Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, entenda
Relatório da Unicef mostra que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado acende alerta global sobre cobertura vacinal, doenças evitáveis e desigualdade no acesso à imunização infantil.
Resumo rápido
- Relatório da Unicef mostra que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida.
- O dado acende alerta global sobre cobertura vacinal, doenças evitáveis e desigualdade no acesso à imunização infantil.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
A Unicef divulgou que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. Esse número representa aproximadamente 1 em cada 10 crianças nascidas vivas, com impactos diretos na mortalidade infantil e na propagação de doenças evitáveis.
Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina?
A principal causa apontada pela Unicef é a desigualdade no acesso a serviços de saúde. Crianças que vivem em países de baixa renda, zonas de conflito armado ou áreas rurais remotas têm menos chances de receber as vacinas básicas. A falta de infraestrutura de saúde, a escassez de profissionais treinados e a interrupção de campanhas de imunização agravam o cenário.
Além disso, a pandemia de covid-19 interrompeu programas de vacinação em mais de 100 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Embora a cobertura venha se recuperando lentamente, o ritmo ainda é insuficiente para alcançar as metas globais.
O papel da desigualdade regional
Dados da Unicef mostram que a África Subsaariana concentra a maior parte das crianças não vacinadas. Mais da metade dos 13,5 milhões vivem em apenas 10 países, incluindo Nigéria, Índia e Etiópia. A falta de acesso a serviços de saúde primária é o fator mais citado nos relatórios.
Quais vacinas são perdidas?
As crianças que não recebem nenhuma vacina no primeiro ano perdem a proteção contra doenças como sarampo, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche e tuberculose. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a BCG (tuberculose) estão entre as mais afetadas. A Unicef alerta que, sem a imunização, essas doenças podem voltar a circular com força.
Impacto na mortalidade infantil
A OMS estima que a vacinação evita entre 2 e 3 milhões de mortes por ano em todo o mundo. Quando 13,5 milhões de crianças ficam desprotegidas, o risco de surtos e óbitos evitáveis aumenta significativamente. O sarampo, por exemplo, é uma das doenças mais contagiosas e pode ser fatal em crianças desnutridas.
Como reverter esse quadro?
Para reverter o cenário, a Unicef recomenda o fortalecimento dos sistemas de saúde primária, com investimento em infraestrutura, treinamento de profissionais e logística de distribuição de vacinas. Campanhas de vacinação móvel em áreas remotas e a integração com outros serviços de saúde, como nutrição e água potável, também são estratégias eficazes.
No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é referência mundial, mas enfrenta desafios de cobertura. Dados do Ministério da Saúde indicam que a cobertura vacinal infantil no país caiu nos últimos anos, embora ainda esteja acima da média global.
O que os governos podem fazer?
- Aumentar o financiamento para aquisição de vacinas e logística.
- Criar sistemas de monitoramento em tempo real da cobertura vacinal.
- Capacitar agentes comunitários de saúde para alcançar populações vulneráveis.
- Combater a desinformação sobre vacinas com campanhas educativas.
Perguntas Frequentes
Quantas crianças no Brasil ficam sem vacina no primeiro ano?
Dados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura vacinal no Brasil para o primeiro ano de vida varia entre 60% e 80%, dependendo da vacina. Cerca de 20% das crianças brasileiras não recebem todas as doses recomendadas, mas o país ainda tem índices melhores que a média global.
Quais são as vacinas obrigatórias no primeiro ano?
No Brasil, o calendário básico do PNI inclui BCG, hepatite B, pentavalente, VIP (poliomielite), pneumocócica 10-valente, rotavírus, meningocócica C e tríplice viral, todas com doses previstas até os 12 meses.
A falta de vacina aumenta o risco de surtos?
Sim. Quando uma parcela significativa da população não é vacinada, a imunidade de rebanho é rompida. Doenças como sarampo e poliomielite, que estavam sob controle, podem voltar a circular e causar surtos.
Como posso saber se meu filho está com as vacinas em dia?
Consulte a caderneta de vacinação da criança. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o Cartão Nacional de Vacinação digital pelo aplicativo Conecte SUS. Em caso de dúvida, procure uma unidade básica de saúde.
O que fazer se a criança perdeu a data da vacina?
Leve a criança a uma unidade de saúde o mais rápido possível. A maioria das vacinas pode ser aplicada fora do prazo, seguindo o esquema de recuperação indicado pelo profissional de saúde. Não há necessidade de recomeçar o esquema vacinal.
Como a desinformação afeta a vacinação?
Campanhas de desinformação sobre vacinas, especialmente nas redes sociais, têm levado pais a adiar ou recusar a imunização dos filhos. A Unicef alerta que a confiança nas vacinas é essencial para manter altas coberturas e evitar surtos.
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Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.