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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoO relatório da Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças globalmente não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. A queda na cobertura vacinal aumenta o risco de retorno de doenças erradicadas. A organização alerta para a necessidade de ações urgentes para reverter o cenário e proteger a saúde infantil.

Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado acende alerta para queda na cobertura vacinal e riscos de retorno de doenças erradicadas. Entenda o cenário e como agir.

Escrito por Roberto Vidal · Atualizado em 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida.
  • O dado acende alerta para queda na cobertura vacinal e riscos de retorno de doenças erradicadas.
  • Entenda o cenário e como agir.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado, referente a 2023, acende o alerta para a estagnação da cobertura vacinal global e o risco iminente de retorno de doenças já erradicadas ou controladas. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é vacinar 90% das crianças no primeiro ano; o índice atual está em 84%.

Segundo o Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O número representa uma estagnação global na cobertura vacinal, deixando milhões vulneráveis a doenças evitáveis como sarampo e poliomielite. A meta da OMS é vacinar 90% das crianças.

O cenário global da imunização infantil

O relatório do Unicef mostra que, após décadas de avanço, a cobertura vacinal global estagnou. Em 2023, 84% das crianças receberam as três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3), indicador usado como referência. O percentual está abaixo dos 86% registrados em 2019 e longe da meta de 90%.

As regiões mais afetadas são África Subsaariana e Sul da Ásia. Países como Nigéria, Índia e Etiópia concentram o maior número de crianças não vacinadas. Conflitos armados, deslocamentos populacionais e sistemas de saúde frágeis são as principais barreiras.

As vacinas mais afetadas

A queda na cobertura atinge especialmente:

  • Vacina contra sarampo: primeira dose em 83% das crianças, segunda dose em apenas 74%. O sarampo é altamente contagioso e exige cobertura de 95% para evitar surtos.
  • Vacina contra poliomielite: cobertura de 89% para a terceira dose, abaixo dos 95% recomendados.
  • Vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3): 84% de cobertura global.

Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina?

O Unicef aponta causas estruturais que explicam o número de 13,5 milhões de crianças não vacinadas no primeiro ano de vida:

  1. Conflitos e crises humanitárias: guerras e deslocamentos forçados interrompem campanhas de vacinação. Na Síria e no Iêmen, a cobertura caiu para menos de 60%.
  2. Desigualdade de acesso: comunidades rurais e periféricas têm dificuldade de chegar a postos de saúde. Na África, apenas 50% das crianças vivem a menos de uma hora de um serviço de imunização.
  3. Desinformação: notícias falsas sobre vacinas reduzem a adesão em países de média e alta renda. Nos Estados Unidos, a cobertura contra sarampo caiu de 95% para 92% entre 2019 e 2023.
  4. Sistemas de saúde frágeis: falta de profissionais, geladeiras para armazenamento e registros de vacinação comprometem a logística.

O impacto da baixa cobertura vacinal

O número de 13,5 milhões de crianças sem vacina no primeiro ano de vida tem consequências diretas. Em 2023, surtos de sarampo foram registrados em 37 países, incluindo Brasil, Índia e Reino Unido. A poliomielite, considerada erradicada na maior parte do mundo, voltou a circular no Afeganistão, Paquistão e em alguns países africanos.

A OMS estima que a imunização evita de 2 a 3 milhões de mortes por ano. Com a queda na cobertura, o risco de retrocesso é real. Doenças como coqueluche e difteria, que estavam controladas, voltam a preocupar.

Como reverter o cenário: o papel do Brasil

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é referência mundial, mas a cobertura também caiu. Em 2023, a vacina contra sarampo atingiu apenas 82% do público-alvo, abaixo dos 95% recomendados. O Ministério da Saúde lançou o Movimento Nacional pela Vacinação para retomar os índices.

Para proteger as crianças, o calendário básico do primeiro ano inclui:

  • BCG (dose única ao nascer)
  • Hepatite B (ao nascer)
  • Pentavalente (2, 4 e 6 meses)
  • VIP/VOP (poliomielite aos 2, 4 e 6 meses)
  • Pneumocócica 10 (2 e 4 meses)
  • Meningocócica C (3 e 5 meses)
  • Febre amarela (9 meses)
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola aos 12 meses)

Os pais devem levar a caderneta de vacinação a cada consulta e verificar o calendário no posto de saúde. A vacinação é gratuita e obrigatória.

O que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

O ECA, em seu artigo 14, determina que é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. O descumprimento pode gerar advertência e, em casos extremos, até a perda da guarda direitos da criança e do adolescente.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não recebem vacina no primeiro ano?

Segundo o Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida.

Quais são as vacinas obrigatórias no primeiro ano?

O calendário básico do PNI inclui BCG, hepatite B, pentavalente, VIP/VOP, pneumocócica 10, meningocócica C, febre amarela e tríplice viral.

Por que a cobertura vacinal caiu?

As principais causas são conflitos, desigualdade de acesso, desinformação e sistemas de saúde frágeis.

O que acontece se a criança não for vacinada?

Ela fica vulnerável a doenças graves como sarampo, poliomielite e difteria, que podem causar sequelas permanentes ou morte.

Como saber se meu filho está com a vacinação em dia?

Leve a caderneta de vacinação a um posto de saúde. O profissional avalia e aplica as doses em atraso.

A vacina é segura?

Sim. Todas as vacinas do calendário passam por rigorosos testes da Anvisa e da OMS. Os benefícios superam amplamente os riscos.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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