# Anvisa aprova novas indicações para remédio de câncer de mama

> A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas do Trodelvy (sacituzumabe govitecana) para adultos com câncer de mama triplo-negativo. As aprovações incluem o uso combinado com pembrolizumabe e a monoterapia em primeira linha de tratamento.

*Aptare · Saude Mental · 11 de setembro de 2026 · Dra. Cláudia Monteiro*

A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas do Trodelvy (sacituzumabe govitecana) para pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo. As aprovações cobrem uso combinado com pembrolizumabe e monoterapia em primeira linha.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações terapêuticas para o medicamento Trodelvy (sacituzumabe govitecana), usado no tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN). A decisão foi publicada e amplia o escopo de uso do remédio, que já era empregado nesse tipo de tumor.

As duas novas indicações aprovadas são:

- Trodelvy em combinação com pembrolizumabe para o tratamento de primeira linha de pacientes adultos com CMTN irressecável (que não pode ser removido por cirurgia), localmente avançado ou metastático, cujos tumores expressem PD-L1.
- Trodelvy como monoterapia para o tratamento de primeira linha de pacientes adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático que não sejam candidatos ao tratamento com inibidores de PD-1 ou PD-L1.

O PD-L1 é uma proteína encontrada na superfície de algumas células cancerígenas que faz com que o sistema imunológico não ataque o tumor. A expressão desse marcador, portanto, orienta a escolha terapêutica e define quais pacientes podem se beneficiar da combinação com pembrolizumabe.

## O que muda para pacientes e prescritores

A aprovação não significa que todo paciente com CMTN passará a receber o medicamento. As indicações são específicas: uma depende da expressão de PD-L1 e do uso combinado com pembrolizumabe; a outra se restringe a quem não é candidato a inibidores de PD-1 ou PD-L1. A definição do tratamento cabe ao oncologista, que avalia o perfil molecular do tumor e as condições clínicas de cada caso.

Do ponto de vista regulatório, a Anvisa analisou dados de eficácia e segurança antes de autorizar as novas indicações. O órgão não detalhou, no comunicado, números de estudos ou percentuais de resposta, o que reforça a necessidade de leitura atenta da bula e das orientações do profissional que acompanha o paciente.

Vale lembrar que a aprovação de indicações terapêuticas é um passo regulatório. Ela não substitui a avaliação médica individual nem garante acesso imediato pelo sistema de saúde. Para quem convive com o diagnóstico, a recomendação é levar as dúvidas ao oncologista e verificar com a equipe quais opções estão disponíveis no caso concreto.

A notícia também dialoga com outras pautas de saúde em circulação, como a atuação de profissionais no atendimento a crianças com autismo e os riscos associados a apostas, temas que aparecem em coberturas recentes da área.

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Fonte (canonical): https://revistaaptare.com.br/saude-mental/anvisa-aprova-novas-indicacoes-remedio-trata-cancer-mama-6/
