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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoRelatório da Unicef e OMS de 2024 revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado ameaça décadas de avanços na imunização infantil e preocupa especialistas. Causas incluem interrupções em serviços de saúde e desinformação.

Relatório da Unicef e OMS revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2024. O número preocupa especialistas e ameaça décadas de avanços na imunização infantil. Entenda as causas e consequências.

Escrito por Dra. Fernanda Liberato · Atualizado em 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório da Unicef e OMS revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2024.
  • O número preocupa especialistas e ameaça décadas de avanços na imunização infantil.
  • Entenda as causas e consequências.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Segundo a Unicef e a Organização Mundial da Saúde (OMS), 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. Isso significa que 1 em cada 5 bebês está desprotegido contra doenças preveníveis, como sarampo, poliomielite e difteria. A maioria vive em países de baixa renda, onde o acesso a serviços básicos de saúde é limitado.

Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina?

Os motivos são múltiplos e variam de região para região. Em áreas de conflito, como partes da África Subsaariana e do Oriente Médio, sistemas de saúde colapsam e campanhas de vacinação são interrompidas. Em comunidades rurais isoladas, a distância até a unidade de saúde pode ser de horas a pé. Em países com desigualdade social, famílias pobres muitas vezes não têm informação ou recursos para levar os filhos ao posto.

Dados da OMS indicam que, em 2023, cerca de 14 milhões de crianças já haviam perdido alguma dose de vacina essencial. O número de 2024 representa uma leve melhora, mas ainda está longe da meta global de 90% de cobertura para todas as vacinas do calendário básico.

Quais vacinas as crianças deixam de receber?

As vacinas mais afetadas são as do primeiro ano de vida: BCG (contra tuberculose), hepatite B, pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b), pólio inativada (VIP) e pneumocócica. A falta dessas vacinas deixa os bebês vulneráveis a doenças que podem causar sequelas graves ou morte.

Segundo a Unicef, a vacina contra o sarampo é uma das que mais preocupa: em 2024, 22 milhões de crianças perderam a primeira dose. O sarampo é altamente contagioso e pode levar a complicações como pneumonia e encefalite.

O impacto na saúde global

Quando muitas crianças não são vacinadas, doenças antes controladas podem voltar a circular. Em 2023, surtos de sarampo foram registrados em mais de 30 países, incluindo Brasil, Índia e República Democrática do Congo. A poliomielite, que estava erradicada na maior parte do mundo, reapareceu em países como Afeganistão e Paquistão.

A mortalidade infantil por doenças preveníveis por vacina ainda é alta: a OMS estima que 2,5 milhões de crianças menores de 5 anos morrem a cada ano por causas que poderiam ser evitadas com imunização. Cada morte é uma tragédia que poderia ser evitada.

O que está sendo feito?

A Unicef, a OMS e a GAVI (Aliança Global para Vacinas) trabalham em parceria com governos para ampliar a cobertura. Em 2024, foram distribuídas mais de 2 bilhões de doses de vacinas em países de baixa renda. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é referência mundial, mas ainda enfrenta desafios: em 2023, a cobertura da vacina pentavalente ficou em 77%, abaixo da meta de 95% cobertura vacinal no Brasil 2023.

O papel das famílias e comunidades

A vacinação é um direito de toda criança. Pais e cuidadores podem buscar informações em postos de saúde, agentes comunitários e campanhas oficiais. Em muitas regiões, a Unicef promove mutirões de vacinação e treina profissionais de saúde para alcançar comunidades remotas.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças no Brasil não recebem vacina no primeiro ano?

Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2023, cerca de 300 mil crianças brasileiras não completaram o esquema vacinal básico no primeiro ano. O número vem caindo, mas ainda é alto.

Quais são as vacinas obrigatórias no primeiro ano de vida?

No Brasil, o calendário básico inclui BCG, hepatite B, pentavalente, VIP, pneumocócica, rotavírus e meningocócica C. Todas são gratuitas no SUS.

Por que a cobertura vacinal caiu nos últimos anos?

Os motivos incluem desinformação sobre vacinas, cortes em programas de saúde, conflitos armados e desigualdade de acesso. A pandemia de covid-19 também interrompeu campanhas em muitos países.

Como saber se meu filho está com as vacinas em dia?

Leve a caderneta de vacinação a um posto de saúde. O profissional vai verificar e aplicar as doses atrasadas. Não há idade máxima para vacinar.

O que a Unicef faz para reverter esse cenário?

A Unicef atua em mais de 100 países, apoiando governos na compra de vacinas, treinamento de equipes e campanhas de conscientização. Em 2024, a organização lançou a campanha "Cada criança vacinada" para mobilizar comunidades e governos.

A vacina é segura?

Sim. Todas as vacinas passam por rigorosos testes de segurança e eficácia antes de serem aprovadas. Reações adversas graves são extremamente raras. O risco de não vacinar é muito maior.

Este conteúdo foi produzido com base em dados oficiais da Unicef, OMS e Ministério da Saúde. A vacinação salva vidas, informe-se e proteja quem você ama.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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