Unicef: 13,5 milhões de crianças sem vacina no 1° ano de vida em 2025
Em 2025, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, segundo dados do Unicef. O número, embora ainda alto, representa avanço em relação ao ano anterior, com 750 mil bebês a mais vacinados contra difteria, tétano e coqueluche.
Resumo rápido
- Em 2025, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, segundo dados do Unicef.
- O número, embora ainda alto, representa avanço em relação ao ano anterior, com 750 mil bebês a mais vacinados contra difteria, tétano e coqueluche.
Um começo que não veio na seringa
Sentei com um café na mão e li o relatório do Unicef. 13,5 milhões. Esse número me perseguiu o dia inteiro. São 13,5 milhões de crianças que completaram um ano de vida sem uma única picada de vacina. O dado, compilado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância com base em informações governamentais, foi divulgado nesta quarta-feira (15) e mostra que 15% dos bebês do mundo inteiro começam a vida fora da proteção básica.
Segundo o estudo Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida, são as chamadas 'crianças zero-dose'. Outras 7,3 milhões não tiveram o ciclo básico completo, que exige três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP).
Avanço discreto, mas real
O que me surpreendeu foi o outro lado do número. Em 2025, 116 milhões de bebês receberam ao menos uma dose da DTP. Isso representa 750 mil a mais do que em 2024. O avanço é modesto, mas existe. Cada um desses 750 mil bebês é uma história que não precisará enfrentar o tétano neonatal ou a coqueluche grave.
A cobertura vacinal completa para a primeira infância ainda é uma realidade distante para 15% dos bebês em todo o mundo. Mas a direção, ao menos, é de melhora.
O que significa ser uma criança zero-dose?
Ser zero-dose não é apenas não tomar vacina. É ficar exposto a doenças que o mundo já aprendeu a evitar. Difteria, tétano e coqueluche matam. E matam mais onde o sistema de saúde é frágil, onde a logística de distribuição falha, onde a desinformação encontra terreno fértil.
O Unicef não nomeia culpados no estudo. Fala em 'realidade distante'. E é isso que me incomoda: 13,5 milhões não é um número abstrato. São 13,5 milhões de braços que não receberam a proteção que a ciência oferece.
O que esperar dos próximos anos?
A tendência é de recuperação gradual. O aumento de 750 mil crianças vacinadas em um ano mostra que os sistemas de saúde estão se reerguendo. Mas o ritmo ainda é lento. Para que a meta de cobertura universal seja alcançada, seria preciso vacinar, a cada ano, 15 milhões de crianças a mais do que hoje.
O dado do Unicef me lembra que envelhecer é continuar começando. E que, para essas crianças, o começo precisa ser com proteção.
Perguntas Frequentes
Quantas crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2025?
Segundo dados do Unicef, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida.
O que significa 'criança zero-dose'?
O termo se refere a crianças que não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, conforme definido pelo estudo Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional.
Qual foi o avanço na vacinação infantil em 2025?
Em 2025, 116 milhões de bebês receberam ao menos uma dose da DTP, 750 mil a mais que no ano anterior.
Quantas crianças não completaram o ciclo básico de vacinação?
Além das 13,5 milhões zero-dose, outras 7,3 milhões não completaram as três doses da vacina DTP.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.