# Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

> Unicef e OMS relataram que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2025. Dados indicam estagnação global da cobertura vacinal, com risco elevado de surtos de doenças evitáveis. A falta de imunização compromete a saúde infantil e exige ações urgentes para reverter o cenário.

*Aptare · Prevencao · 17 de julho de 2026 · Dra. Fernanda Liberato*

Relatório da Unicef e OMS revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2025. Dados apontam estagnação global da cobertura vacinal e alertam para riscos de surtos de doenças evitáveis.

## Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

A Unicef e a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgaram dados preocupantes: 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2025. O número, que se mantém estável desde 2023, acende alerta global sobre a estagnação da cobertura vacinal e o risco de surtos de doenças evitáveis.

Segundo o relatório conjunto das duas agências, a cobertura global com a vacina DTP3 (difteria, tétano e coqueluche) ficou em 84% em 2025, abaixo da meta de 90% estabelecida pela OMS. Isso significa que, a cada ano, cerca de 13,5 milhões de crianças entram na vida sem a proteção básica contra três doenças graves.

## Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacinas?

Os motivos são múltiplos e variam entre países. Conflitos armados, deslocamentos populacionais, fragilidade de sistemas de saúde e desinformação sobre vacinas estão entre os principais fatores. A Unicef aponta que 10 dos 20 países com maior número de crianças não vacinadas estão em situação de conflito ou crise humanitária.

No Brasil, a cobertura vacinal infantil vem caindo desde 2015. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2024, a cobertura da DTP3 foi de 76,5%, bem abaixo dos 95% recomendados. A queda acentuada preocupa especialistas, que veem risco iminente de retorno de doenças como sarampo e poliomielite.

### O impacto da desinformação

A hesitação vacinal, impulsionada por fake news e movimentos antivacina, ganhou força após a pandemia de covid-19. Estudo da OMS de 2024 mostrou que a confiança nas vacinas caiu em 12 países, incluindo o Brasil, onde apenas 67% dos entrevistados consideram as vacinas seguras. Esse fenômeno atinge especialmente famílias de áreas urbanas com maior acesso à internet.

## Consequências da baixa cobertura vacinal

Quando muitas crianças deixam de ser vacinadas, a chamada imunidade de rebanho se rompe. Doenças antes controladas voltam a circular. Em 2025, o mundo registrou surtos de sarampo em 37 países, com mais de 300 mil casos confirmados, um aumento de 20% em relação a 2024.

A Unicef alerta que, para cada 1 milhão de crianças não vacinadas contra o sarampo, estima-se 100 mil casos graves e 10 mil mortes evitáveis. O dado reforça a urgência de retomar as campanhas de vacinação.

## O que está sendo feito?

A Unicef e a OMS lançaram em 2026 a campanha "The Big Catch-Up", com meta de vacinar 67 milhões de crianças até 2028. A iniciativa foca em países com baixa cobertura e em comunidades de difícil acesso. No Brasil, o Ministério da Saúde retomou o Programa Nacional de Imunizações (PNI) com ações de busca ativa e vacinação em escolas vacinação infantil no Brasil.

### O papel das famílias

Para quem cuida de crianças, a recomendação é clara: manter a caderneta de vacinação em dia. A Unicef orienta que pais e responsáveis verifiquem se todas as doses do calendário básico foram aplicadas, especialmente a BCG, a pentavalente e a tríplice viral. Em caso de dúvida, procurar a unidade de saúde mais próxima.

## Perguntas Frequentes

### Quantas crianças não recebem vacinas no mundo?

Segundo a Unicef e a OMS, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2025.

### Qual a cobertura vacinal ideal?

A OMS recomenda cobertura mínima de 90% para a DTP3 e de 95% para o sarampo. Em 2025, a cobertura global foi de 84% para a DTP3.

### Quais as vacinas mais importantes no primeiro ano?

O calendário básico inclui BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica e meningocócica. A ausência de qualquer uma delas expõe a criança a riscos graves.

### Por que a cobertura vacinal caiu no Brasil?

Fatores como desinformação, cortes orçamentários e pandemia contribuíram para a queda. Em 2024, a cobertura da DTP3 no Brasil foi de 76,5%.

### O que fazer se meu filho perdeu alguma vacina?

Procure a unidade de saúde para atualizar a caderneta. A maioria das vacinas pode ser aplicada fora da idade recomendada, com orientação médica.

### Como ajudar a aumentar a cobertura vacinal?

Compartilhar informações oficiais, levar as crianças para vacinar e apoiar campanhas locais são formas de contribuir.

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Fonte (canonical): https://revistaaptare.com.br/prevencao/unicef-135-milhoes-criancas-nao-recebem-vacina-1-ano-vida-27/
