Bem-estar

Autismo: médica lista estratégias para atendimento infantil

ResumoO autismo exige adaptações específicas no atendimento oftalmológico infantil. A médica lista estratégias como reduzir estímulos sensoriais, usar comunicação visual e flexibilizar a rotina para superar barreiras de hipersensibilidade e baixa adesão. A consulta eficaz depende de ambiente calmo, tempo estendido e abordagem lúdica, melhorando a cooperação da criança com TEA.

Hipersensibilidade sensorial, intolerância à rotina e baixa adesão ao tratamento são barreiras no atendimento oftalmológico de crianças com TEA. Médica lista estratégias para uma consulta mais eficaz.

Escrito por Dra. Fernanda Liberato · Atualizado em 09 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Hipersensibilidade sensorial, intolerância à rotina e baixa adesão ao tratamento são barreiras no atendimento oftalmológico de crianças com TEA.
  • Médica lista estratégias para uma consulta mais eficaz.
Autismo: médica lista estratégias para atendimento infantil

Hipersensibilidade sensorial, intolerância à quebra de rotina, baixa adesão ao tratamento domiciliar, incluindo rejeição severa ao uso de óculos e tampão de olho. Essas são algumas barreiras no atendimento oftalmológico de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). A oftalmologista Raíra Fortuna destaca que cerca de 40% das crianças com TEA apresentam transtornos de ansiedade associados ao quadro, enquanto menos de 4% dos médicos especialistas relatam ter recebido capacitação para atender pacientes no espectro.

Para Raíra, boa parte do que seria popularmente considerado mau comportamento durante o atendimento, na realidade, reflete confusão ou sobrecarga, não necessariamente oposição. "É a manifestação do autismo em um ambiente pouco adaptado", diz. A consequência direta é a dificuldade ou mesmo a impossibilidade de completar o exame oftalmológico, essencial para manter a saúde ocular da criança em dia.

Estudos mostram que a prevalência de estrabismo em crianças com TEA gira em torno de 41%, contra 3% em crianças com desenvolvimento típico. Por isso, segundo a especialista, vale a pena se esforçar para atender melhor crianças que estão no espectro.

Durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), que acontece até sábado (12), em Salvador, ela citou o caminho para uma consulta oftalmológica mais tranquila e eficaz: "Quando o exame não funciona, talvez o problema esteja nas formas como estamos examinando". A médica reforça que toda a equipe do consultório deve ser capacitada para atender pacientes com TEA, e que preparar o ambiente, os materiais e as estratégias são investimentos que valem a pena.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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