# Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

> O relatório do Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. A falta de imunização expõe milhões ao risco de doenças evitáveis, como sarampo e poliomielite. Causas incluem conflitos armados, desinformação e sistemas de saúde frágeis, comprometendo a saúde global.

*Aptare · Prevencao · 17 de julho de 2026 · Dra. Cláudia Monteiro*

Um relatório recente do Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida, expondo milhões ao risco de doenças evitáveis. Entenda as causas desse alarmante déficit de imunização e as consequências para a saúde global.

## Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou um alerta que ecoa nos corredores da saúde global: 13,5 milhões de crianças não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O número, parte do relatório 'State of the World's Children 2023', representa um retrocesso na luta contra doenças evitáveis e acende um sinal vermelho para governos e famílias.

Segundo o Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida, o que as deixa vulneráveis a doenças como sarampo, poliomielite e difteria. O dado faz parte do relatório 'State of the World's Children 2023' e reflete uma queda na cobertura vacinal global desde a pandemia de Covid-19.

## O alerta do Unicef sobre a queda na imunização infantil

O relatório do Unicef mostra que, entre 2019 e 2022, a cobertura vacinal global sofreu a maior queda em três décadas. Esse declínio não é uniforme: países de baixa e média renda concentram a maior parte das crianças não vacinadas, mas o problema também atinge nações desenvolvidas.

Eu, como profissional que acompanha a saúde de idosos e suas famílias, vejo nesse dado um eco direto da nossa realidade: a falta de vacinação na infância compromete a saúde por toda a vida. Uma criança que não recebe a vacina contra o sarampo, por exemplo, pode carregar sequelas neurológicas que afetam a mobilidade na velhice.

### Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina?

As causas são múltiplas e variam de região para região. O relatório do Unicef aponta três fatores principais:

- Interrupção dos serviços de saúde: a pandemia de Covid-19 desviou recursos e profissionais, deixando milhões de crianças sem acesso às campanhas de rotina.
- Desinformação e hesitação vacinal: notícias falsas sobre vacinas circulam com força, gerando medo e dúvidas entre pais e cuidadores.
- Conflitos e crises humanitárias: em zonas de guerra, como partes da África e do Oriente Médio, a infraestrutura de saúde é destruída, e a vacinação se torna impossível.

Um exemplo concreto: na Nigéria, cerca de 2,2 milhões de crianças não receberam a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP1). Esse país, junto com Índia, Paquistão e Indonésia, responde por metade das crianças não vacinadas do mundo.

## Consequências da baixa cobertura vacinal

Quando a cobertura cai, doenças que estavam controladas voltam a circular. O sarampo, por exemplo, registrou um aumento de 79% nos casos globais entre 2021 e 2022. A poliomielite, considerada erradicada em grande parte do mundo, reapareceu em países como Moçambique e Paquistão.

Para o idoso que cuida de netos, o risco é duplo: crianças não vacinadas podem transmitir doenças para avós com sistema imunológico enfraquecido. A prevenção de quedas e a manutenção da autonomia passam, também, por um sistema imunológico forte, e isso começa na infância.

## O que está sendo feito para reverter esse cenário?

O Unicef, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi), lançou campanhas de recuperação em mais de 50 países. As ações incluem:

- Busca ativa de crianças não vacinadas: equipes de saúde vão de casa em casa em áreas de baixa cobertura.
- Fortalecimento da atenção primária: treinamento de agentes comunitários para aplicar vacinas e orientar famílias.
- Combate à desinformação: campanhas em rádio, TV e redes sociais com informações verificadas.

No Brasil, o Ministério da Saúde retomou o Programa Nacional de Imunizações (PNI) com foco em aumentar a cobertura da vacina pentavalente, que protege contra cinco doenças graves. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2022, a cobertura da pentavalente ficou em 77%, abaixo da meta de 95%.

## Como proteger as crianças da falta de vacinas?

Para famílias e cuidadores, a recomendação é clara: manter a caderneta de vacinação em dia, mesmo em tempos de crise. Eu oriento que os pais verifiquem com a unidade de saúde local o calendário vacinal e não adiem as doses. Cada vacina perdida é uma janela aberta para infecções que podem deixar sequelas permanentes.

calendário vacinal infantil 2025

Além disso, é essencial cobrar dos governos ações efetivas: financiamento para campanhas, treinamento de profissionais e combate à desinformação. A vacinação não é apenas um direito da criança, é um dever de todos que querem uma sociedade saudável.

## O papel da família na prevenção de doenças

Prevenir uma doença na infância é garantir que aquela criança chegue à velhice com saúde para se movimentar, trabalhar e viver com autonomia. Eu vejo diariamente idosos que perderam a mobilidade por sequelas de doenças que poderiam ter sido evitadas com uma simples vacina. O movimento preserva a autonomia, e a vacinação é o primeiro passo para que esse movimento exista.

### Cuidados em casa para evitar infecções

Enquanto a cobertura vacinal não se recupera, medidas simples podem reduzir o risco de infecções:

- Lave as mãos com frequência, especialmente antes de tocar no bebê.
- Evite aglomerações com crianças não vacinadas.
- Mantenha o ambiente arejado e limpo.
- Ofereça aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, que fortalece a imunidade.

## Perguntas Frequentes

### Quantas crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida?

Segundo o Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida.

### Quais são as principais causas da falta de vacinação?

As causas incluem interrupção dos serviços de saúde durante a pandemia, desinformação sobre vacinas e conflitos armados que destroem a infraestrutura de saúde.

### Como a falta de vacinação afeta a saúde global?

A baixa cobertura vacinal leva ao ressurgimento de doenças como sarampo e poliomielite, com aumento de casos e mortes evitáveis.

### O que o Unicef está fazendo para reverter esse quadro?

O Unicef, em parceria com OMS e Gavi, realiza campanhas de busca ativa, fortalece a atenção primária e combate a desinformação em mais de 50 países.

### Como posso proteger meu filho se a cobertura vacinal está baixa?

Mantenha a caderneta de vacinação em dia, consulte a unidade de saúde regularmente e exija que o governo garanta o acesso às vacinas.

### Qual a relação entre vacinação infantil e saúde na velhice?

Doenças preveníveis na infância podem deixar sequelas que comprometem a mobilidade e a autonomia na terceira idade. Vacinar é investir em um envelhecimento saudável.

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Fonte (canonical): https://revistaaptare.com.br/prevencao/unicef-135-milhoes-criancas-nao-recebem-vacina-1-ano-vida-24/
