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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoUnicef revela que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida. O dado expõe fragilidades na cobertura vacinal global e acende alerta sobre doenças evitáveis. A falta de imunização compromete a saúde infantil e exige ações urgentes para ampliar o acesso a vacinas.

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida. O dado revela fragilidades na cobertura vacinal global e acende alerta sobre doenças evitáveis. Saiba o que está por trás desse número.

Escrito por Dra. Fernanda Liberato · Atualizado em 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida.
  • O dado revela fragilidades na cobertura vacinal global e acende alerta sobre doenças evitáveis.
  • Saiba o que está por trás desse número.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. Isso representa cerca de 1 em cada 10 crianças. O dado faz parte do relatório Estado Mundial da Infância 2024 e aponta que a cobertura vacinal global ainda não se recuperou dos níveis pré-pandemia.

O que diz o relatório da Unicef sobre vacinação infantil

O relatório "Estado Mundial da Infância 2024: O Futuro da Vacinação" revela que, apesar dos avanços, 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida. A Unicef destaca que a cobertura da DTP3 (tríplice bacteriana), indicador-chave de imunização, caiu de 86% em 2019 para 84% em 2023, deixando 14,5 milhões de crianças sem a proteção completa.

A situação é mais grave em países de baixa renda, onde apenas 70% das crianças recebem a primeira dose da vacina contra sarampo, contra 93% nos países de alta renda. O Brasil, embora com cobertura acima da média global, ainda enfrenta desafios regionais.

Por que tantas crianças ficam sem vacinar?

As causas são múltiplas e combinadas. A Unicef aponta três fatores principais:

  • Conflitos e deslocamentos: guerras e crises humanitárias interrompem cadeias de frio e acesso a serviços de saúde.
  • Desinformação: mitos sobre vacinas, especialmente difundidos em redes sociais, reduzem a adesão.
  • Fragilidade dos sistemas de saúde: falta de profissionais treinados, estoques insuficientes e logística precária.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que a cobertura vacinal infantil caiu de 95% em 2015 para cerca de 75% em 2022, com recuperação parcial em 2023. A desinformação e a hesitação vacinal estão entre os principais entraves.

Consequências da baixa cobertura vacinal

A falta de vacinação no primeiro ano de vida expõe crianças a doenças evitáveis, como sarampo, coqueluche e poliomielite. A Unicef estima que 2,7 milhões de mortes por doenças preveníveis por vacinas ocorreram em 2023, a maioria em crianças menores de 5 anos.

Além do risco individual, a baixa cobertura compromete a imunidade de rebanho, permitindo surtos mesmo em populações vacinadas. O Brasil, que já foi referência mundial em vacinação, registrou em 2023 um aumento de 40% nos casos de sarampo em relação ao ano anterior.

O que pode ser feito para reverter esse cenário?

A Unicef recomenda ações coordenadas em três frentes:

  1. Fortalecer sistemas de saúde: investir em logística, treinamento e estoques de vacinas, especialmente em áreas remotas.
  2. Combater a desinformação: campanhas de comunicação com linguagem clara e baseada em evidências, envolvendo líderes comunitários.
  3. Ampliar o acesso: vacinação em escolas, unidades móveis e horários estendidos.

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) já implementa estratégias como o Dia D de vacinação e a busca ativa de crianças não vacinadas. A parceria com a Unicef e a OPAS reforça a importância de manter coberturas acima de 95%.

Vacinação infantil no Brasil: dados recentes

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2024, a cobertura da BCG (tuberculose) foi de 92%, da hepatite B ao nascer 88%, e da primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) 87% cobertura vacinal infantil Brasil 2024. A meta é atingir 95% para todas as vacinas do calendário básico.

A Unicef alerta que, sem esforços contínuos, o número de crianças não vacinadas pode crescer. O relatório destaca que 67 milhões de crianças perderam vacinas durante a pandemia de COVID-19, e a recuperação ainda é lenta.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida segundo a Unicef?

13,5 milhões de crianças em todo o mundo, conforme o relatório Estado Mundial da Infância 2024.

Qual a principal causa da baixa cobertura vacinal?

A Unicef aponta conflitos, desinformação e fragilidade dos sistemas de saúde como fatores principais.

O Brasil está entre os países com baixa cobertura?

Sim, embora acima da média global, o Brasil viu a cobertura cair de 95% para cerca de 75% entre 2015 e 2022, com recuperação parcial em 2023.

Quais vacinas são mais afetadas?

A DTP3 (tríplice bacteriana) e a primeira dose da vacina contra sarampo estão entre as mais comprometidas.

Como posso ajudar a melhorar a cobertura vacinal?

Vacine as crianças conforme o calendário, compartilhe informações de fontes oficiais e apoie campanhas de imunização.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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