Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
Relatório da Unicef e OMS revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2025. Dados apontam estagnação global da cobertura vacinal e alertam para riscos de surtos de doenças evitáveis.
Resumo rápido
- Relatório da Unicef e OMS revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2025.
- Dados apontam estagnação global da cobertura vacinal e alertam para riscos de surtos de doenças evitáveis.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
A Unicef e a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgaram dados preocupantes: 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2025. O número, que se mantém estável desde 2023, acende alerta global sobre a estagnação da cobertura vacinal e o risco de surtos de doenças evitáveis.
Segundo o relatório conjunto das duas agências, a cobertura global com a vacina DTP3 (difteria, tétano e coqueluche) ficou em 84% em 2025, abaixo da meta de 90% estabelecida pela OMS. Isso significa que, a cada ano, cerca de 13,5 milhões de crianças entram na vida sem a proteção básica contra três doenças graves.
Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacinas?
Os motivos são múltiplos e variam entre países. Conflitos armados, deslocamentos populacionais, fragilidade de sistemas de saúde e desinformação sobre vacinas estão entre os principais fatores. A Unicef aponta que 10 dos 20 países com maior número de crianças não vacinadas estão em situação de conflito ou crise humanitária.
No Brasil, a cobertura vacinal infantil vem caindo desde 2015. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2024, a cobertura da DTP3 foi de 76,5%, bem abaixo dos 95% recomendados. A queda acentuada preocupa especialistas, que veem risco iminente de retorno de doenças como sarampo e poliomielite.
O impacto da desinformação
A hesitação vacinal, impulsionada por fake news e movimentos antivacina, ganhou força após a pandemia de covid-19. Estudo da OMS de 2024 mostrou que a confiança nas vacinas caiu em 12 países, incluindo o Brasil, onde apenas 67% dos entrevistados consideram as vacinas seguras. Esse fenômeno atinge especialmente famílias de áreas urbanas com maior acesso à internet.
Consequências da baixa cobertura vacinal
Quando muitas crianças deixam de ser vacinadas, a chamada imunidade de rebanho se rompe. Doenças antes controladas voltam a circular. Em 2025, o mundo registrou surtos de sarampo em 37 países, com mais de 300 mil casos confirmados, um aumento de 20% em relação a 2024.
A Unicef alerta que, para cada 1 milhão de crianças não vacinadas contra o sarampo, estima-se 100 mil casos graves e 10 mil mortes evitáveis. O dado reforça a urgência de retomar as campanhas de vacinação.
O que está sendo feito?
A Unicef e a OMS lançaram em 2026 a campanha "The Big Catch-Up", com meta de vacinar 67 milhões de crianças até 2028. A iniciativa foca em países com baixa cobertura e em comunidades de difícil acesso. No Brasil, o Ministério da Saúde retomou o Programa Nacional de Imunizações (PNI) com ações de busca ativa e vacinação em escolas vacinação infantil no Brasil.
O papel das famílias
Para quem cuida de crianças, a recomendação é clara: manter a caderneta de vacinação em dia. A Unicef orienta que pais e responsáveis verifiquem se todas as doses do calendário básico foram aplicadas, especialmente a BCG, a pentavalente e a tríplice viral. Em caso de dúvida, procurar a unidade de saúde mais próxima.
Perguntas Frequentes
Quantas crianças não recebem vacinas no mundo?
Segundo a Unicef e a OMS, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2025.
Qual a cobertura vacinal ideal?
A OMS recomenda cobertura mínima de 90% para a DTP3 e de 95% para o sarampo. Em 2025, a cobertura global foi de 84% para a DTP3.
Quais as vacinas mais importantes no primeiro ano?
O calendário básico inclui BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica e meningocócica. A ausência de qualquer uma delas expõe a criança a riscos graves.
Por que a cobertura vacinal caiu no Brasil?
Fatores como desinformação, cortes orçamentários e pandemia contribuíram para a queda. Em 2024, a cobertura da DTP3 no Brasil foi de 76,5%.
O que fazer se meu filho perdeu alguma vacina?
Procure a unidade de saúde para atualizar a caderneta. A maioria das vacinas pode ser aplicada fora da idade recomendada, com orientação médica.
Como ajudar a aumentar a cobertura vacinal?
Compartilhar informações oficiais, levar as crianças para vacinar e apoiar campanhas locais são formas de contribuir.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.