Prevencao

Sarampo SP: 23 casos e vacinação de 6 meses a 59 anos

ResumoA Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo no estado. A campanha de vacinação contra o sarampo está direcionada a residentes de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com faixa etária de 6 meses a 59 anos. A imunização é a principal medida de prevenção contra a doença.

Com 23 casos confirmados no estado, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforça a vacinação contra o sarampo para residentes de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, de 6 meses a 59 anos.

Escrito por Antônio Carlos Drummond · Atualizado em 12 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Com 23 casos confirmados no estado, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforça a vacinação contra o sarampo para residentes de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, de 6 meses a 59 anos.
Sarampo SP: 23 casos e vacinação de 6 meses a 59 anos

Sarampo em São Paulo: 23 casos confirmados e reforço na vacinação

Na última semana, o estado de São Paulo registrou 23 casos confirmados de sarampo. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) orienta a vacinação para a população de 6 meses a 59 anos residente nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A imunização está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Dos 23 casos, dois são importados. Os demais estão relacionados à importação, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido identificada. Segundo a SES-SP, 16 pacientes não possuíam histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto.

Quem deve se vacinar contra o sarampo?

A recomendação da SES-SP é clara: todos os residentes de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, entre 6 meses e 59 anos, devem se vacinar. A vacinação indiscriminada nesses municípios foi adotada para reduzir o risco de disseminação da doença.

Para quem vai se deslocar temporariamente para essas cidades, a orientação é verificar a situação vacinal e manter a caderneta atualizada. Nos demais municípios do estado, a recomendação é intensificar a verificação da situação vacinal, a busca ativa e a atualização de doses em atraso, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

Por que vacinar a partir dos 6 meses?

De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo Prof. Alexandre Vranjac, a partir dos 6 meses a criança já desenvolve resposta imunológica à vacina tríplice viral. Ao mesmo tempo, pode não estar mais protegida pelos anticorpos maternos.

Para pessoas com 60 anos ou mais, a vacinação indiscriminada não é recomendada. A SES-SP considera que grande parte dessa população já teve contato natural com o vírus ao longo da vida, apresentando imunidade duradoura.

Quem não deve tomar a vacina tríplice viral?

A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes, por ser produzida com vírus atenuados (enfraquecidos). Pessoas com imunodeficiência grave ou com histórico de alergia grave (anafilaxia) a algum componente da fórmula também não devem tomar o imunizante.

As lactantes podem receber a vacina normalmente. A amamentação não precisa ser interrompida, pois o imunizante não oferece riscos ao bebê.

Brasil mantém status de país livre do sarampo

A vice-presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm-SP), Melissa Palmier, explicou que o Brasil ainda mantém o status de país livre do sarampo, conforme as premissas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), responsável por emitir esse certificado.

"Nós perdemos a certificação em 2019 após um surto prolongado, mas reconquistamos essa vitória após um intenso esforço de vacinação e vigilância. Para que o status de eliminação seja perdido novamente, o mesmo vírus precisa circular de forma sustentada no país por mais de 12 meses contínuos", explica.

Melissa destaca que a situação atual no estado de São Paulo decorre da combinação de casos importados com "bolsões de pessoas não vacinadas". Como o vírus circula ativamente em diversos países da Europa, Ásia e Américas, ele viaja junto com as pessoas.

"Quando uma pessoa infectada chega a uma comunidade onde a cobertura vacinal está abaixo do ideal, o vírus encontra campo fértil para se espalhar. Se 95% de cada 100 pessoas estão vacinadas, elas formam uma parede blindada, matando o vírus. Se a cobertura cai para 70%, abrem-se janelas nessa parede, atingindo os mais vulneráveis", diz.

Controle exige vigilância e bloqueio vacinal em 72 horas

Para Melissa, é possível controlar os casos atuais, já que o país mantém o status de livre da doença e o único reservatório do sarampo é o humano. "Nós dispomos de uma excelente ferramenta, que é uma vacina gratuita, altamente eficaz e segura, que é a tríplice viral, ou SCR, sarampo, caxumba e rubéola".

O controle exige vigilância epidemiológica ativa para atestar rapidamente qualquer suspeita de febre, sintomas respiratórios importantes e manchas avermelhadas na pele. A partir daí, deve-se isolar o paciente suspeito e depois o confirmado, além de utilizar máscara.

"O segundo ponto são as ações de bloqueio vacinal, buscando a imunização dos contatos desse indivíduo em até 72 horas para cortar a cadeia de transmissão", explica Melissa.

A resposta nos municípios onde o estado tenta controlar o vírus deve ser rápida, já que o sarampo é um dos vírus mais contagiosos, com uma pessoa podendo transmitir a doença para até 18 não imunizadas.

"A estratégia é vacinar nos postos, mas também ir aonde a população está, como tem ocorrido na cidade de São Paulo. E devemos sempre combater a hesitação vacinal e a desinformação, com dados científicos claros, mostrando o grande benefício que é se vacinar em relação ao grande risco que é ter a doença", finaliza.

Perguntas Frequentes

Quantos casos de sarampo foram confirmados em São Paulo?

Foram confirmados 23 casos de sarampo no estado de São Paulo, sendo dois importados. Os demais estão relacionados à importação, sem fonte de infecção identificada.

Quem deve se vacinar contra o sarampo em SP?

A vacinação é recomendada para a população de 6 meses a 59 anos residente em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Pessoas com 60 anos ou mais não devem tomar a vacina indiscriminadamente.

Gestantes podem tomar a vacina tríplice viral?

Não. A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes, pois é produzida com vírus atenuados. Lactantes podem receber a vacina normalmente, sem interromper a amamentação.

O que fazer em caso de suspeita de sarampo?

Em caso de febre, sintomas respiratórios e manchas avermelhadas na pele, deve-se procurar atendimento médico rapidamente. O isolamento do paciente suspeito e o bloqueio vacinal de contatos em até 72 horas são essenciais.

O Brasil perdeu o status de país livre do sarampo?

Não. O Brasil mantém o status de país livre do sarampo, conforme a OPAS. Para perder a certificação, o vírus precisaria circular de forma sustentada por mais de 12 meses contínuos.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

Leia também

Publicidade