Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
A Unicef revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. Esse dado alarmante expõe falhas na cobertura vacinal global e coloca em risco a saúde infantil. Entenda os motivos e as consequências dessa crise.
Resumo rápido
- A Unicef revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida.
- Esse dado alarmante expõe falhas na cobertura vacinal global e coloca em risco a saúde infantil.
- Entenda os motivos e as consequências dessa crise.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. Isso significa que elas ficam desprotegidas contra doenças como sarampo, poliomielite e tétano. O Brasil, apesar de ter um histórico forte de vacinação, também enfrenta quedas na cobertura desde 2015.
Por que a vacinação no primeiro ano é crucial?
O calendário vacinal do primeiro ano de vida inclui doses contra tuberculose, hepatite B, poliomielite, DTP (difteria, tétano e coqueluche), rotavírus e pneumococo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que todas essas vacinas sejam aplicadas até os 12 meses. Sem elas, a criança fica vulnerável a infecções graves que podem levar à hospitalização e até à morte.
Os números da crise vacinal global
A Unicef estima que, globalmente, 13,5 milhões de crianças não receberam vacina alguma no primeiro ano. Esse número representa um retrocesso em relação aos anos anteriores. Em 2019, antes da pandemia, a cobertura vacinal global era de 86% para a terceira dose da DTP. Em 2023, caiu para 84% (OMS/Unicef, relatório de cobertura vacinal, 2024).
O impacto da pandemia de COVID-19
A pandemia de COVID-19 agravou a crise vacinal. As interrupções nos serviços de saúde, o medo de contágio e a desinformação levaram muitas famílias a adiar ou cancelar consultas de rotina. A Unicef aponta que, em 2020 e 2021, 23 milhões de crianças deixaram de receber vacinas essenciais no mundo. Embora a situação tenha melhorado, a recuperação é lenta.
O cenário no Brasil
O Brasil já foi referência mundial em vacinação, com coberturas acima de 95% para a maioria das vacinas. No entanto, desde 2015, a cobertura vacinal infantil vem caindo. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2023, a cobertura da vacina contra a poliomielite foi de 77%, abaixo da meta de 95%. Para a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), a cobertura foi de 73%.
As causas da queda
As razões para a queda na vacinação são múltiplas. A desinformação sobre vacinas, a dificuldade de acesso a postos de saúde em áreas rurais e a falta de busca ativa por crianças não vacinadas estão entre os principais fatores. A Unicef também destaca o aumento da hesitação vacinal, impulsionado por notícias falsas nas redes sociais.
Consequências da baixa cobertura vacinal
Quando a cobertura vacinal cai, doenças que estavam controladas podem voltar. O Brasil, por exemplo, registrou surtos de sarampo em 2018 e 2019, após anos sem casos autóctones. A poliomielite, erradicada no país desde 1990, corre o risco de retornar se a vacinação não for retomada.
O risco de reintrodução da poliomielite
A poliomielite é uma doença altamente contagiosa que pode causar paralisia irreversível. A OMS mantém o Brasil em estado de alerta para a reintrodução do vírus. Em 2023, a cobertura da vacina contra a poliomielite ficou abaixo de 80% em vários estados. A Unicef reforça que, enquanto houver crianças não vacinadas, o vírus pode circular.
O que fazer para reverter a crise?
A Unicef recomenda que governos e sociedade civil atuem em três frentes: fortalecer a atenção primária à saúde, combater a desinformação e realizar campanhas de vacinação de rotina e de bloqueio. No Brasil, o Ministério da Saúde lançou o Movimento Nacional pela Vacinação em 2023, com o objetivo de retomar as altas coberturas.
Como famílias e cuidadores podem ajudar
Para os pais e responsáveis, a principal ação é manter a caderneta de vacinação atualizada. Leve a criança ao posto de saúde nas datas indicadas pelo calendário. Se perder o prazo, procure a unidade mais próxima para regularizar a situação. A vacinação é segura e eficaz.
O papel das campanhas de vacinação escolar
As campanhas de vacinação em escolas são uma estratégia eficaz para alcançar crianças que não frequentam postos de saúde. Em 2024, o Ministério da Saúde promoveu a vacinação contra a poliomielite e a febre amarela em escolas públicas vacinação escolar. A Unicef apoia essa abordagem como forma de reduzir desigualdades.
Perguntas Frequentes
Quantas crianças no mundo não receberam vacina no primeiro ano de vida?
Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida.
Quais vacinas são essenciais no primeiro ano?
O calendário inclui BCG, hepatite B, poliomielite, DTP, rotavírus e pneumococo. Todas são recomendadas pela OMS.
Por que a cobertura vacinal caiu no Brasil?
A queda se deve a desinformação, dificuldade de acesso e interrupções durante a pandemia. O país enfrenta hesitação vacinal crescente.
A poliomielite pode voltar ao Brasil?
Sim. Com cobertura abaixo de 80% em vários estados, o risco de reintrodução do vírus é real. A vacinação é a única proteção.
Como posso saber se a vacinação do meu filho está em dia?
Consulte a caderneta de vacinação e compare com o calendário do Ministério da Saúde. Em caso de dúvida, procure um posto de saúde.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.