Prevencao

SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

ResumoA Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produção nacional do dolutegravir, principal antiretroviral distribuído pelo SUS no tratamento do HIV. O medicamento é utilizado por mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV no Brasil, garantindo autonomia produtiva e redução de custos ao sistema público de saúde.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal antiretroviral distribuído pelo SUS no tratamento do HIV. Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no país.

Escrito por Dra. Fernanda Liberato · Atualizado em 21 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal antiretroviral distribuído pelo SUS no tratamento do HIV.
  • Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no país.
SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo decisivo no cuidado de pessoas vivendo com HIV. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o principal remédio utilizado no tratamento da infecção no Brasil: o antiretroviral dolutegravir. Atualmente, mais de 770 mil pessoas que vivem com HIV no país fazem uso desse medicamento, distribuído gratuitamente pelo SUS.

A conclusão da transferência de tecnologia significa que a produção nacional do dolutegravir se torna realidade, reduzindo a dependência de importação e fortalecendo a autonomia do sistema público de saúde. O processo, iniciado há anos, envolveu investimentos em infraestrutura, capacitação de profissionais e adaptação de processos fabris.

Como funciona a transferência de tecnologia do dolutegravir

O dolutegravir é um antiretroviral da classe dos inibidores de integrase, considerado a principal opção terapêutica para o tratamento do HIV no Brasil. O medicamento foi originalmente desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa voltada à prevenção e tratamento do HIV, que pertence à biofarmacêutica GSK.

Em 2020, a ViiV Healthcare e a GSK assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz. Esse acordo estabeleceu o compromisso de nacionalizar progressivamente a produção do remédio e distribuí-lo ao SUS.

Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos contínuos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover a estruturação necessária para a produção em escala industrial.

Impacto para as mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV

A produção nacional do dolutegravir representa um avanço concreto para as mais de 770 mil pessoas que dependem do medicamento no Brasil. A Fiocruz, como instituição pública de pesquisa e desenvolvimento, assume o papel de garantir o abastecimento contínuo e a qualidade do antiretroviral.

Para quem vive com HIV, a disponibilidade do medicamento é condição essencial para a supressão viral e a qualidade de vida. A transferência de tecnologia reduz riscos de desabastecimento, diminui custos de aquisição e fortalece a política de assistência farmacêutica do SUS.

O papel de Farmanguinhos na produção nacional

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) é o braço produtivo da Fiocruz responsável pela fabricação de medicamentos estratégicos para o SUS. Com a conclusão da transferência de tecnologia do dolutegravir, a unidade amplia seu portfólio de antiretrovirais produzidos no país.

Farmanguinhos vem investindo em:

  • Adaptação da planta fabril para atender aos padrões de qualidade exigidos
  • Aquisição de novos equipamentos específicos para a produção do dolutegravir
  • Capacitação de profissionais técnicos e científicos
  • Estruturação de processos produtivos e de controle de qualidade

A parceria com a ViiV Healthcare e GSK

O acordo de transferência de tecnologia foi firmado entre a ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento do HIV pertencente à biofarmacêutica GSK, e a Fiocruz, representada por Farmanguinhos. A parceria, iniciada em 2020, estabeleceu um cronograma de nacionalização progressiva da produção.

Esse modelo de cooperação tecnológica é comum em medicamentos estratégicos para o SUS, permitindo que o país desenvolva capacidade produtiva própria sem abrir mão do suporte técnico do detentor original da patente.

Desafios e próximos passos

A conclusão da transferência de tecnologia não encerra o processo. A produção em escala industrial exige monitoramento constante de qualidade, manutenção dos equipamentos e atualização dos profissionais. A Fiocruz e Farmanguinhos seguem responsáveis por garantir que o dolutegravir produzido no Brasil atenda aos mesmos padrões do medicamento importado.

Para o SUS, a nacionalização do principal antiretroviral contra o HIV significa maior previsibilidade orçamentária e segurança no abastecimento. Para as pessoas vivendo com HIV, a continuidade do tratamento é a garantia de supressão viral e prevenção de complicações.

Perguntas Frequentes

O que é o dolutegravir?

Dolutegravir é um antiretroviral da classe dos inibidores de integrase, considerado o principal medicamento para tratamento do HIV no Brasil, distribuído gratuitamente pelo SUS.

Quantas pessoas usam dolutegravir no Brasil?

Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento atualmente no país.

Quem desenvolveu o dolutegravir?

O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento do HIV, pertencente à biofarmacêutica GSK.

Quando começou a parceria para produção nacional?

Em 2020, a ViiV Healthcare e a GSK assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz para nacionalizar progressivamente a produção.

O que significa a transferência de tecnologia?

Significa que a Fiocruz, por meio de Farmanguinhos, adquiriu o conhecimento e os processos para produzir o dolutegravir no Brasil, reduzindo a dependência de importação.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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