Saude Mental

Saúde mental após perda gestacional exige atenção

ResumoKalyane Ribeiro, aos 32 anos, enfrentou perda gestacional precoce e encontrou acolhimento em comunidades online. Especialistas alertam que o cuidado com a saúde mental nesse contexto permanece negligenciado. Sinais como tristeza persistente, isolamento e ansiedade exigem atenção profissional. Buscar apoio psicológico e redes de suporte é essencial para elaborar o luto e prevenir complicações emocionais.

Aos 32 anos, Kalyane Ribeiro enfrentou uma perda gestacional precoce e encontrou acolhimento em comunidades online. Especialistas alertam: o cuidado com a saúde mental nesse momento ainda é negligenciado. Entenda os sinais e como buscar ajuda.

Escrito por Antônio Carlos Drummond · Atualizado em 07 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Aos 32 anos, Kalyane Ribeiro enfrentou uma perda gestacional precoce e encontrou acolhimento em comunidades online.
  • Especialistas alertam: o cuidado com a saúde mental nesse momento ainda é negligenciado.
  • Entenda os sinais e como buscar ajuda.
Saúde mental após perda gestacional exige atenção

Kalyane Ribeiro, hoje com 34 anos e vivendo em Campinas, lembra do momento em que, aos 32, após um ano e meio de tentativas, passou por uma perda gestacional precoce. "Parece que a gente abre uma porta para um lugar com poucas pessoas dentro", descreve. A saúde mental após perda gestacional ainda é negligenciada, alerta a Febrasgo, neste Setembro Amarelo.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil reforçam que o luto é um processo que exige acolhimento. O obstetra Romulo Negrini, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério da Febrasgo, explica que "independentemente da idade gestacional, a perda pode provocar tristeza profunda, sensação de vazio, culpa, ansiedade, dificuldade para dormir, irritabilidade e perda do interesse pelas atividades do dia a dia". Sofrer intensamente é uma reação humana esperada, não significando, por si só, uma doença psiquiátrica.

Entre 15% e 20% das gestações não evoluem, segundo o obstetra Eduardo Felix Martins Santana, professor da Unifesp e integrante da comissão da Febrasgo. Para ele, é fundamental que a mulher não passe por isso sozinha. A psiquiatra Andréa Cristina Galastri, professora do Idomed, acrescenta que as alterações hormonais, que duram cerca de 15 dias, também impactam a saúde mental. "O sofrimento é esperado e é natural. Mas a paralisia da vida, não", afirma.

Quando o quadro persiste, com ansiedade, depressão e sensação de fracasso, a indicação é psicoterapia e medicação. Kalyane encontrou forças em comunidades online, onde mulheres trocam experiências. Desses encontros, surgiu o livro "Ainda me Sinto Mãe". Quem precisa de apoio pode buscar o CVV, pelo telefone 188, com atendimento gratuito e sigiloso 24 horas.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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