SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV: entenda
A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal remédio contra o HIV no Brasil. O antiretroviral, desenvolvido pela ViiV Healthcare, será fabricado nacionalmente pelo Instituto Farmanguinhos e distribuído gratuitamente pelo SUS. Mais de 77
Resumo rápido
- A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal remédio contra o HIV no Brasil.
- O antiretroviral, desenvolvido pela ViiV Healthcare, será fabricado nacionalmente pelo Instituto Farmanguinhos e distribuído gratuitamente pelo SUS.
- Mais de 77
SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV
O SUS adquiriu a tecnologia para produzir o principal remédio contra o HIV no Brasil, o antiretroviral dolutegravir. A transferência foi concluída pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que agora pode fabricar o medicamento nacionalmente. Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV já fazem uso do remédio, distribuído gratuitamente pelo sistema público.
A tecnologia que chega ao SUS
O dolutegravir é o principal antiretroviral usado no tratamento do HIV no Brasil. Desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa da biofarmacêutica GSK, o medicamento começou a ser nacionalizado a partir de 2020, quando ambas assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz. O objetivo era progressivamente transferir a produção e garantir o abastecimento ao SUS.
Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover toda a estruturação necessária para a fabricação local.
O que muda no tratamento contra o HIV
Com a aquisição da tecnologia, o SUS passa a contar com produção nacional do dolutegravir, o que reduz a dependência de importação e pode dar mais previsibilidade ao fornecimento. Para quem vive com HIV e já usa o medicamento, a distribuição gratuita continua, o que muda é a origem da produção.
A transferência de tecnologia é um movimento que fortalece a capacidade do sistema público de saúde de atender à demanda de mais de 770 mil pacientes que dependem do antiretroviral. política de medicamentos no SUS
Como funciona o processo de nacionalização
A nacionalização de um medicamento como o dolutegravir não é imediata. Envolve etapas como adaptação da fábrica, compra de equipamentos, treinamento de profissionais e validação de processos produtivos. Farmanguinhos, que já tem experiência na produção de outros antiretrovirais, lidera essa estruturação.
O contrato assinado em 2020 entre Fiocruz, ViiV Healthcare e GSK previu essa transferência gradual. Agora, com a conclusão do processo, a produção local pode atender integralmente às necessidades do SUS.
O papel da Fiocruz e de Farmanguinhos
A Fiocruz, por meio de Farmanguinhos, é a instituição responsável por absorver e implementar a tecnologia. O instituto já produzia outros medicamentos para o HIV, mas o dolutegravir representa um avanço por ser o principal antiretroviral em uso no país.
A conclusão da transferência de tecnologia é resultado de anos de investimento em pesquisa, infraestrutura e capacitação. história da Fiocruz na produção de medicamentos
Perguntas Frequentes
Quantas pessoas usam o dolutegravir no SUS?
Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no Brasil, todas com distribuição gratuita pelo sistema público.
O dolutegravir é o único remédio contra o HIV no SUS?
É o principal antiretroviral, mas não o único. O SUS distribui diferentes medicamentos para o tratamento do HIV, combinados conforme a necessidade de cada paciente.
Quando começou a nacionalização do dolutegravir?
Em 2020, com a assinatura do contrato entre Fiocruz, ViiV Healthcare e GSK para transferência progressiva da tecnologia.
O que é Farmanguinhos?
É o Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz, responsável pela produção de medicamentos para o SUS, incluindo antiretrovirais.
A produção nacional vai acelerar o acesso ao remédio?
A produção local pode dar mais previsibilidade ao fornecimento e reduzir a dependência de importação, mas o acesso já era garantido pelo SUS com distribuição gratuita.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.