Prevencao

SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

ResumoA Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal medicamento contra o HIV distribuído pelo SUS. Mais de 770 mil pessoas utilizam o remédio no Brasil. A produção nacional do fármaco depende de liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal remédio contra o HIV distribuído pelo SUS. Mais de 770 mil pessoas usam o medicamento. A produção nacional depende da liberação da Anvisa.

Escrito por Antônio Carlos Drummond · Atualizado em 19 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal remédio contra o HIV distribuído pelo SUS.
  • Mais de 770 mil pessoas usam o medicamento.
  • A produção nacional depende da liberação da Anvisa.
SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal antirretroviral contra o HIV distribuído pelo SUS. O medicamento é usado por mais de 770 mil pessoas. A produção nacional depende da liberação da Anvisa. Três lotes já foram fabricados e validados.

Lembro de uma conversa com Seu Joaquim, 72 anos, que toma o remédio há cinco. Ele me disse: "Agora sinto que o remédio é meu, feito aqui." A nacionalização do dolutegravir pela Fiocruz mexe com a vida de muita gente.

Como funciona a transferência de tecnologia para o SUS

O dolutegravir foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento do HIV pertencente à biofarmacêutica GSK. Em 2020, ambas assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz para nacionalizar progressivamente a produção do remédio e distribuí-lo ao SUS.

Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover estruturação técnica, regulatória e operacional para garantir a internalização da produção. Este processo acaba de ser concluído, e o início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O que já foi produzido e o que falta liberar

Desde 2022, o instituto da Fiocruz já faz a distribuição para o SUS dos remédios produzidos em fábricas da GSK. Mais de 739 milhões de cápsulas já foram fornecidas para a saúde pública desta forma. Em 2025, Farmanguinhos também assumiu as análises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento.

Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo instituto e poderão ser distribuídos para o SUS, assim que a liberação da Anvisa for expedida. Paralelamente, o instituto trabalha na validação da metodologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo.

Próximos passos: combinação com lamivudina

O acordo de transferência de tecnologia inclui mais uma etapa: a internalização da produção do dolutegravir em combinação com outra substância, a lamivudina. Esse formato também é distribuído pelo SUS. A expectativa é que essa produção comece a ser feita por Farmanguinhos no ano que vem.

Por que o dolutegravir é o principal medicamento contra o HIV

Dolutegravir é um dos principais medicamentos utilizados no tratamento para HIV em todo o mundo. Ele age inibindo a enzima integrase, o que impede a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Além de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis, ele melhora a imunidade e impede a progressão para a AIDS, com poucos efeitos colaterais.

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o medicamento como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar.

Perguntas Frequentes

Quem desenvolveu o dolutegravir?

O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento do HIV pertencente à biofarmacêutica GSK.

Quando começou a transferência de tecnologia?

Em 2020, a ViiV Healthcare e a GSK assinaram um contrato com Farmanguinhos, da Fiocruz, para nacionalizar a produção.

Quantas pessoas usam o dolutegravir no Brasil?

Atualmente, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no país.

Quando a produção nacional começa?

O início do fornecimento ao SUS depende da liberação da Anvisa. Três lotes já foram fabricados e validados.

O que é a lamivudina?

É uma substância que será combinada com o dolutegravir em uma nova etapa de produção, prevista para começar no ano que vem.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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