Bem-estar

Vacinação Diminui Prevalência de HPV entre Jovens

Um estudo revela que a vacinação contra HPV reduziu a prevalência do vírus entre jovens no Brasil, com dados de 2016 a 2023. A pesquisa destaca a importância da imunização e os desafios na cobertura vacinal.

Escrito por Roberto Vidal · Atualizado em 24 de julho de 2026 · 2 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Um estudo revela que a vacinação contra HPV reduziu a prevalência do vírus entre jovens no Brasil, com dados de 2016 a 2023.
  • A pesquisa destaca a importância da imunização e os desafios na cobertura vacinal.
Vacinação Diminui Prevalência de HPV entre Jovens

Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV entre jovens

Um estudo realizado pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde, revelou que a vacinação contra o HPV reduziu quase pela metade a prevalência dos principais tipos do vírus entre jovens no Brasil. Dados coletados entre 2020 e 2023 indicam que a infecção por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina caiu de 14,98% para 7,95%.

A pesquisa, chamada Pop-Brasil, analisou amostras de 6.388 participantes não vacinados na primeira fase e mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados, na segunda fase. O foco foi nos jovens de 16 a 25 anos, conforme explica a médica epidemiologista Eliana Wendland: "Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado".

No entanto, a realidade é preocupante. Apenas 61,8% das meninas e mulheres estavam vacinadas, enquanto apenas 31,1% dos meninos receberam a imunização. A taxa ideal de cobertura vacinal é de 90%, o que evidencia a necessidade de aumentar a conscientização sobre a importância da vacina.

Apesar desses números, a vacina demonstrou eficácia. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pela vacina caiu de 15,6% na primeira fase para 3,1% na segunda fase. Eliana também mencionou um "efeito rebanho": "Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV". Isso ocorre porque altas coberturas vacinais reduzem a circulação do vírus, protegendo indiretamente a população.

Entre as participantes não vacinadas, a prevalência dos tipos de HPV combateu pela vacina foi de 10,5% na segunda fase. Para os homens, a prevalência caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança significativa entre os não vacinados, o que se deve à baixa cobertura vacinal nesse grupo.

Outro dado importante é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população aumentou de 46,7% para 56,6%. A pesquisa também constatou que o esquema vacinal atual do Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece apenas uma dose, é eficaz, já que não houve diferença na prevalência entre aqueles que receberam uma, duas ou três doses.

A vacinação contra o HPV no SUS começou em 2014, inicialmente apenas para meninas, e passou a incluir meninos a partir de 2017. Em 2024, o esquema básico foi alterado de duas doses para uma. O público-alvo atualmente é composto por crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de grupos vulneráveis. O HPV é o principal causador do câncer do colo do útero e pode afetar outros órgãos, como pênis e ânus, mas a vacina protege contra os quatro principais tipos oncogênicos.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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