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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoUnicef revela que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida. Dados globais apontam queda na imunização infantil, expondo milhões a doenças evitáveis. Causas incluem conflitos, desinformação e fragilidade de sistemas de saúde. Reverter o cenário exige fortalecimento de campanhas de vacinação e acesso equitativo a serviços básicos.

Dados da Unicef revelam que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida. Entenda as causas, os riscos e como reverter esse cenário global de queda na imunização infantil.

Escrito por Dra. Fernanda Liberato · Atualizado em 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Dados da Unicef revelam que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida.
  • Entenda as causas, os riscos e como reverter esse cenário global de queda na imunização infantil.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

A Unicef divulgou um dado alarmante: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, o maior número em mais de uma década. Esse contingente representa cerca de 10% dos nascidos vivos no mundo, com consequências diretas para a saúde pública global. A queda na cobertura vacinal expõe milhões de crianças a doenças evitáveis, como sarampo, poliomielite e difteria. Entender as causas e agir para reverter esse cenário é urgente.

Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina?

A falta de acesso a serviços básicos de saúde é o principal motivo. Regiões de conflito, como partes da África e do Oriente Médio, concentram os maiores índices de crianças não vacinadas. A desinformação sobre vacinas também contribui, gerando hesitação em comunidades inteiras. Além disso, a pandemia de covid-19 interrompeu campanhas de rotina, agravando o problema.

O impacto da desigualdade global

Dados da Unicef mostram que 60% das crianças não vacinadas vivem em apenas 10 países, muitos deles com sistemas de saúde frágeis. A desigualdade econômica é um fator determinante: em nações de baixa renda, a cobertura vacinal pode ser inferior a 50%, enquanto em países ricos ultrapassa 90%. Essa disparidade cria bolsões de vulnerabilidade que ameaçam a erradicação de doenças.

Consequências da baixa cobertura vacinal

A queda na imunização já provoca surtos de doenças antes controladas. O sarampo, por exemplo, registrou aumento de 79% nos casos globais em 2023. A poliomielite, considerada erradicada em grande parte do mundo, ressurgiu em países como Afeganistão e Paquistão. Crianças não vacinadas no primeiro ano de vida correm risco maior de morte e complicações graves.

Doenças que voltaram a ameaçar

A difteria e a coqueluche também reaparecem em comunidades com baixa cobertura. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a interrupção das cadeias de transmissão exige vacinação de pelo menos 95% da população. Quando esse patamar cai, doenças que estavam sob controle voltam a circular.

O que a Unicef e os governos estão fazendo?

A Unicef lidera campanhas globais de vacinação, com foco em países de baixa renda. Em parceria com a OMS e o Gavi, a aliança global de vacinas, a meta é alcançar 90% de cobertura até 2030. Governos locais reforçam a imunização de rotina e realizam campanhas de busca ativa por crianças não vacinadas.

Estratégias que funcionam

Países como Brasil e Índia usam agentes comunitários para levar vacinas a áreas remotas. A integração com outros serviços de saúde, como nutrição e pré-natal, aumenta a adesão. A comunicação clara sobre segurança e eficácia das vacinas combate a desinformação.

Como proteger seu filho no primeiro ano de vida?

O calendário básico de vacinação inclui doses contra tuberculose, hepatite B, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola e outras. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece todas as vacinas gratuitamente pelo SUS calendário vacinal infantil. Manter a caderneta atualizada é o primeiro passo. Consulte o posto de saúde mais próximo para verificar atrasos.

Dicas para famílias e cuidadores

  • Verifique a caderneta de vacinação a cada consulta.
  • Leve a criança a campanhas de multivacinação.
  • Busque informações em fontes oficiais, como Ministério da Saúde e Unicef.
  • Converse com o pediatra sobre dúvidas e medos.

Perguntas Frequentes

Por que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina?

Os principais motivos são conflitos armados, pobreza, falta de infraestrutura de saúde e desinformação sobre vacinas. A pandemia de covid-19 também interrompeu serviços de rotina.

Quais doenças as crianças não vacinadas correm risco de contrair?

Sarampo, poliomielite, difteria, coqueluche, tétano e tuberculose estão entre as principais ameaças. Todas são evitáveis com vacinas seguras e eficazes.

O que fazer se meu filho perdeu alguma vacina?

Procure um posto de saúde para atualizar a caderneta. O SUS oferece vacinas de rotina e campanhas de recuperação. Não é necessário recomeçar o esquema; basta aplicar as doses em atraso.

A vacinação é segura para bebês?

Sim. As vacinas passam por rigorosos testes de segurança e eficácia antes de serem aprovadas. Reações leves, como febre baixa, são comuns e temporárias. Os benefícios superam amplamente os riscos.

Como a Unicef ajuda a vacinar crianças no mundo?

A Unicef compra e distribui vacinas para mais de 100 países, além de apoiar campanhas de imunização e treinar profissionais de saúde. Em 2023, a organização entregou mais de 2 bilhões de doses de vacinas.

O que é a meta de 90% de cobertura vacinal?

A meta global, estabelecida pela OMS e Unicef, é que 90% das crianças recebam todas as vacinas recomendadas até os 2 anos de idade. Atualmente, a cobertura mundial está em cerca de 86%, abaixo do ideal.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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