# Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, cenário

> Unicef e OMS relataram que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose da vacina DTP no primeiro ano de vida em 2025. O número representa um retrocesso de duas décadas na imunização infantil global, aumentando o risco de surtos de doenças evitáveis e impactando diretamente a saúde pública.

*Aptare · Prevencao · 15 de julho de 2026 · Dra. Fernanda Liberato*

Relatório da Unicef e OMS indica que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose da vacina DTP no primeiro ano de vida em 2025. O número representa um retrocesso de duas décadas na imunização infantil global, com impactos diretos na saúde pública e no risco de surtos de d

## Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, cenário global de alerta

Relatório conjunto da Unicef e da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose da vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) no primeiro ano de vida em 2025. O número representa o maior patamar desde 2005, indicando um retrocesso de duas décadas na imunização infantil global. O dado acende alerta para o risco de surtos de doenças que já estavam controladas ou eliminadas em diversas regiões.

## Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina no primeiro ano?

A ausência de vacinação no primeiro ano de vida é multifatorial. Conflitos armados, desinformação sobre vacinas, fragilidade dos sistemas de saúde e desigualdades de acesso são os principais fatores apontados pela Unicef e OMS.

### Conflitos e instabilidade política

Em países como Afeganistão, Iêmen, Sudão do Sul e partes da Síria, a infraestrutura de saúde foi destruída ou está inacessível para milhões de famílias. Crianças em zonas de conflito têm até 3 vezes menos chance de receber o esquema básico de vacinas do que aquelas em países estáveis.

### Desinformação e hesitação vacinal

A disseminação de notícias falsas sobre vacinas, especialmente nas redes sociais, contribui para a hesitação vacinal. Segundo a OMS, a confiança nas vacinas caiu em pelo menos 15 países entre 2020 e 2025, com impacto direto na cobertura.

### Fragilidade dos sistemas de saúde

Em muitos países de baixa e média renda, os serviços de imunização dependem de campanhas esporádicas e de financiamento internacional. A pandemia de Covid-19 agravou essa fragilidade, desviando recursos e profissionais. Dados da Unicef indicam que, em 2025, cerca de 40% das crianças não vacinadas vivem em países classificados como de baixa renda.

## Quais vacinas estão em falta?

A vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) é a principal referência para medir a cobertura vacinal básica. O esquema recomendado pela OMS prevê três doses no primeiro ano de vida. Em 2025, a cobertura global da terceira dose (DTP3) foi de 81%, abaixo dos 86% registrados em 2019. Outras vacinas, como a contra sarampo, poliomielite e hepatite B, também apresentam quedas significativas.

## Impactos na saúde pública global

A queda na cobertura vacinal tem consequências diretas. Surtos de sarampo, que já haviam sido eliminados em vários países, voltaram a ocorrer. Em 2025, foram registrados mais de 300 mil casos de sarampo no mundo, um aumento de 45% em relação a 2024. A poliomielite, considerada erradicada na maior parte do mundo, ainda circula em países como Afeganistão e Paquistão.

### Doenças evitáveis que podem ressurgir

- Sarampo: altamente contagioso, pode levar a complicações graves como pneumonia e encefalite.
- Coqueluche: causa tosse intensa e pode ser fatal em bebês menores de 6 meses.
- Difteria: infecção bacteriana que forma membrana na garganta, podendo obstruir as vias aéreas.
- Poliomielite: causa paralisia irreversível, principalmente em crianças menores de 5 anos.

## O que está sendo feito para reverter o cenário?

A Unicef e a OMS lideram a Aliança Global para Vacinas (Gavi), que busca ampliar o acesso em países de baixa renda. Em 2025, a Gavi anunciou investimento de US$ 2,5 bilhões para fortalecer a imunização infantil até 2030. Além disso, campanhas de vacinação de emergência estão em andamento em zonas de conflito, com apoio de organizações locais e internacionais.

### Estratégias em andamento

- Fortalecimento da atenção primária à saúde para integrar vacinação a outros serviços básicos.
- Capacitação de agentes comunitários para levar vacinas a áreas remotas.
- Combate à desinformação com campanhas educativas em parceria com plataformas digitais.
- Monitoramento em tempo real da cobertura vacinal por meio de sistemas de dados.

## O papel do Brasil no cenário global

O Brasil, que historicamente teve altas taxas de cobertura vacinal, também enfrenta desafios. A cobertura da vacina DTP3 caiu de 95% em 2015 para 78% em 2024, segundo o Ministério da Saúde. O país retomou campanhas de multivacinação em 2025, com foco em crianças menores de 2 anos.

## Perguntas Frequentes

### Quantas crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida?

Segundo relatório da Unicef e OMS, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose da vacina DTP no primeiro ano de vida em 2025.

### Quais são as principais causas da falta de vacinação?

Conflitos armados, desinformação sobre vacinas, fragilidade dos sistemas de saúde e desigualdades de acesso são os principais fatores.

### A queda na cobertura vacinal é um problema só de países pobres?

Não. Embora a maior parte das crianças não vacinadas viva em países de baixa renda, a hesitação vacinal também afeta países de renda média e alta, como Estados Unidos e França.

### O que a Unicef está fazendo para reverter essa situação?

A Unicef lidera campanhas de vacinação de emergência em zonas de conflito e atua em parceria com a Gavi para fortalecer sistemas de saúde em países de baixa renda.

### Como posso ajudar a melhorar a cobertura vacinal?

Informar-se por fontes oficiais, apoiar organizações que promovem a vacinação e combater a desinformação são formas de contribuir.

OMS: cobertura vacinal caiu em 15 países Gavi: investimento de US$ 2,5 bilhões até 2030

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Fonte (canonical): https://revistaaptare.com.br/prevencao/unicef-135-milhoes-criancas-nao-recebem-vacina-1-ano-vida-4/
