# Anvisa aprova novas indicações para remédio de câncer de mama

> A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), destinado a adultos com câncer de mama triplo-negativo. O medicamento poderá ser usado em combinação com pembrolizumabe ou como monoterapia, ampliando as opções de tratamento para esse subtipo agressivo de tumor mamário.

*Aptare · Saude Mental · 12 de setembro de 2026 · Dra. Cláudia Monteiro*

A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), usado no tratamento de adultos com câncer de mama triplo-negativo. Uma delas é em combinação com pembrolizumabe; a outra, como monoterapia.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou duas novas indicações terapêuticas para o medicamento Trodelvy (sacituzumabe govitecana), usado no tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN). As aprovações ampliam as situações clínicas em que a substância pode ser prescrita, sempre em primeira linha de tratamento.

A primeira indicação é em combinação com pembrolizumabe, para pacientes adultos com CMTN irressecável (que não pode ser removido por cirurgia), localmente avançado ou metastático cujos tumores expressem PD-L1. A segunda é como monoterapia, para pacientes adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático que não sejam candidatos ao tratamento com inibidores de PD-1 ou PD-L1.

## O que muda com as novas indicações

O CMTN é um subtipo que não apresenta receptores de estrogênio, progesterona ou HER2 em quantidade relevante, o que reduz o leque de terapias-alvo disponíveis. A proteína PD-L1, citada na primeira indicação, fica na superfície de algumas células cancerígenas e faz com que o sistema imunológico não ataque o tumor. É por isso que a combinação com pembrolizumabe aparece como estratégia específica para tumores que expressam essa proteína.

Já a monoterapia cobre um grupo que não pode receber inibidores de PD-1 ou PD-L1. Na prática, a aprovação dá uma alternativa registrada para quem não se encaixa nesse tipo de tratamento.

## Por que a indicação importa

Aprovação de indicação não é o mesmo que incorporação ao SUS nem cobertura automática por plano de saúde. O registro sanitário atesta que a Anvisa avaliou o uso proposto; o acesso depende de outras etapas, como análise de incorporação e negociação de preço. Vale checar com a equipe médica qual caminho se aplica ao caso.

A decisão também reforça um ponto que acompanho de perto na fisioterapia oncológica: tratamento sistêmico e mobilidade caminham juntos. Pacientes em terapia para CMTN avançado costumam relatar perda de força e equilíbrio ao longo dos ciclos, e isso aumenta o risco de queda dentro de casa. Banheiro sem barra de apoio, tapete solto e pouca luz no corredor são fatores que pesam mais do que parece.

Antes de iniciar qualquer programa de exercício durante o tratamento, a orientação é passar por avaliação profissional, que define intensidade e adaptações conforme a condição clínica e o ciclo em curso. Movimento preservado ajuda a manter autonomia para as tarefas do dia, mas o ajuste tem que respeitar o momento de cada paciente.

Para quem acompanha o tema, vale ler também acesso a medicamentos oncológicos pelo SUS e fisioterapia durante o tratamento oncológico.

---

Fonte (canonical): https://revistaaptare.com.br/saude-mental/anvisa-aprova-novas-indicacoes-remedio-trata-cancer-mama-18/
