O índice de cobertura global caiu de 86% em 2019 para 83% em 2024, interrompendo o progresso observado até 2019.

## O cenário global da cobertura vacinal infantil

A cobertura vacinal infantil global, que vinha em trajetória de crescimento até 2019, sofreu um revés com a pandemia de Covid-19 e não se recuperou totalmente. Em 2024, 83% das crianças receberam três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3), indicador usado como marcador de acesso à imunização básica. Antes da pandemia, em 2019, esse índice era de 86% (Unicef e OMS, relatório de cobertura vacinal, jul/2025).

### Desigualdades regionais e países mais afetados

As desigualdades são profundas. Dos 13,5 milhões de crianças não vacinadas, mais da metade vive em países frágeis ou afetados por conflitos. A Unicef destaca que, em regiões como a África Subsaariana e partes do Oriente Médio, a cobertura cai para menos de 60% em alguns países.

## Por que tantas crianças ficam sem vacina?

As causas são múltiplas e se reforçam. A Unicef aponta três fatores principais:

- Conflitos e crises humanitárias: deslocamentos forçados e destruição de unidades de saúde impedem o acesso regular à imunização.
- Desinformação e hesitação vacinal: notícias falsas sobre vacinas, especialmente após a pandemia, reduziram a confiança em alguns países.
- Fragilidade dos sistemas de saúde: falta de profissionais, estoques irregulares e logística precária em regiões remotas.

Segundo a Unicef, a queda na confiança em vacinas foi observada em 52 dos 55 países pesquisados entre 2019 e 2024.

## Consequências da baixa cobertura vacinal

O número de crianças não vacinadas não é apenas uma estatística: ele representa portas abertas para a volta de doenças já controladas. A OMS registrou, em 2024, surtos de sarampo em 37 países, muitos deles com cobertura vacinal abaixo de 80% (OMS, relatório de surtos, 2024). O sarampo é um dos primeiros a ressurgir quando a cobertura cai, por sua alta contagiosidade.

## O que está sendo feito?

A Unicef e a OMS lançaram, em 2025, a campanha "The Big Catch-Up", com foco em identificar e vacinar crianças que perderam doses durante a pandemia. A meta é atingir 90% de cobertura com DTP3 até 2030 em todos os países.

### Iniciativas locais e o papel do Brasil

No Brasil, o Ministério da Saúde retomou em 2024 o Programa Nacional de Imunizações com estratégias de busca ativa, vacinação em escolas e horário estendido nas salas de vacina. Dados preliminares do Ministério indicam que a cobertura da DTP3 em crianças menores de 1 ano subiu de 75% em 2023 para 80% em 2024, ainda abaixo da meta de 95%.

## Como proteger seu filho: recomendações práticas

Nós, como cuidadores e famílias, temos um papel central. Algumas ações concretas:

- Verifique a caderneta de vacinação: leve ao posto de saúde para atualização, mesmo se atrasada.
- Busque informações oficiais: consulte o calendário vacinal do Ministério da Saúde ou da Unicef.
- Converse com profissionais de saúde: tire dúvidas sobre segurança e eficácia das vacinas.
- Participe de campanhas: muitas cidades realizam mutirões de vacinação aos sábados.

## O papel da desinformação e como combatê-la

A hesitação vacinal cresceu em todas as regiões. A Unicef alerta que notícias falsas circulam com velocidade em grupos de WhatsApp e redes sociais. Para combater:

- Cheque a fonte: vacinas salvam vidas, órgãos como Fiocruz, SBIm e Unicef são referências.
- Denuncie conteúdos falsos: plataformas como WhatsApp e Instagram têm canais de denúncia.
- Converse com outros pais: o diálogo aberto reduz o medo e fortalece a confiança.

## Perguntas Frequentes

### Quantas crianças no mundo não receberam vacina no primeiro ano de vida em 2024?

13,5 milhões, segundo relatório da Unicef e OMS divulgado em julho de 2025.

### Qual a cobertura vacinal global atual?

83% das crianças receberam três doses da DTP3 em 2024, abaixo dos 86% de 2019.

### Quais as principais causas da queda na vacinação?

Conflitos, desinformação e fragilidade dos sistemas de saúde, segundo a Unicef.

### Como posso saber se meu filho está com as vacinas em dia?

Consulte a caderneta de vacinação e procure o posto de saúde mais próximo para orientação.

### O Brasil está acima ou abaixo da média global?

O Brasil atingiu 80% de cobertura DTP3 em 2024, abaixo da média global de 83% e distante da meta de 95%.

_Este conteúdo foi produzido com base em dados oficiais da Unicef, OMS e Ministério da Saúde. As informações são de julho de 2025 e podem ser atualizadas. Consulte sempre fontes oficiais._

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Fonte (canonical): https://revistaaptare.com.br/prevencao/unicef-135-milhoes-criancas-nao-recebem-vacina-1-ano-vida-2/
