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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoUnicef revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado expõe falhas na cobertura vacinal global e coloca em risco a saúde infantil, com consequências como surtos de doenças evitáveis e aumento da mortalidade.

A Unicef revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. Esse dado alarmante expõe falhas na cobertura vacinal global e coloca em risco a saúde infantil. Entenda os motivos e as consequências dessa crise.

Escrito por Dra. Cláudia Monteiro · Atualizado em 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • A Unicef revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida.
  • Esse dado alarmante expõe falhas na cobertura vacinal global e coloca em risco a saúde infantil.
  • Entenda os motivos e as consequências dessa crise.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. Isso significa que elas ficam desprotegidas contra doenças como sarampo, poliomielite e tétano. O Brasil, apesar de ter um histórico forte de vacinação, também enfrenta quedas na cobertura desde 2015.

Por que a vacinação no primeiro ano é crucial?

O calendário vacinal do primeiro ano de vida inclui doses contra tuberculose, hepatite B, poliomielite, DTP (difteria, tétano e coqueluche), rotavírus e pneumococo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que todas essas vacinas sejam aplicadas até os 12 meses. Sem elas, a criança fica vulnerável a infecções graves que podem levar à hospitalização e até à morte.

Os números da crise vacinal global

A Unicef estima que, globalmente, 13,5 milhões de crianças não receberam vacina alguma no primeiro ano. Esse número representa um retrocesso em relação aos anos anteriores. Em 2019, antes da pandemia, a cobertura vacinal global era de 86% para a terceira dose da DTP. Em 2023, caiu para 84% (OMS/Unicef, relatório de cobertura vacinal, 2024).

O impacto da pandemia de COVID-19

A pandemia de COVID-19 agravou a crise vacinal. As interrupções nos serviços de saúde, o medo de contágio e a desinformação levaram muitas famílias a adiar ou cancelar consultas de rotina. A Unicef aponta que, em 2020 e 2021, 23 milhões de crianças deixaram de receber vacinas essenciais no mundo. Embora a situação tenha melhorado, a recuperação é lenta.

O cenário no Brasil

O Brasil já foi referência mundial em vacinação, com coberturas acima de 95% para a maioria das vacinas. No entanto, desde 2015, a cobertura vacinal infantil vem caindo. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2023, a cobertura da vacina contra a poliomielite foi de 77%, abaixo da meta de 95%. Para a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), a cobertura foi de 73%.

As causas da queda

As razões para a queda na vacinação são múltiplas. A desinformação sobre vacinas, a dificuldade de acesso a postos de saúde em áreas rurais e a falta de busca ativa por crianças não vacinadas estão entre os principais fatores. A Unicef também destaca o aumento da hesitação vacinal, impulsionado por notícias falsas nas redes sociais.

Consequências da baixa cobertura vacinal

Quando a cobertura vacinal cai, doenças que estavam controladas podem voltar. O Brasil, por exemplo, registrou surtos de sarampo em 2018 e 2019, após anos sem casos autóctones. A poliomielite, erradicada no país desde 1990, corre o risco de retornar se a vacinação não for retomada.

O risco de reintrodução da poliomielite

A poliomielite é uma doença altamente contagiosa que pode causar paralisia irreversível. A OMS mantém o Brasil em estado de alerta para a reintrodução do vírus. Em 2023, a cobertura da vacina contra a poliomielite ficou abaixo de 80% em vários estados. A Unicef reforça que, enquanto houver crianças não vacinadas, o vírus pode circular.

O que fazer para reverter a crise?

A Unicef recomenda que governos e sociedade civil atuem em três frentes: fortalecer a atenção primária à saúde, combater a desinformação e realizar campanhas de vacinação de rotina e de bloqueio. No Brasil, o Ministério da Saúde lançou o Movimento Nacional pela Vacinação em 2023, com o objetivo de retomar as altas coberturas.

Como famílias e cuidadores podem ajudar

Para os pais e responsáveis, a principal ação é manter a caderneta de vacinação atualizada. Leve a criança ao posto de saúde nas datas indicadas pelo calendário. Se perder o prazo, procure a unidade mais próxima para regularizar a situação. A vacinação é segura e eficaz.

O papel das campanhas de vacinação escolar

As campanhas de vacinação em escolas são uma estratégia eficaz para alcançar crianças que não frequentam postos de saúde. Em 2024, o Ministério da Saúde promoveu a vacinação contra a poliomielite e a febre amarela em escolas públicas vacinação escolar. A Unicef apoia essa abordagem como forma de reduzir desigualdades.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças no mundo não receberam vacina no primeiro ano de vida?

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida.

Quais vacinas são essenciais no primeiro ano?

O calendário inclui BCG, hepatite B, poliomielite, DTP, rotavírus e pneumococo. Todas são recomendadas pela OMS.

Por que a cobertura vacinal caiu no Brasil?

A queda se deve a desinformação, dificuldade de acesso e interrupções durante a pandemia. O país enfrenta hesitação vacinal crescente.

A poliomielite pode voltar ao Brasil?

Sim. Com cobertura abaixo de 80% em vários estados, o risco de reintrodução do vírus é real. A vacinação é a única proteção.

Como posso saber se a vacinação do meu filho está em dia?

Consulte a caderneta de vacinação e compare com o calendário do Ministério da Saúde. Em caso de dúvida, procure um posto de saúde.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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