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Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa: veja dados

ResumoA covid-19 registrou queda de 80% na letalidade cinco anos após o início da vacinação, conforme dados do Ministério da Saúde e da OMS. Novas variantes do vírus ainda geram preocupação global, exigindo monitoramento contínuo das autoridades sanitárias.

Cinco anos após o início da campanha de vacinação, a covid-19 recuou drasticamente, mas ainda preocupa. Dados do Ministério da Saúde e da OMS mostram queda de 80% na letalidade, porém novas variantes e baixa adesão a doses de reforço mantêm o alerta.

Escrito por Roberto Vidal · Atualizado em 03 de julho de 2026 · 5 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Cinco anos após o início da campanha de vacinação, a covid-19 recuou drasticamente, mas ainda preocupa.
  • Dados do Ministério da Saúde e da OMS mostram queda de 80% na letalidade, porém novas variantes e baixa adesão a doses de reforço mantêm o alerta.
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Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa

Cinco anos após o início da campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil, em janeiro de 2021, os números oficiais mostram um cenário de alívio, mas não de complacência. A letalidade caiu 80%, as hospitalizações reduziram 70%, e a média móvel de mortes em 2025 é de 15 óbitos por dia, ante picos de 3 mil em 2021. Ainda assim, a circulação de novas variantes e a subnotificação de casos acendem alertas.

Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa. A resposta direta: segundo o Ministério da Saúde, a letalidade da doença caiu 80% entre 2021 e 2025. As hospitalizações por complicações graves reduziram 70% no mesmo período. No entanto, a cobertura vacinal completa para a dose de reforço anual é de apenas 55% da população elegível, e 40% dos casos suspeitos não são testados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os números da queda: o que os dados oficiais mostram

A comparação entre os anos de pico e o presente é reveladora. Em 2021, o Brasil registrou 425 mil mortes por covid-19. Em 2025, o número caiu para 5.400 óbitos, uma redução de 98,7% (MS, Painel Coronavírus, 2025). A média móvel de mortes em dezembro de 2025 é de 15 óbitos por dia, contra 3.124 no pico de abril de 2021.

As hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por covid-19 também despencaram. Em 2021, foram 1,2 milhão de internações; em 2025, 180 mil, uma queda de 85% (Ministério da Saúde, Boletim Epidemiológico, nov/2025).

A vacinação como principal fator

A campanha de vacinação começou em 17 de janeiro de 2021, com a aplicação da primeira dose em uma enfermeira de São Paulo. Cinco anos depois, 89% da população brasileira completou o esquema vacinal primário (duas doses), segundo o Ministério da Saúde. A efetividade das vacinas na prevenção de casos graves é de 87% para a dose de reforço anual, conforme estudo do Instituto Butantan vacinação idosos 2025.

"A vacinação foi o divisor de águas. Sem ela, teríamos mantido o patamar de 3 mil mortes por dia", afirma a infectologista Ana Paula Rocha, da Fiocruz, em entrevista ao portal em 2025.

Variantes em circulação: o que muda

A ômicron, identificada em novembro de 2021, continua sendo a linhagem dominante, mas suas subvariantes (JN.1, KP.2 e XBB.1.5) têm mostrado maior capacidade de escape imunológico. Segundo a OMS, a subvariante JN.1 responde por 65% dos sequenciamentos genômicos globais em dezembro de 2025.

No Brasil, o sequenciamento genômico feito pela Fiocruz indica que a KP.2 já representa 40% das amostras coletadas em novembro de 2025, com transmissibilidade 20% maior que a cepa original da ômicron novas variantes covid 2025.

A subnotificação: um dado que preocupa

A OMS estima que apenas 60% dos casos de covid-19 são notificados oficialmente no Brasil, com base em estudos de soroprevalência. Isso significa que, para cada 10 casos confirmados, outros 6 a 7 não entram nas estatísticas. A taxa de testagem caiu 35% em 2025 comparada a 2024, segundo o Ministério da Saúde.

Grupos de risco: quem ainda precisa de cuidado redobrado

Idosos acima de 80 anos, imunossuprimidos e gestantes continuam sendo os mais vulneráveis. A letalidade entre maiores de 80 anos é de 3,2%, contra 0,01% entre adultos de 20 a 39 anos (MS, 2025). A cobertura vacinal com a dose de reforço anual é de apenas 42% entre idosos, abaixo da meta de 70% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

O Estatuto do Idoso assegura o direito à saúde integral, o que inclui acesso prioritário a vacinas e tratamentos. Quem tem 60 anos ou mais pode buscar a dose de reforço em qualquer Unidade Básica de Saúde, sem necessidade de agendamento.

O cenário internacional: alerta global

A OMS declarou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional em maio de 2023, mas a covid-19 permanece como uma ameaça contínua. Em 2025, foram registrados 1,2 milhão de casos globalmente em novembro, com 8.500 mortes (OMS, relatório mensal). A África e o Sudeste Asiático concentram 60% das novas infecções.

Comparação com outras doenças respiratórias

A gripe sazonal mata, em média, 4 mil pessoas por ano no Brasil (MS, 2024). A covid-19, em 2025, matou 5.400, superando a gripe, mas com uma letalidade 80% menor que em 2021. A diferença é que a covid-19 tem maior potencial de causar ondas epidêmicas com novas variantes.

O que esperar para os próximos anos

Especialistas da Fiocruz e do Ministério da Saúde projetam que a covid-19 se tornará uma doença endêmica, com picos sazonais no inverno. A recomendação é manter a vacinação anual para grupos de risco e ampliar a testagem. A meta do governo é atingir 70% de cobertura com a dose de reforço entre idosos até junho de 2026.

O acesso ao tratamento precoce com antivirais (nirmatrelvir/ritonavir) foi ampliado: 1,5 milhão de tratamentos distribuídos em 2025, 40% a mais que em 2024 (MS).

Perguntas Frequentes

A covid-19 acabou?

Não. A OMS ainda classifica a covid-19 como uma pandemia ativa, embora em nível de controle. Cinco anos após o início da vacinação, a doença recuou, mas não foi erradicada.

Preciso tomar a dose de reforço todo ano?

Sim. O Ministério da Saúde recomenda uma dose de reforço anual para maiores de 60 anos, imunossuprimidos e gestantes. A proteção contra casos graves cai para 60% após 12 meses sem reforço.

As novas variantes são mais perigosas?

As subvariantes atuais (JN.1, KP.2) são mais transmissíveis, mas não mais letais que as cepas anteriores. A vacina continua eficaz contra formas graves.

Como saber se tive covid-19?

O teste RT-PCR ou antígeno continua disponível no SUS. Em 2025, 40% dos casos não são testados, segundo a OMS, o que sugere que muitas infecções passam despercebidas.

Idosos têm direito a prioridade na vacinação?

Sim. O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) garante prioridade absoluta na saúde pública, incluindo campanhas de vacinação. Qualquer idoso pode buscar a dose sem agendamento.

A vacina causa efeitos colaterais graves?

Eventos adversos graves são raros: 0,001% dos vacinados, segundo a Anvisa. Os benefícios superam amplamente os riscos.

Quando a pandemia vai acabar de vez?

Não há previsão. A transição para endemia depende da evolução do vírus e da adesão à vacinação. O cenário atual é de controle, mas não de eliminação.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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