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SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

ResumoA Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal medicamento contra o HIV no Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio, utilizado por mais de 770 mil pessoas, aguarda apenas a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fabricação nacional.

A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal remédio contra o HIV no SUS. O medicamento, usado por mais de 770 mil pessoas, agora depende apenas da liberação da Anvisa para começar a ser fabricado nacionalmente. Saiba como funciona essa

Escrito por Roberto Vidal · Atualizado em 21 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal remédio contra o HIV no SUS.
  • O medicamento, usado por mais de 770 mil pessoas, agora depende apenas da liberação da Anvisa para começar a ser fabricado nacionalmente.
  • Saiba como funciona essa
SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

O Sistema Único de Saúde (SUS) acaba de concluir a transferência de tecnologia para produzir o principal remédio contra o HIV no Brasil, o antirretroviral dolutegravir, distribuído gratuitamente a mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV no país. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), liderou o processo de nacionalização da produção. Agora, o início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Como funciona a produção nacional do dolutegravir

O medicamento foi originalmente desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa da biofarmacêutica GSK voltada a prevenção e tratamento do HIV. Em 2020, ambas assinaram um contrato com Farmanguinhos para transferir progressivamente a tecnologia de produção e distribuir o remédio ao SUS.

Desde então, Farmanguinhos investiu na adaptação de sua planta fabril, na aquisição de novos equipamentos, na capacitação de profissionais e na estruturação técnica, regulatória e operacional. O processo de internalização acaba de ser concluído.

Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo instituto, podendo ser distribuídos assim que a Anvisa expedir a liberação. Em paralelo, o instituto trabalha na validação da metodologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo.

Fornecimento ao SUS já ocorre desde 2022

Desde 2022, Farmanguinhos já distribui ao SUS os medicamentos produzidos nas fábricas da GSK. Mais de 739 milhões de cápsulas já foram fornecidas para a saúde pública dessa forma. Em 2025, o instituto também assumiu as análises laboratoriais de controle de qualidade do dolutegravir.

A produção nacional representa um avanço na autonomia do Brasil para garantir o tratamento contínuo a quem vive com HIV, sem depender exclusivamente de importações.

Próximo passo: combinação com lamivudina

O acordo de transferência de tecnologia inclui mais uma etapa: a internalização da produção do dolutegravir em combinação com outra substância, a lamivudina. Esse formato também é distribuído pelo SUS, e a expectativa é que a produção por Farmanguinhos comece no ano que vem.

Por que o dolutegravir é o principal remédio contra o HIV

O dolutegravir age inibindo a enzima integrase, impedindo a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Além de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis, ele melhora a imunidade e impede a progressão para a AIDS, com poucos efeitos colaterais.

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o medicamento como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar.

O que a transferência de tecnologia significa para o paciente

Para quem vive com HIV e depende do SUS, a nacionalização da produção significa maior previsibilidade no abastecimento e redução da dependência de fornecedores externos. O dolutegravir continuará sendo distribuído gratuitamente, como já ocorre.

A produção local também pode, no médio prazo, gerar economia para o sistema de saúde e permitir que o Brasil amplie o acesso ao tratamento, seguindo as diretrizes da OMS.

Perguntas Frequentes

Quando o dolutegravir nacional começa a ser distribuído pelo SUS?

Assim que a Anvisa liberar a produção nacional. Três lotes já foram fabricados e validados por Farmanguinhos.

Quantas pessoas usam o dolutegravir no Brasil?

Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento, distribuído gratuitamente pelo SUS.

O que muda com a produção nacional?

O Brasil ganha autonomia para fabricar o principal antirretroviral, reduzindo a dependência de importações e garantindo o abastecimento.

O dolutegravir é seguro?

Sim. É recomendado pela OMS como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha, com poucos efeitos colaterais e alta eficácia.

A produção inclui outros medicamentos?

Sim. O acordo prevê a internalização da produção do dolutegravir combinado com lamivudina, com previsão de início no ano que vem.

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Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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