# Anvisa aprova novas indicações para remédio de câncer de mama

> A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), destinado a adultos com câncer de mama triplo-negativo. Uma das indicações combina o medicamento com pembrolizumabe como primeira linha de tratamento. A decisão amplia as opções terapêuticas para pacientes com esse subtipo agressivo de câncer de mama.

*Aptare · Saude Mental · 14 de setembro de 2026 · Dra. Cláudia Monteiro*

A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), usado em adultos com câncer de mama triplo-negativo. Uma delas combina o medicamento com pembrolizumabe na primeira linha de tratamento.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações terapêuticas para o medicamento Trodelvy (sacituzumabe govitecana), usado no tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN). A decisão amplia o uso do fármaco em dois cenários clínicos distintos, ambos voltados a doença irressecável, localmente avançada ou metastática.

A primeira nova indicação prevê o uso de sacituzumabe govitecana em combinação com pembrolizumabe no tratamento de primeira linha de pacientes adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático cujos tumores expressem PD-L1. Essa proteína fica na superfície de algumas células cancerígenas e faz com que o sistema imunológico não ataque o tumor.

A segunda indicação aprova o medicamento como monoterapia, também em primeira linha, para pacientes adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático que não sejam candidatos ao tratamento com inibidores de PD-1 ou PD-L1. Ou seja, o remédio passa a cobrir um grupo que não tinha essa via terapêutica disponível.

## O que muda na prática para o paciente com CMTN

O câncer de mama triplo-negativo é um subtipo que não expressa receptores de estrogênio, progesterona nem HER2, o que restringe as opções de terapia-alvo. A aprovação da Anvisa não altera o diagnóstico nem substitui a avaliação do oncologista, mas amplia o leque de escolhas para a primeira linha de tratamento em doença avançada.

Vale lembrar que a indicação de PD-L1 depende de teste específico no tumor. Sem essa análise, não é possível definir quem entra na combinação com pembrolizumabe e quem segue para monoterapia. Quem acompanha tratamento oncológico sabe que esse tipo de marcador costuma ser verificado no próprio tecido tumoral, muitas vezes no mesmo exame que fecha o diagnóstico.

A aprovação é regulatória. Ela não define preço, incorporação no SUS nem protocolo clínico. Esses passos dependem de outras instâncias, como a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), quando houver pedido de incorporação pública.

## Onde buscar informação confiável

A fonte primária desta notícia é a Agência Brasil, que divulgou a decisão da Anvisa. Para o paciente e a família, o caminho é levar a dúvida ao oncologista responsável, que avalia estadiamento, expressão de PD-L1 e histórico de tratamento antes de indicar qualquer mudança.

Em pautas de saúde, informação errada custa tempo. Confirmar a indicação com quem acompanha o caso vale mais do que qualquer busca isolada na internet.

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Fonte (canonical): https://revistaaptare.com.br/saude-mental/anvisa-aprova-novas-indicacoes-remedio-trata-cancer-mama-22/
