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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, entenda

ResumoRelatório Unicef e OMS de 2024 aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O dado representa queda histórica na cobertura vacinal infantil global e acende alerta para risco de retorno de doenças erradicadas.

Relatório da Unicef e OMS revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. O dado acende alerta global para queda histórica na cobertura vacinal infantil e risco de retorno de doenças erradicadas.

Escrito por Dra. Cláudia Monteiro · Atualizado em 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório da Unicef e OMS revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024.
  • O dado acende alerta global para queda histórica na cobertura vacinal infantil e risco de retorno de doenças erradicadas.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, entenda

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, entenda

Relatório inédito da Unicef e da OMS, divulgado em 2025, mostra que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. O número representa um retrocesso de duas décadas na imunização infantil global. Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024, o que acende alerta para o risco de retorno de doenças como sarampo e coqueluche.

Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina?

A estagnação da cobertura vacinal tem causas múltiplas. Conflitos armados em países como Afeganistão e Iêmen desestruturam sistemas de saúde. A pandemia de Covid-19 interrompeu campanhas de rotina em mais de 50 países entre 2020 e 2022. Além disso, a desinformação sobre vacinas cresceu, especialmente em regiões de baixa renda.

Para a OMS, o dado de 13,5 milhões de crianças sem vacina no primeiro ano de vida reflete falhas sistêmicas. A agência cita falta de acesso a serviços básicos, equipes de saúde insuficientes e estoques irregulares de imunizantes como barreiras concretas.

O papel da pandemia na queda da vacinação

Entre 2019 e 2021, a cobertura global da vacina DTP3 caiu de 86% para 81%. Em 2024, subiu para 84%, ainda abaixo dos 90% recomendados. A Unicef estima que 67 milhões de crianças perderam doses essenciais durante o pico da crise sanitária.

Quais doenças estão em risco?

A falta de vacinação no primeiro ano expõe crianças a doenças preveníveis. O sarampo, por exemplo, exige cobertura de 95% para controle, em 2024, apenas 83% receberam a primeira dose. A coqueluche, que pode ser fatal em bebês, teve surtos em 12 países em 2024.

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida, e isso coloca em xeque a eliminação da poliomielite. O vírus selvagem ainda circula em Afeganistão e Paquistão, e a baixa imunidade coletiva aumenta o risco de reintrodução em áreas livres.

A situação no Brasil

No Brasil, a cobertura vacinal infantil caiu de 95% em 2015 para cerca de 75% em 2023, segundo o Ministério da Saúde. Embora o país não esteja entre os 20 com maior número de crianças não vacinadas, a queda preocupa. O Movimento Nacional pela Vacinação, retomado em 2023, busca reverter o cenário com campanhas em escolas e postos de saúde.

Como reverter o cenário?

A Unicef propõe três eixos: fortalecer atenção primária, combater desinformação com evidências e garantir financiamento para aquisição de vacinas. Países como Índia e Indonésia conseguiram aumentar cobertura em 5 pontos percentuais entre 2022 e 2024 com estratégias de busca ativa.

Para a OMS, o dado de 13,5 milhões de crianças sem vacina no primeiro ano de vida exige ação coordenada. A agência recomenda que cada país identifique comunidades com menor acesso e direcione recursos para essas áreas.

O que você pode fazer?

Se você é pai, mãe ou cuidador, verifique a caderneta de vacinação da criança. No Brasil, o SUS oferece todas as vacinas do calendário infantil gratuitamente. Em caso de dúvida, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças no mundo não recebem vacina no primeiro ano?

Segundo a Unicef e a OMS, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024, o que representa estagnação na cobertura global.

Qual a meta de cobertura vacinal infantil?

A OMS recomenda cobertura de 90% para a vacina DTP3 e 95% para sarampo. Em 2024, a cobertura global foi de 84% para DTP3 e 83% para sarampo (primeira dose).

Quais as principais causas da queda na vacinação?

Conflitos armados, interrupção de campanhas durante a pandemia, desinformação e falta de acesso a serviços de saúde são os principais fatores apontados pela Unicef.

O Brasil está entre os países com mais crianças não vacinadas?

Não. O Brasil não aparece na lista dos 20 países com maior número de crianças não vacinadas, mas a cobertura caiu de 95% em 2015 para cerca de 75% em 2023, o que acende alerta.

Como posso saber se meu filho está com as vacinas em dia?

Leve a caderneta de vacinação a uma Unidade Básica de Saúde. O profissional de saúde pode avaliar o calendário e aplicar doses em atraso. Todas as vacinas são oferecidas gratuitamente pelo SUS.

vacinação infantil no Brasil: calendário e cuidados cobertura vacinal no Brasil: dados 2024 desinformação sobre vacinas: como identificar e combater

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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