Saude Mental

Mudanças climáticas são crise de saúde, diz Padilha

ResumoAlexandre Padilha, ministro da Saúde, classifica as mudanças climáticas como crise de saúde pública e defende adaptação urgente dos sistemas sanitários. A Organização Mundial da Saúde projeta que uma em cada quatro mortes no mundo terá ligação com fatores climáticos, reforçando a necessidade de políticas de mitigação e resposta rápida.

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha afirma que mudanças climáticas são crise de saúde pública e defende adaptação urgente dos sistemas. OMS projeta uma em cada quatro mortes ligadas ao clima.

Escrito por Dra. Cláudia Monteiro · Atualizado em 16 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Ministro da Saúde, Alexandre Padilha afirma que mudanças climáticas são crise de saúde pública e defende adaptação urgente dos sistemas.
  • OMS projeta uma em cada quatro mortes ligadas ao clima.
Mudanças climáticas são crise de saúde, diz Padilha

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quarta-feira (16) que os impactos das mudanças climáticas configuram uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo. Durante coletiva de imprensa, ele classificou como urgente a necessidade de adaptação dos sistemas de saúde para enfrentar a questão.

A resposta direta ao problema passa por três frentes citadas pelo ministro: adaptação dos serviços de saúde, manutenção do estado de alerta em todas as regiões e vigilância contínua sobre vetores e doenças crônicas. Padilha destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê uma em cada quatro mortes registradas globalmente como relacionada, de alguma forma, às mudanças climáticas.

Segundo o ministro, o Reino Unido já registra a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor tipicamente presente em países tropicais como o Brasil. Ele citou ainda o aumento da temperatura média como fator que pode favorecer a expansão do mosquito transmissor da dengue no Sul do país, inclusive no Rio Grande do Sul, onde quase não havia casos da doença. O mesmo calor extremo tende a elevar a incidência de doenças crônicas, entre elas as cardiovasculares.

Questionado sobre a preparação da pasta para eventos climáticos como o que causou as graves inundações em Porto Alegre e em boa parte do território gaúcho, em 2024, Padilha avaliou que o país está mais bem preparado atualmente do que estava à época em que as chuvas devastaram o estado. Ele reforçou a necessidade de manutenção do estado de alerta e de vigilância, não apenas no Sul, mas em todas as regiões do país.

Dados da pasta indicam que, em 2026, os efeitos do El Niño devem ser sentidos de forma mais intensa no Brasil já a partir deste mês. "Atingimos um El Niño muito forte, com a possiblidade de termos o mais forte da série histórica", alertou o secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira, citando que os efeitos registrados no país devem durar, pelo menos, até março de 2027.

Na prática, quem cuida de idosos precisa redobrar a atenção com hidratação, ambientes ventilados e sinais de tontura. Calor extremo e doenças cardiovasculares caminham juntos, e a prevenção começa em casa. prevenção de quedas no calor

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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