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SUS terá três novos medicamentos para câncer de pulmão

ResumoO Sistema Único de Saúde (SUS) incorporará três novos medicamentos de alta tecnologia para câncer de pulmão a partir de outubro. A medida amplia o acesso a terapias avançadas, incluindo imunoterapia e alvos moleculares, para pacientes com diferentes estágios da doença. A política visa reduzir filas e descentralizar o tratamento oncológico em todo o território nacional.

O SUS vai disponibilizar três novos medicamentos de alta tecnologia para câncer de pulmão a partir de outubro. Saiba quais são e como a política amplia o acesso.

Escrito por Roberto Vidal · Atualizado em 31 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • O SUS vai disponibilizar três novos medicamentos de alta tecnologia para câncer de pulmão a partir de outubro.
  • Saiba quais são e como a política amplia o acesso.
SUS terá três novos medicamentos para câncer de pulmão

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai incorporar, a partir de outubro, três novos medicamentos para o tratamento de câncer de pulmão: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. A informação é do Ministério da Saúde, que estima atender cerca de 1,9 mil pacientes com as novas opções terapêuticas.

A chegada desses remédios representa um avanço no cuidado de uma doença que, segundo especialistas, tem no tabagismo seu principal fator de risco. O diagnóstico precoce segue sendo o maior aliado para aumentar as chances de resposta ao tratamento.

Os dois primeiros fármacos, brigatinibe e gefitinibe, são terapias-alvo orais. Eles atuam diretamente sobre alterações específicas das células cancerígenas. Uma das vantagens é que o paciente pode tomar o remédio em casa, com menor incidência de eventos adversos se comparado à quimioterapia convencional.

Já o durvalumabe é uma imunoterapia. Ele estimula o sistema imunológico a combater os tumores e é indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem ser submetidos a cirurgia. "O tratamento demonstra ganhos na sobrevida global dos pacientes", afirma o ministério.

Na rede privada, essas medicações de alta tecnologia podem custar até R$ 643 mil por ano. No SUS, serão financiadas integralmente pelo governo federal, por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco). A política foi criada para ampliar a oferta de tratamentos e vai disponibilizar 23 medicamentos oncológicos de alto custo, com aumento de 35% na oferta da rede pública.

A estimativa é que mais de 100 mil pessoas sejam contempladas, com orçamento anual de R$ 2,1 bilhões. Para quem vive com câncer de pulmão, o acesso a esses tratamentos reduz uma barreira histórica: o custo. E reforça a importância de manter o acompanhamento médico regular, pois cada caso exige avaliação individualizada para definir a melhor estratégia.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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