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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, dados 2026

ResumoUnicef alerta que 13,5 milhões de crianças não recebem vacinas essenciais no primeiro ano de vida, conforme dados de 2026. A cobertura global de imunização apresenta queda, com regiões mais afetadas na África e Ásia. A falta de acesso a vacinas aumenta o risco de doenças evitáveis e compromete a saúde infantil.

A Unicef alerta que 13,5 milhões de crianças não recebem vacinas essenciais no primeiro ano de vida. Dados de 2025 mostram queda na cobertura global. Entenda as causas, regiões mais afetadas e o impacto na saúde infantil.

Escrito por Dra. Fernanda Liberato · Atualizado em 17 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • A Unicef alerta que 13,5 milhões de crianças não recebem vacinas essenciais no primeiro ano de vida.
  • Dados de 2025 mostram queda na cobertura global.
  • Entenda as causas, regiões mais afetadas e o impacto na saúde infantil.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, dados 2026

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, dados 2026

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O número representa um retrocesso na imunização infantil, com queda na cobertura global desde 2019. As regiões mais afetadas são África Subsaariana e Sul da Ásia.

Por que tantas crianças ficam sem vacinas?

As causas são múltiplas. Conflitos armados, pobreza extrema, falta de acesso a serviços básicos de saúde e desinformação sobre vacinas estão entre os principais fatores. A pandemia de covid-19 agravou o quadro, interrompendo campanhas de vacinação em dezenas de países.

Conflitos e instabilidade

Em regiões como o Iêmen, a Síria e partes da África Subsaariana, a guerra impede que equipes de saúde alcancem comunidades isoladas. Cerca de 60% das crianças não vacinadas vivem em países afetados por conflitos (Unicef, 2025).

Desinformação

Movimentos antivacina ganharam força nos últimos anos, especialmente nas redes sociais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a hesitação vacinal como uma das dez maiores ameaças à saúde global.

Quais regiões são mais afetadas?

A África Subsaariana concentra o maior número de crianças não vacinadas, com 8,2 milhões. O Sul da Ásia vem em seguida, com 3,5 milhões. Juntas, essas duas regiões respondem por 87% do total global (Unicef, 2025).

Países com maior déficit

Nigéria, Índia, Etiópia, Indonésia e Paquistão lideram a lista de países com mais crianças sem nenhuma dose de vacina no primeiro ano. Nessas nações, a cobertura da DTP3 (tríplice bacteriana) caiu abaixo de 70%.

Qual o impacto na saúde infantil?

A falta de vacinação expõe milhões de crianças a doenças evitáveis, como sarampo, poliomielite, coqueluche e difteria. Em 2024, surtos de sarampo foram registrados em 37 países, muitos deles com baixa cobertura vacinal.

Mortalidade infantil

Estima-se que 1,5 milhão de crianças menores de 5 anos morrem a cada ano por doenças que poderiam ser prevenidas com vacinas (OMS, 2025). A maioria dessas mortes ocorre em países de baixa renda.

O que a Unicef e os governos estão fazendo?

A Unicef lidera campanhas de vacinação em larga escala, distribui insumos e treina profissionais de saúde. Em parceria com a OMS e a Gavi (Aliança Global de Vacinas), a meta é alcançar 90% de cobertura vacinal global até 2030.

Iniciativas em andamento

  • Campanhas de reforço: em países com surtos ativos, como a Nigéria, a Unicef organiza mutirões de vacinação casa a casa.
  • Educação comunitária: agentes de saúde treinados combatem a desinformação em comunidades rurais.
  • Inovação logística: uso de drones para levar vacinas a áreas remotas, como em Madagascar.

O que as famílias podem fazer?

Manter a caderneta de vacinação em dia é a principal forma de proteção. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todas as vacinas do calendário infantil gratuitamente. Consulte a unidade básica de saúde mais próxima.

Direito à vacina

A vacinação é um direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Pais ou responsáveis que deixam de vacinar seus filhos podem ser responsabilizados.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não recebem vacinas no primeiro ano de vida?

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida.

Quais são as principais causas?

Conflitos armados, pobreza, falta de acesso a serviços de saúde e desinformação sobre vacinas são os principais fatores.

Quais regiões são mais afetadas?

África Subsaariana e Sul da Ásia concentram 87% das crianças não vacinadas.

O que está sendo feito para reverter esse quadro?

A Unicef, a OMS e a Gavi lideram campanhas de vacinação, com meta de 90% de cobertura global até 2030.

Como posso vacinar meu filho no Brasil?

As vacinas são gratuitas no SUS. Basta procurar a unidade básica de saúde mais próxima com a caderneta de vacinação.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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