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Febre do Nilo Ocidental: não há motivo para pânico, diz médico

ResumoA Febre do Nilo Ocidental, transmitida por mosquitos, apresenta menos de 1% dos casos evoluindo para forma grave, conforme médico infectologista da USP. A doença não requer pânico, pois a maioria das infecções é assintomática ou leve. Sintomas incluem febre, dor de cabeça e fadiga; transmissão ocorre pela picada de insetos infectados.

Médico infectologista da USP diz que não há motivo para pânico com a febre do Nilo Ocidental. Menos de 1% dos casos evoluem para forma grave. Veja sintomas e transmissão.

Escrito por Antônio Carlos Drummond · Atualizado em 26 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Médico infectologista da USP diz que não há motivo para pânico com a febre do Nilo Ocidental.
  • Menos de 1% dos casos evoluem para forma grave.
  • Veja sintomas e transmissão.
Febre do Nilo Ocidental: não há motivo para pânico, diz médico

No Brasil, a febre do Nilo Ocidental ainda é rara, mas já acendeu alertas em São Paulo e Santa Catarina. O médico infectologista Furtado da Costa, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, afirma que não há motivo para pânico, apesar dos casos confirmados e de uma morte. Segundo ele, a maioria absoluta dos quadros é leve, e menos de 1% evolui para a forma grave.

A doença é causada por um arbovírus, mesmo grupo da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A transmissão ocorre pela picada do mosquito do gênero Culex, como pernilongo ou muriçoca, que adquire o vírus ao se alimentar de aves infectadas. "Os mosquitos picam as aves infectadas, os reservatórios do vírus, e, picando o ser humano, podem transmitir a doença", explicou Costa.

Cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem sintomas, geralmente brandos, parecidos com os de outras arboviroses. Os quadros podem variar de febre passageira a formas graves, com encefalite, meningite ou alterações neurológicas, exigindo avaliação médica imediata e, às vezes, internação em UTI. O tratamento é de suporte, com hidratação e medidas para complicações. Não há vacina nem antiviral específico.

No estado de São Paulo, o CVE-SP confirmou dois casos: uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, já curada, e uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto, internada. É a primeira vez que o estado registra casos humanos. Em Santa Catarina, o Ministério da Saúde confirmou dois casos, um com morte, e há um caso provável no Piauí. A diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D'Agostini, disse que as equipes seguem investigando os casos para identificar o local provável de infecção e orientar prevenção. arboviroses no Brasil

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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