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Plano de saúde cobrirá mamografia digital para todas as idades

ResumoA ANS determinou que planos de saúde cubram mamografia digital para todas as idades a partir de 1º de outubro, mediante indicação médica. Antes, a cobertura obrigatória valia apenas para mulheres de 40 a 69 anos. A medida amplia o acesso ao exame e elimina a restrição etária.

A ANS determinou que planos de saúde cubram mamografia digital para todas as pessoas, sem restrição de idade, a partir de 1º de outubro. Hoje, a cobertura obrigatória vale apenas para mulheres de 40 a 69 anos. A regra exige indicação médica.

Escrito por Sérgio Bastos · Atualizado em 10 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • A ANS determinou que planos de saúde cubram mamografia digital para todas as pessoas, sem restrição de idade, a partir de 1º de outubro.
  • Hoje, a cobertura obrigatória vale apenas para mulheres de 40 a 69 anos.
  • A regra exige indicação médica.
Plano de saúde cobrirá mamografia digital para todas as idades

A partir de 1º de outubro, os planos de saúde passam a ser obrigados a cobrir a mamografia digital para todas as pessoas, sem restrição de idade, sempre que houver indicação médica. A decisão é da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regula a indústria de planos de saúde no país, tomada no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10).

Hoje, a cobertura obrigatória desse exame vale apenas para mulheres de 40 a 69 anos. Com a mudança, a exigência deixa de ter corte etário e passa a valer para qualquer pessoa que se enquadre na indicação clínica.

A mamografia digital é a versão mais avançada do exame convencional e é considerada um dos principais métodos para detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque. Entre as vantagens da modalidade digital estão a menor exposição à radiação, o menor tempo de compressão da mama durante o exame e o armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado que anunciou o fim da restrição, a ANS destacou que a cobertura obrigatória é "uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama". O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano no país.

A intenção de ampliar a cobertura partiu da própria ANS, após discussões na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde). Na comissão, a maioria defendeu que "o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico" e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos poderia "prejudicar ou atrasar o acesso oportuno" ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para "todas as pessoas", a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido também a pessoas que se considerem não binárias, que não se identificam exclusivamente como homem ou mulher. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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