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Rotina ideal de consultas para cuidar da visão: veja o guia

ResumoO Conselho Brasileiro de Oftalmologia recomenda consultas oftalmológicas periódicas conforme a faixa etária e a presença de comorbidades, com início do acompanhamento ainda na maternidade. O guia orienta a periodicidade ideal para cada idade, permitindo detectar precocemente problemas visuais e prevenir complicações como glaucoma, catarata e retinopatia diabética.

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia lançou um documento que orienta a periodicidade das consultas oftalmológicas por faixa etária e presença de comorbidades, com início do acompanhamento ainda na maternidade.

Escrito por Antônio Carlos Drummond · Atualizado em 10 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • O Conselho Brasileiro de Oftalmologia lançou um documento que orienta a periodicidade das consultas oftalmológicas por faixa etária e presença de comorbidades, com início do acompanhamento ainda na maternidade.
Rotina ideal de consultas para cuidar da visão: veja o guia

Minha mãe marcava consulta no oftalmologista quando sentia que a vista embaçava. Foi assim até o dia em que o médico dela disse que o glaucoma já tinha avançado, sem que ela notasse nada. Passei a olhar para essa rotina de outro jeito depois disso.

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançou nesta quinta-feira (10) um documento sobre a periodicidade ideal das consultas oftalmológicas, divulgado durante o 70º Congresso da especialidade, que ocorre até sábado (12), em Salvador. De quanto em quanto tempo consultar? A idade influencia? Uma condição como o diabetes muda algo? O documento responde a essas perguntas.

A consulta deve seguir a faixa etária e a presença de comorbidades. Os intervalos recomendados são parâmetros mínimos de referência para pessoas sem doença ocular diagnosticada e sem fatores de risco. Em nota, a entidade avaliou que o documento confirma a necessidade da consulta periódica como cuidado essencial para a saúde ocular. "Somente por meio desse encontro se torna possível fazer o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno de doenças que acometem a visão", completou o CBO.

Quando o intervalo precisa encurtar

Se há diagnóstico de doença crônica, histórico familiar de doenças oculares ou exposição a circunstâncias específicas, o documento estabelece a necessidade de intensificar o acompanhamento. Os intervalos, nesse caso, ficam a critério do oftalmologista, a partir da avaliação individual. Cabe ao médico definir se o espaçamento entre as consultas deve ser reduzido.

O conselho também alerta para a importância de que o atendimento ocorra em ambiente adequado. Consultas, exames e procedimentos oftalmológicos devem ser feitos em consultórios, postos de saúde e hospitais que atendam às exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto à estrutura física, equipamentos e condições sanitárias.

O cuidado começa na maternidade

O documento defende que o acompanhamento oftalmológico tenha início ainda na maternidade. O teste do reflexo vermelho, feito no berçário, detecta catarata e glaucoma congênitos, opacidades de córnea, tumores intraoculares, inflamações importantes e hemorragias intravítreas. Nos primeiros anos de vida, a avaliação dos marcos do desenvolvimento visual, da fixação e do alinhamento ocular integra a rotina.

Os erros de refração não corrigidos são a principal causa de deficiência visual entre as crianças brasileiras, com impacto no rendimento escolar e na socialização. A ambliopia, o olho preguiçoso, pode ser prevenida pelo exame oftalmológico realizado até os 3 anos. Dados internacionais apontam que 40% das crianças cegas poderiam ter essa consequência evitada ou tratada se tivessem acesso a um oftalmologista no tempo certo.

A maior parte das causas de cegueira e de deficiência visual, segundo o documento, é evitável e tratável quando identificada precocemente. Dados internacionais compilados pelo conselho indicam que a maioria dos casos de baixa visão no mundo é reversível, sobretudo catarata e erros refracionais (miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia). No Brasil, o CBO estima cerca de 1,5 milhão de pessoas cegas, contingente que tende a crescer com o envelhecimento da população, já que as quatro maiores causas de cegueira no país (catarata, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular) acometem idosos.

Fico pensando que envelhecer é continuar começando, inclusive na hora de cuidar dos olhos. A maturidade tem seus próprios planos, e um deles costuma ser justamente esse: aprender a marcar a consulta antes do susto.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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