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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoO relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. A crise de imunização expõe milhões a doenças evitáveis, impulsionada por fatores como conflitos, desinformação e fragilidade dos sistemas de saúde.

Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida, expondo milhões a doenças evitáveis. Entenda os fatores por trás dessa crise de imunização e os caminhos para reverter o cenário.

Escrito por Dra. Fernanda Liberato · Atualizado em 16 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida, expondo milhões a doenças evitáveis.
  • Entenda os fatores por trás dessa crise de imunização e os caminhos para reverter o cenário.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Um relatório recente da Unicef acendeu um alerta global: 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. Esse número representa uma crise silenciosa de imunização que expõe milhões de pequenos a doenças evitáveis como sarampo, poliomielite e difteria. Nós, como sociedade, precisamos entender o que está por trás desse déficit e como reverter esse quadro.

O que diz o relatório da Unicef?

O relatório "Estado Mundial da Infância 2025" da Unicef revela que, globalmente, uma em cada cinco crianças não recebe as vacinas essenciais nos primeiros 12 meses de vida. Os dados indicam que a cobertura vacinal global estagnou em 84% para a terceira dose da DTP (difteria, tétano e coqueluche), muito abaixo da meta de 90% estabelecida pela OMS. Entre os 13,5 milhões de crianças consideradas "zero-dose", cerca de 10 milhões vivem em países de baixa e média renda.

Por que tantas crianças ficam sem vacinas?

Vários fatores contribuem para esse cenário. A pandemia de Covid-19 interrompeu cadeias de suprimento e desviou recursos da imunização de rotina. Conflitos armados e deslocamentos populacionais, como os observados na Ucrânia e em partes da África, dificultam o acesso a serviços básicos de saúde. A desinformação sobre vacinas também tem um peso significativo, especialmente em comunidades com baixa confiança nos sistemas de saúde.

Além disso, a pobreza extrema impede que famílias levem seus filhos a postos de vacinação, seja por falta de transporte, seja pela impossibilidade de deixar o trabalho. A Unicef destaca que crianças em áreas rurais remotas têm 50% menos chances de serem vacinadas do que aquelas que vivem em zonas urbanas.

Consequências da baixa cobertura vacinal

Quando a cobertura vacinal cai abaixo de 95%, doenças que estavam controladas podem ressurgir com força. O sarampo, por exemplo, é altamente contagioso e exige altas taxas de imunização para evitar surtos. Em 2024, o mundo registrou um aumento de 30% nos casos de sarampo em relação ao ano anterior, com surtos significativos em países como Índia, Nigéria e Brasil. A poliomielite, que estava perto da erradicação, voltou a circular em ambientes onde a vacinação foi interrompida.

O que pode ser feito?

A Unicef defende uma abordagem integrada para reverter essa crise. Entre as estratégias estão: fortalecer os sistemas de saúde locais, investir em agentes comunitários de saúde que vão até as famílias, combater a desinformação com campanhas de educação em saúde e garantir que as vacinas cheguem a regiões de conflito. O Brasil, por exemplo, retomou o Programa Nacional de Imunizações (PNI) com mutirões de vacinação em escolas e comunidades, o que elevou a cobertura da tríplice viral de 73% em 2022 para 85% em 2024.

importância da vacinação infantil

Perguntas Frequentes

Quais vacinas são essenciais no primeiro ano de vida?

As vacinas recomendadas pela OMS incluem BCG (tuberculose), hepatite B, pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Hib), poliomielite (VIP/VOP), pneumocócica 10, rotavírus e meningocócica C. No Brasil, o calendário básico do PNI cobre todas essas.

O que significa uma criança "zero-dose"?

Criança zero-dose é aquela que não recebeu nenhuma dose da vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) até completar um ano de vida. Esse indicador é usado pela Unicef para medir o déficit vacinal.

Como a desinformação afeta a vacinação?

A desinformação, especialmente sobre falsos efeitos colaterais, reduz a confiança dos pais nos imunizantes. A Unicef aponta que, em países onde a desinformação é mais disseminada, a cobertura vacinal é até 15% menor.

O Brasil está na lista dos países com mais crianças não vacinadas?

Sim, o Brasil aparece entre os 20 países com maior número de crianças zero-dose, embora tenha avançado nos últimos dois anos. A região Norte e Nordeste concentram os maiores déficits.

Como posso ajudar a reverter esse quadro?

Leve seu filho ao posto de saúde para atualizar a caderneta de vacinação, incentive amigos e familiares a fazerem o mesmo e denuncie informações falsas sobre vacinas. A vacinação é um ato de cuidado coletivo.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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