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Com 13 casos de sarampo, São Paulo alerta para reforço na vacinação

ResumoO estado de São Paulo registrou 13 casos de sarampo em 2026, conforme a Secretaria de Estado da Saúde. Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias devem receber dose zero da tríplice viral em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Adultos entre 20 e 50 anos também foram diagnosticados, reforçando a necessidade de vacinação.

O estado de São Paulo registrou 13 casos de sarampo em 2026, segundo a SES-SP. Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias devem receber dose zero da tríplice viral em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Adultos entre 20 e 50 anos também foram diagnosticados.

Escrito por Antônio Carlos Drummond · Atualizado em 21 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • O estado de São Paulo registrou 13 casos de sarampo em 2026, segundo a SES-SP.
  • Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias devem receber dose zero da tríplice viral em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
  • Adultos entre 20 e 50 anos também foram diagnosticados.
Com 13 casos de sarampo, São Paulo alerta para reforço na vacinação

Na semana passada, recebi uma mensagem de uma amiga que tem um neto de oito meses, morador de São Bernardo do Campo. Ela estava aflita: o pediatra havia recomendado uma dose extra da vacina contra sarampo, mas ela não sabia se era seguro. "Nunca ouvi falar em dose zero", me disse. Expliquei que sim, é uma medida emergencial, e que o estado de São Paulo já registrava 13 casos da doença em 2026.

O estado de São Paulo registrou 13 casos de sarampo em 2026, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). Os diagnósticos foram em bebês de até 1 ano e em adultos entre 20 e 50 anos. Desde junho, a SES-SP recomenda a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

O que é a dose zero da vacina tríplice viral?

A dose zero é aplicada seis meses antes da dose um, que normalmente ocorre aos 12 meses. A medida se deve ao cenário epidemiológico atual e leva proteção aos recém-nascidos no primeiro ano de vida, uma vez que a primeira dose da vacina é prevista, em situações normais, para os 12 meses de idade.

A secretaria reforça que a dose zero não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. "Após recebê-la, a criança deve seguir normalmente o esquema vacinal de rotina, com a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral [sarampo, rubéola, caxumba e catapora], aos 15 meses", informou a SES-SP.

Quem precisa se vacinar contra o sarampo em São Paulo?

Crianças, adolescentes e adultos que não tenham recebido as doses indicadas também devem procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e atualizar a caderneta. A SES-SP tem alertado a população de que o sarampo pode atingir diferentes faixas etárias, motivo pelo qual é importante manter a vacinação em dia.

"Com o aumento dos casos, a vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo", destacou a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang. "É fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças, e que adolescentes e adultos procurem uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal sempre que necessário", acrescentou.

Por que o sarampo está voltando?

Uma das particularidades que aumenta a disseminação do sarampo é que as suas partículas virais infectantes permanecem em suspensão em aerossol. Ou seja, o vírus se mantém no ambiente deixado pelo indivíduo contaminado, ocasionando a contaminação de outras pessoas.

"O sarampo não poupa pessoas que não tenham sido vacinadas e, em cenários de baixa cobertura vacinal, é a primeira doença que se manifesta", pontuou o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri.

Ele explicou que o Brasil havia eliminado o sarampo em 2016 e, novamente, em 2024, o que não significa que não possam ocorrer casos esporádicos importados ou casos decorrentes de contaminação a partir desses, principalmente devido aos surtos existentes na América, nos EUA, Canadá, México e Guatemala.

Como funciona a vigilância e a vacinação de bloqueio?

"Há risco de reintrodução, mas nossa lição é fortalecer os dois pilares fundamentais: a vacinação e a vigilância atenta. Precisamos manter altas coberturas, idealmente acima de 95% com as duas doses", disse Kfouri.

Ele acrescentou que a vigilância garante que os casos suspeitos sejam identificados, rastreados e contidos por meio da vacinação de bloqueio, para que casos esporádicos não se traduzam novamente em circulação sustentada da doença.

Onde tirar dúvidas sobre vacinação?

Quem tiver dúvidas sobre a vacinação pode acessar o portal vacina100duvidas.sp.gov.br. A página reúne respostas às principais perguntas da população sobre vacinação, eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e riscos da não vacinação.

Perguntas Frequentes

A dose zero substitui a primeira dose da vacina?

Não. A dose zero é uma antecipação emergencial e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Quem deve tomar a dose zero?

Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Adultos também precisam se vacinar?

Sim. Adultos entre 20 e 50 anos que não tenham recebido as doses indicadas devem procurar uma unidade de saúde.

O sarampo foi eliminado no Brasil?

Sim, em 2016 e novamente em 2024, mas casos esporádicos importados podem ocorrer devido a surtos em outros países.

Como o sarampo se espalha?

Por aerossol. As partículas virais permanecem suspensas no ambiente, contaminando outras pessoas.

Onde posso verificar minha situação vacinal?

Procure a unidade de saúde mais próxima ou acesse o portal vacina100duvidas.sp.gov.br.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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