# Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

> Unicef relata que 13,5 milhões de crianças no mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. O dado revela queda na cobertura vacinal global e risco de surtos de doenças evitáveis, como sarampo e poliomielite.

*Aptare · Prevencao · 15 de julho de 2026 · Roberto Vidal*

Relatório do Unicef revela que 13,5 milhões de crianças no mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O dado, referente a 2024, acende alerta sobre a queda na cobertura vacinal global e os riscos de surtos de doenças evitáveis.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou em 2024 um relatório que acendeu o alerta global: 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O número, que representa uma estagnação preocupante na cobertura vacinal, expõe falhas nos sistemas de saúde e o aumento de populações vulneráveis, especialmente em regiões de conflito e baixa renda. A imunização infantil, direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, é a principal barreira contra doenças evitáveis.

Relatório do Unicef de 2024 aponta que 13,5 milhões de crianças no mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O número representa uma estagnação na cobertura vacinal global, ampliando o risco de surtos de doenças como sarampo e poliomielite. A maioria dessas crianças vive em países de baixa renda ou em zonas de conflito.

## Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina no primeiro ano?

O Unicef aponta que os principais obstáculos são a desigualdade de acesso, conflitos armados e a desinformação sobre vacinas. Em países como Afeganistão e Iêmen, a guerra impede que equipes de saúde cheguem a comunidades inteiras. No Brasil, a cobertura vacinal infantil caiu de 95% em 2015 para cerca de 75% em 2024, segundo dados do Ministério da Saúde. A queda é atribuída à falta de campanhas efetivas e à disseminação de notícias falsas sobre os imunizantes.

### O papel das fake news na queda da vacinação

A desinformação é um dos maiores inimigos da vacinação infantil. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2023 mostrou que 52% dos pais em países de renda média relataram ter dúvidas sobre a segurança das vacinas por causa de informações falsas. O Unicef alerta que, sem ações coordenadas de comunicação, o número de crianças não vacinadas pode crescer ainda mais.

## Quais regiões concentram as crianças não vacinadas?

O relatório do Unicef indica que a África Subsaariana e o Sul da Ásia são as regiões mais afetadas. Juntas, concentram cerca de 70% das 13,5 milhões de crianças sem nenhuma dose de vacina. Na Nigéria, por exemplo, 2,3 milhões de crianças não receberam a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP1) em 2024. Na Índia, o número foi de 1,8 milhão. Esses países enfrentam desafios logísticos e de financiamento para manter os programas de imunização.

## Como reverter o cenário de baixa cobertura vacinal?

O Unicef e a OMS recomendam três ações prioritárias: fortalecer os sistemas de saúde primários, investir em campanhas de vacinação de rotina e combater a desinformação com dados oficiais. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é referência mundial, mas precisa de retomada de confiança. Uma estratégia que tem dado certo em estados como o Ceará é a busca ativa de crianças faltosas, com agentes comunitários indo de casa em casa.

### A importância da vacinação no primeiro ano de vida

As vacinas do primeiro ano protegem contra 12 doenças, entre elas sarampo, poliomielite e tuberculose. Segundo a OMS, a imunização evita de 2 a 3 milhões de mortes por ano no mundo. Quando uma criança não recebe nenhuma dose, fica vulnerável não só a doenças, mas também a complicações que podem levar à morte precoce. O direito à saúde, previsto no artigo 196 da Constituição Federal, começa com a vacinação em dia.

## O que o Brasil pode fazer para melhorar a cobertura?

O Brasil já teve um dos maiores índices de vacinação do mundo, mas perdeu terreno. O Ministério da Saúde lançou em 2024 o Movimento Nacional pela Vacinação, com meta de retomar 95% de cobertura para todas as vacinas do calendário infantil. A estratégia inclui parcerias com estados e municípios, campanhas em escolas e aplicativos de lembrete para os pais. O desafio é grande, mas o exemplo de países como Ruanda, que alcançou 93% de cobertura mesmo com recursos limitados, mostra que é possível.

## Perguntas Frequentes

### Quantas crianças no mundo não recebem vacina no primeiro ano?

13,5 milhões, segundo relatório do Unicef de 2024. Esse número representa crianças que não tomaram nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida.

### Quais são as principais causas da falta de vacinação?

Conflitos armados, desigualdade de acesso, desinformação e falta de recursos nos sistemas de saúde são os principais fatores apontados pelo Unicef.

### A cobertura vacinal no Brasil está caindo?

Sim. Dados do Ministério da Saúde indicam que a cobertura caiu de 95% em 2015 para cerca de 75% em 2024, com variações regionais.

### Como posso saber se meu filho está com as vacinas em dia?

Procure a unidade básica de saúde mais próxima ou consulte o cartão de vacinação digital disponível no aplicativo Conecte SUS. O calendário infantil é gratuito e obrigatório.

### O que fazer se a criança perdeu alguma dose?

Leve a criança a um posto de saúde para avaliação. O profissional de saúde irá orientar sobre as doses necessárias, sem necessidade de recomeçar o esquema vacinal.

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Fonte (canonical): https://revistaaptare.com.br/prevencao/unicef-135-milhoes-criancas-nao-recebem-vacina-1-ano-vida-3/
