Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, entenda
Relatório da Unicef mostra que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado acende alerta sobre retrocesso na cobertura vacinal e risco de surtos de doenças evitáveis.
Resumo rápido
- Relatório da Unicef mostra que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida.
- O dado acende alerta sobre retrocesso na cobertura vacinal e risco de surtos de doenças evitáveis.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
Um dado da Unicef acendeu o alerta global: 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O número representa um retrocesso na cobertura vacinal, com consequências diretas para a saúde infantil e o risco de surtos de doenças que já estavam controladas.
Segundo o relatório mais recente da Unicef, a cada ano, 13,5 milhões de crianças ficam completamente desprotegidas contra doenças como sarampo, poliomielite, difteria e coqueluche nos primeiros 12 meses de vida. O dado é parte de um levantamento que monitora a imunização infantil global e revela uma estagnação preocupante.
Por que tantas crianças ficam sem vacina?
As razões são múltiplas e variam entre regiões. Conflitos armados, deslocamentos populacionais, pobreza extrema e sistemas de saúde frágeis estão entre os principais fatores. Em países como Afeganistão, Nigéria e Iêmen, a cobertura vacinal no primeiro ano de vida chega a menos de 50%.
A Unicef aponta que, em 2025, cerca de 20 milhões de crianças não receberam a terceira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3), considerada um indicador-chave de cobertura vacinal. A falta de acesso a serviços básicos de saúde, aliada à desinformação sobre vacinas, agrava o cenário.
Impactos diretos na saúde infantil
A ausência de vacinação no primeiro ano de vida expõe as crianças a doenças que podem ser fatais. O sarampo, por exemplo, teve um aumento de 79% nos casos globais entre 2022 e 2023, segundo dados da OMS. A poliomielite, que estava perto da erradicação, voltou a circular em países como Paquistão e Afeganistão.
Para crianças que vivem em regiões com desnutrição e falta de água potável, a ausência de vacinas multiplica o risco de morte antes dos 5 anos.
O que a Unicef recomenda?
A Unicef defende que governos e organizações internacionais priorizem a vacinação de rotina, especialmente em áreas de conflito e crise humanitária. A agência recomenda:
- Fortalecimento dos sistemas primários de saúde para alcançar comunidades remotas
- Campanhas de vacinação em massa em regiões de surto
- Investimento em logística de armazenamento e transporte de vacinas
- Combate à desinformação sobre vacinas com informação baseada em evidências
A meta global é alcançar 90% de cobertura vacinal para todas as vacinas do calendário infantil até 2030.
Como o Brasil se posiciona?
No Brasil, a cobertura vacinal infantil caiu nos últimos anos, mas ainda está acima da média global. Dados do Ministério da Saúde indicam que a cobertura da vacina pentavalente (que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b) ficou em torno de 80% em 2025. O país retomou campanhas de multivacinação e busca recuperar os índices pré-pandemia.
A Unicef alerta, no entanto, que o Brasil ainda tem desafios: cerca de 300 mil crianças menores de 1 ano não receberam a vacina contra poliomielite em 2024.
Perguntas frequentes
Quantas crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida?
Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida.
Quais doenças essas crianças correm risco de contrair?
Doenças como sarampo, poliomielite, difteria, coqueluche, tétano e hepatite B, todas evitáveis por vacinação.
O que causa a falta de vacinação?
Conflitos, pobreza, falta de acesso a serviços de saúde, deslocamentos e desinformação sobre vacinas.
A cobertura vacinal está melhorando ou piorando?
Globalmente, a cobertura vacinal infantil estagnou e, em alguns países, retrocedeu aos níveis dos anos 2000.
O que a Unicef recomenda para reverter esse cenário?
Fortalecimento da atenção primária, campanhas de vacinação em massa, investimento em logística e combate à desinformação.
Este conteúdo foi produzido com base em dados oficiais da Unicef, OMS e Ministério da Saúde do Brasil. Para mais informações sobre vacinação infantil, consulte a vacinação infantil: calendário e cobertura no Brasil.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.