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Risco de disseminação do ebola pelo mundo é baixo, diz Tedros Adhanom

ResumoTedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, declarou baixo o risco de disseminação do ebola da República Democrática do Congo para o resto do mundo. O surto na RDC acumula mais de 3 mil casos e cerca de 1,4 mil mortes desde maio. A avaliação considera medidas de contenção e vigilância internacional.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que é baixo o risco de disseminação do ebola da República Democrática do Congo para o resto do mundo. O surto já soma mais de 3 mil casos e cerca de 1,4 mil mortes desde maio.

Escrito por Dra. Fernanda Liberato · Atualizado em 27 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que é baixo o risco de disseminação do ebola da República Democrática do Congo para o resto do mundo.
  • O surto já soma mais de 3 mil casos e cerca de 1,4 mil mortes desde maio.
Risco de disseminação do ebola pelo mundo é baixo, diz Tedros Adhanom

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (27) que o risco de disseminação do vírus ebola da República Democrática do Congo (RDC) para o resto do mundo é baixo. O surto, declarado em maio deste ano, já soma mais de 3 mil casos confirmados e cerca de 1,4 mil mortes. A maioria das vítimas está na RDC, mas a doença também alcançou a vizinha Uganda.

"O risco para o resto do mundo ainda é baixo. Como o ebola é transmitido por contato intenso e não pelo ar, como a covid, não esperamos que se transforme em uma pandemia, pela própria natureza [do vírus]", disse Ghebreyesus, durante visita ao Rio de Janeiro.

Por que o risco de disseminação global é baixo?

A principal razão, segundo Tedros Adhanom, está na forma de transmissão do ebola. O vírus não se espalha pelo ar, como o coronavírus, mas exige contato direto e prolongado com fluidos corporais de uma pessoa infectada. Isso reduz drasticamente a velocidade de propagação.

Ele lembrou que, desde a descoberta do ebola, há 50 anos, foram registrados apenas 30 casos fora das regiões de surto na África. Esse histórico reforça a avaliação de que uma pandemia global é improvável.

Situação na África: risco alto para a região

Apesar do baixo risco global, Tedros destacou que a situação é preocupante para os países da região. O fato de o ebola ter chegado a Uganda acendeu alertas. "Uganda está lidando com isso e está com ela sob controle", afirmou.

"Estamos tentando conter [o surto] na RDC, mas a situação ainda é preocupante. O governo [congolês] está tentando o seu melhor. Os parceiros estão ajudando, mas precisamos fazer ainda mais", acrescentou.

Conflitos armados dificultam resposta

Um dos principais desafios no combate ao surto, segundo o diretor da OMS, é a instabilidade na região focal do surto, no leste congolês. A área sofre com conflitos armados, o que dificulta a atuação das equipes de saúde.

"Então, a resposta ao ebola é muito difícil. Além disso, por causa do conflito armado, há o deslocamento e milhões de pessoas estão em acampamentos", explicou Tedros.

Tedros Adhanom recebe título na Fiocruz

Durante a visita ao Brasil, Tedros Adhanom Ghebreyesus foi homenageado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o título de doutor honoris causa. "A Fiocruz é um líder em equidade sanitária e um líder na cooperação Sul-Sul. E também um farol de esperança não apenas para a América Latina, em termos de pesquisa e excelência científicas, como para o resto do mundo", disse.

Tedros foi eleito diretor-geral da OMS em maio de 2017, tornando-se o primeiro africano a comandar a principal autoridade sanitária do planeta. Durante sua gestão, coordenou esforços internacionais contra a pandemia de covid-19.

Nascido na Eritreia, ele é bacharel em biologia pela Universidade de Asmara, mestre em imunologia e doenças infecciosas pela Universidade de Londres e PhD em saúde comunitária pela Universidade de Nottingham. De volta à África, foi ministro da saúde da Etiópia (2005-2012) e ministro de Relações Exteriores (2012-2016). OMS e a resposta a emergências sanitárias

Perguntas Frequentes

O ebola pode se tornar uma pandemia?

Tedros Adhanom afirmou que não, pois o ebola não é transmitido pelo ar, mas por contato intenso com fluidos corporais. Em 50 anos, houve apenas 30 casos fora da África.

Quantos casos de ebola foram registrados no surto atual?

Mais de 3 mil casos foram confirmados desde maio deste ano, com cerca de 1,4 mil mortes, a maioria na RDC.

O ebola chegou a outros países além da RDC?

Sim, a doença se espalhou para a vizinha Uganda, mas as autoridades locais afirmam ter a situação sob controle.

O que dificulta o combate ao surto na RDC?

Conflitos armados na região leste do país dificultam a resposta, causando deslocamento de milhões de pessoas para acampamentos.

Quem é Tedros Adhanom Ghebreyesus?

É o diretor-geral da OMS desde 2017, primeiro africano no cargo. Foi ministro da saúde e das relações exteriores da Etiópia.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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