# Anvisa aprova novas indicações para remédio de câncer de mama

> A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana) no tratamento do câncer de mama triplo-negativo em adultos. As aprovações contemplam pacientes com doença irressecável, localmente avançada ou metastática, ampliando as opções de terapia para esse subtipo agressivo de tumor mamário.

*Aptare · Saude Mental · 13 de setembro de 2026 · Antônio Carlos Drummond*

A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana) no tratamento do câncer de mama triplo-negativo em adultos. As aprovações alcançam pacientes com doença irressecável, localmente avançada ou metastática.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), medicamento usado no tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN). A decisão alcança dois cenários clínicos distintos, ambos na primeira linha de tratamento.

Em resumo, a aprovação cobre:

- Trodelvy em combinação com pembrolizumabe para tratamento de primeira linha de adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático cujos tumores expressem PD-L1.
- Trodelvy como monoterapia para tratamento de primeira linha de adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático que não sejam candidatos ao tratamento com inibidores de PD-1 ou PD-L1.

O CMTN é um subtipo que não apresenta os três receptores usados como alvo em outros tipos de câncer de mama, o que reduz o leque de terapias disponíveis. A irressecabilidade significa que o tumor não pode ser removido por cirurgia. Já o PD-L1 é uma proteína encontrada na superfície de algumas células cancerígenas que faz com que o sistema imunológico não ataque o tumor.

A combinação com pembrolizumabe faz sentido justamente por esse mecanismo: o inibidor de checkpoint atua sobre a via PD-1/PD-L1, e a expressão da proteína funciona como critério para selecionar quem tende a se beneficiar. Quem não se enquadra nesse perfil passa a ter a monoterapia como caminho de primeira linha aprovado.

Na prática, a aprovação organiza a decisão clínica em torno de um exame: a expressão de PD-L1 no tumor define se o paciente entra no braço combinado ou no braço de monoterapia. Sem esse dado, não há como saber qual das duas indicações se aplica ao caso.

Para quem acompanha alguém em tratamento, vale registrar o que a aprovação não diz. Ela não define preço, não estabelece prazo de incorporação no SUS e não substitui a avaliação do oncologista, que decide com base no estadiamento e no perfil molecular. A aprovação sanitária é uma etapa regulatória, não a última.

O caminho prático de prevenção começa antes: rastreamento na faixa etária indicada, atenção a alterações na mama e histórico familiar levado a sério na consulta. Diagnóstico mais cedo amplia o conjunto de opções terapêuticas disponíveis, incluindo as que acabam de ser aprovadas.

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Fonte (canonical): https://revistaaptare.com.br/saude-mental/anvisa-aprova-novas-indicacoes-remedio-trata-cancer-mama-21/
