Prevencao

Uso de medicamento no SUS reduz casos de malária no Brasil

ResumoO Brasil registrou queda de 30% nas mortes por malária em 2025, com a oferta da tafenoquina no SUS. A forma grave da doença caiu 30,7% e o total de casos foi o menor desde 1978. A tafenoquina, medicamento antimalárico, contribuiu para a redução histórica.

O Brasil registrou queda de 30% nas mortes por malária em 2025, com a oferta da tafenoquina no SUS. Casos da forma grave caíram 30,7% e o total de registros foi o menor desde 1978.

Escrito por Antônio Carlos Drummond · Atualizado em 20 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • O Brasil registrou queda de 30% nas mortes por malária em 2025, com a oferta da tafenoquina no SUS.
  • Casos da forma grave caíram 30,7% e o total de registros foi o menor desde 1978.
Uso de medicamento no SUS reduz casos de malária no Brasil

Na segunda-feira (17), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o Brasil registrou queda de 30% nas mortes por malária em 2025. Os óbitos passaram de 56 em 2024 para 39 no ano passado, e os casos da forma mais grave da doença caíram 30,7%. Os 118.037 registros da doença contraídos no território nacional representam um recuo de 15% em relação a 2024, o menor número desde 1978.

"Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história", disse Padilha após participar do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília. Os números resultam do início da oferta da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS), usada em dose única desde 2024 para prevenir novas manifestações da malária, além da ampliação do diagnóstico e da oferta de testes e tratamento adequado.

A tafenoquina, considerada pelo ministério um dos principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS, foi incorporada em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais. Até junho de 2026, foi incluída no tratamento de mais de 33,7 mil pessoas, das quais 3.920 em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

No DSEI Yanomami, 1.515 pessoas receberam o medicamento. Entre março e junho de 2026, as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025, e os casos da doença diminuíram 55% entre janeiro e julho, passando de 17 mil para 7,6 mil. "Tivemos redução de mais de 50% nos casos de malária no território Yanomami e mais de 70% nos óbitos", afirmou Padilha, que também citou a recuperação nutricional daquele povo.

A tafenoquina também está disponível para crianças a partir de 2 anos e peso mínimo de 10 quilos desde março de 2026. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes receberam o tratamento no país.

Padilha também comentou o reforço da vacinação contra o sarampo após 38 casos importados da doença em São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. Segundo ele, as cepas circularam nos Estados Unidos e no Canadá, que, junto com o México, são responsáveis por mais de 75% dos casos no continente americano.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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