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SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

ResumoA Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produção nacional do dolutegravir, principal medicamento antirretroviral contra o HIV no Sistema Único de Saúde (SUS). O processo, iniciado em 2020 com a ViiV Healthcare, aguarda liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar o fornecimento do fármaco a mais de 770 mil pacientes.

A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal remédio contra o HIV no SUS, usado por mais de 770 mil pessoas. O processo, iniciado em 2020 com a ViiV Healthcare, depende agora de liberação da Anvisa para início do fornecimento nacional.

Escrito por Antônio Carlos Drummond · Atualizado em 20 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal remédio contra o HIV no SUS, usado por mais de 770 mil pessoas.
  • O processo, iniciado em 2020 com a ViiV Healthcare, depende agora de liberação da Anvisa para início do fornecimento nacional.
SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

O SUS adquiriu a tecnologia para produzir o dolutegravir, principal antirretroviral contra o HIV. A Fiocruz, por meio de Farmanguinhos, concluiu a transferência de tecnologia iniciada em 2020 com a ViiV Healthcare. Mais de 770 mil pessoas usam o medicamento. O fornecimento ao SUS depende de liberação da Anvisa.

Quando comecei a acompanhar a política de saúde pública brasileira, nos anos 1990, o tratamento do HIV era uma corrida contra o tempo. Hoje, ao ver a notícia de que a Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia do dolutegravir, lembro de quantos passos foram dados até aqui.

O que muda com a transferência de tecnologia do dolutegravir

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal remédio usado no tratamento do HIV no Brasil. O medicamento é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e atualmente é utilizado por mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV no país.

O dolutegravir foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa voltada à prevenção e tratamento do HIV, pertencente à biofarmacêutica GSK. Em 2020, a ViiV Healthcare e a GSK assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz para nacionalizar progressivamente a produção do remédio e distribuí-lo ao SUS.

Como Farmanguinhos se preparou para a produção nacional

Desde 2020, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar profissionais e promover estruturação técnica, regulatória e operacional. Todo esse processo acaba de ser concluído. O início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Desde 2022, o instituto da Fiocruz já faz a distribuição para o SUS dos remédios produzidos em fábricas da GSK. Mais de 739 milhões de cápsulas já foram fornecidas para a saúde pública dessa forma. Em 2025, Farmanguinhos também assumiu as análises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento.

Próximos passos: o que esperar da produção nacional

Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo instituto e poderão ser distribuídos para o SUS assim que a liberação da Anvisa for expedida. Paralelamente, o instituto trabalha na validação da metodologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo.

O acordo de transferência de tecnologia inclui mais uma etapa: a internalização da produção do dolutegravir em combinação com outra substância, a lamivudina. Esse formato também é distribuído pelo SUS. A expectativa é que essa produção comece a ser feita por Farmanguinhos no ano que vem.

Por que o dolutegravir é tão importante no tratamento do HIV

O dolutegravir é um dos principais medicamentos utilizados no tratamento do HIV em todo o mundo. Ele age inibindo a enzima integrase, o que impede a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Além de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis, ele melhora a imunidade e impede a progressão para a AIDS, com poucos efeitos colaterais.

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o medicamento como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar.

O que esperar do SUS na produção de antirretrovirais

A conclusão dessa transferência de tecnologia representa um avanço na autonomia do Brasil para produzir um dos medicamentos mais essenciais no combate ao HIV. A dependência de fornecedores estrangeiros diminui, e o país ganha capacidade de garantir o abastecimento contínuo do SUS.

Para quem vive com HIV e depende do tratamento gratuito, a notícia é concreta: mais de 770 mil pessoas podem se beneficiar de uma produção nacional, com controle de qualidade feito no Brasil.

Perguntas Frequentes

O que é o dolutegravir?

É um antirretroviral usado no tratamento do HIV. Ele age inibindo a enzima integrase, impedindo a replicação do vírus.

Quantas pessoas usam o dolutegravir no SUS?

Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no país.

Quando a produção nacional começa?

Depende da liberação da Anvisa. Três lotes já foram fabricados e validados por Farmanguinhos.

Quem produzia o dolutegravir antes?

Era produzido pela ViiV Healthcare, empresa da GSK. Desde 2022, Farmanguinhos já distribui os remédios produzidos nas fábricas da GSK.

O que mais está previsto na transferência de tecnologia?

A próxima etapa é a internalização da produção do dolutegravir combinado com lamivudina, prevista para o ano que vem.

O dolutegravir é seguro para gestantes?

Sim. A OMS recomenda o medicamento como opção preferencial para todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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