# Anvisa aprova novas indicações para remédio que trata câncer de mama

> A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), destinado a adultos com câncer de mama triplo-negativo. As aprovações abrangem o uso combinado com pembrolizumabe e a monoterapia em primeira linha, ampliando as opções de tratamento disponíveis no Brasil para esse subtipo agressivo de tumor.

*Aptare · Saude Mental · 11 de setembro de 2026 · Roberto Vidal*

A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), usado no tratamento de adultos com câncer de mama triplo-negativo. As aprovações incluem uso combinado com pembrolizumabe e monoterapia em primeira linha.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações terapêuticas para o medicamento Trodelvy (sacituzumabe govitecana), usado no tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN). A decisão amplia o uso do remédio em dois cenários clínicos distintos, ambos voltados à primeira linha de tratamento.

A primeira nova indicação prevê o uso do Trodelvy em combinação com pembrolizumabe para pacientes adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático cujos tumores expressem PD-L1. Essa proteína fica na superfície de algumas células cancerígenas e faz com que o sistema imunológico não ataque o tumor.

A segunda indicação aprova o medicamento como monoterapia, também em primeira linha, para adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático que não sejam candidatos ao tratamento com inibidores de PD-1 ou PD-L1. Ou seja, atende um grupo de pacientes que não tem essa via terapêutica disponível.

O termo irressecável designa o tumor que não pode ser removido por cirurgia. Já o CMTN é um subtipo de câncer de mama que não apresenta os três receptores mais comuns usados para orientar o tratamento: estrogênio, progesterona e HER2. Por isso, costuma exigir estratégias diferentes das adotadas em outros subtipos.

A aprovação se refere a novas indicações de um medicamento já existente, não ao registro de uma substância inédita. A decisão da Anvisa tem como base a avaliação de evidências científicas apresentadas para cada um dos cenários. O acesso ao tratamento, na prática, ainda depende de fatores como incorporação ao sistema público, cobertura por planos de saúde e prescrição médica.

Para famílias que acompanham um caso de câncer de mama triplo-negativo, o caminho é confirmar com a equipe oncológica se o perfil do tumor se encaixa nas novas indicações e verificar com a operadora do plano ou com a unidade de saúde as condições de cobertura. Direito que não se acessa é direito no papel, e a informação sobre o que foi aprovado é o primeiro passo para cobrar o que já existe.

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Fonte (canonical): https://revistaaptare.com.br/saude-mental/anvisa-aprova-novas-indicacoes-remedio-trata-cancer-mama-5/
