Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin: Columvi
A Anvisa aprovou o Columvi (glofitamabe), da Roche, para linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário. O medicamento, combinado com quimioterapia, mostrou redução de 41% no risco de morte em estudo clínico. Saiba como funciona e quem pode usar.
Resumo rápido
- A Anvisa aprovou o Columvi (glofitamabe), da Roche, para linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário.
- O medicamento, combinado com quimioterapia, mostrou redução de 41% no risco de morte em estudo clínico.
- Saiba como funciona e quem pode usar.
A notícia que chega devagar, como quem não quer assustar
Eu estava no consultório do meu oncologista, fazendo o check-up de rotina, quando recebi a mensagem no celular. Era uma notificação da Anvisa: novo medicamento aprovado para linfoma não Hodgkin. Na hora, lembrei do Seu Antônio, meu vizinho de prédio, que enfrentou esse diagnóstico há dois anos. Ele me contou, com a voz pausada, que as opções eram poucas e o medo, grande. Agora, chega uma novidade.
Na última segunda-feira, 20 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União o registro do medicamento Columvi (glofitamabe), desenvolvido pelo laboratório Roche. O remédio é para o tratamento de um tipo de câncer que acomete o sistema linfático, parte da defesa imunológica do corpo.
Para quem é indicado o Columvi?
O Columvi não é para qualquer caso. Ele é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS), um subtipo agressivo de linfoma não Hodgkin. A indicação é para quem está em situação recidivante, quando o câncer retorna, ou refratário, quando não responde aos tratamentos iniciais.
Além disso, o medicamento é recomendado para pacientes sem condições clínicas elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco (TACT), procedimento que usa as próprias células-tronco da pessoa no tratamento. Ou seja, é uma alternativa para quem não pode passar por esse caminho mais pesado.
Como funciona o novo tratamento?
O Columvi é um anticorpo biespecífico. Em nota, a Anvisa explicou que ele é capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais. É uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica, como disse a agência.
O tratamento é intravenoso e pode ser administrado sem necessidade de internação. Ao todo, a terapia tem duração fixa de aproximadamente 8,3 meses, com 12 ciclos determinados pelo protocolo. O medicamento é combinado com gencitabina e oxaliplatina, dois quimioterápicos já conhecidos.
O que dizem os números do estudo clínico?
A Roche destacou que o estudo clínico global, publicado em novembro de 2024 na revista The Lancet, mostrou resultados expressivos. Quem recebeu o novo esquema teve redução de 41% no risco de morte em comparação ao protocolo tradicional.
Mais: 50,3% dos participantes que tomaram o Columvi alcançaram a remissão completa da doença. No grupo comparativo, esse número foi de 22%. Houve ainda uma redução de 63% no risco de progressão da doença. São números que trazem esperança, mas sempre com a cautela de quem sabe que cada caso é um caso.
Quantas pessoas são afetadas no Brasil?
De acordo com a fabricante, a estimativa é de que cerca de 4 mil pessoas recebam o diagnóstico da doença por ano no país. O linfoma difuso de grandes células B é um tipo de câncer hematológico agressivo, de crescimento rápido. A evolução clínica é rápida, e a necessidade de tratamento eficaz é urgente, especialmente quando a doença reaparece ou não responde às primeiras tentativas.
O que muda para os pacientes?
A Anvisa disse, em comunicado, que o novo medicamento amplia as opções de tratamento para pacientes com câncer agressivo. Para quem vive com a doença recidivante ou refratária, as opções de cura ou controle são limitadas. O Columvi chega como mais uma ferramenta no arsenal terapêutico.
Eu penso no Seu Antônio, que hoje está bem, mas que na época teve que viajar para outro estado para fazer o transplante. Talvez, com essa novidade, outras pessoas não precisem passar pelo mesmo desgaste. A maturidade nos ensina a valorizar cada pequeno avanço, sem perder a sobriedade.
Perguntas Frequentes
O Columvi é aprovado para todos os tipos de linfoma?
Não. O Columvi é aprovado especificamente para linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS), em pacientes recidivantes ou refratários, sem condições para transplante autólogo.
Qual a diferença do Columvi para outros tratamentos?
O Columvi é um anticorpo biespecífico que redireciona o sistema imune contra as células tumorais, diferente das quimioterapias tradicionais. O estudo mostrou redução de 41% no risco de morte em comparação ao protocolo padrão.
O tratamento com Columvi exige internação?
Não. A aplicação é intravenosa e pode ser feita sem necessidade de internação, conforme informou a fabricante.
Quanto tempo dura o tratamento com Columvi?
O tratamento tem duração fixa de aproximadamente 8,3 meses, com 12 ciclos determinados pelo protocolo.
O Columvi já está disponível no Brasil?
A Anvisa publicou o registro no Diário Oficial da União em 20 de julho. A disponibilidade para pacientes depende da distribuição pelo laboratório Roche e da incorporação pelos sistemas de saúde.
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Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.