Prevencao

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoO relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças no mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado acende alerta global sobre cobertura vacinal e proteção infantil, indicando falhas nos sistemas de saúde e necessidade de ações urgentes para ampliar o acesso à imunização básica.

Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças no mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado acende alerta global sobre cobertura vacinal e proteção infantil.

Escrito por Roberto Vidal · Atualizado em 17 de julho de 2026 · 5 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças no mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida.
  • O dado acende alerta global sobre cobertura vacinal e proteção infantil.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

A Unicef divulgou que 13,5 milhões de crianças no mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O número representa um retrocesso na proteção infantil e acende o alerta para o risco de surtos de doenças evitáveis.

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O dado integra o relatório 'Situação Mundial da Infância 2026' e aponta falhas na cobertura vacinal básica, especialmente em países de baixa renda.

O dado da Unicef: 13,5 milhões sem vacina no primeiro ano

O relatório da Unicef, intitulado 'Situação Mundial da Infância 2026', estima que 13,5 milhões de crianças não recebem nenhuma vacina durante o primeiro ano de vida. O número equivale a cerca de 10% da população infantil global nessa faixa etária. A organização alerta que a falta de imunização básica expõe essas crianças a doenças como sarampo, poliomielite e difteria.

O levantamento da Unicef considera a cobertura das vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o primeiro ano, incluindo a pentavalente, a pneumocócica e a contra o rotavírus. O dado de 13,5 milhões é um alerta global, mas a situação é mais grave em regiões como a África Subsaariana e o sul da Ásia, onde o acesso a serviços de saúde é limitado.

Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacinação?

A Unicef aponta que a falta de vacinação atinge desproporcionalmente crianças em comunidades rurais, em áreas de conflito e em famílias em extrema pobreza. A ausência de infraestrutura de saúde, a desinformação sobre vacinas e as barreiras logísticas são os principais fatores.

Entre os obstáculos citados pela Unicef estão:

  • Dificuldade de acesso a postos de saúde em zonas remotas.
  • Interrupção de campanhas de vacinação por conflitos armados.
  • Falta de treinamento de profissionais de saúde locais.
  • Desconfiança gerada por informações falsas sobre vacinas.

O relatório também destaca que a pandemia de covid-19 agravou a situação, com a interrupção de serviços essenciais de imunização em diversos países. A Unicef estima que, em 2025, a cobertura vacinal global para a primeira dose da vacina contra sarampo ficou em 83%, abaixo dos 90% recomendados pela OMS.

Impactos da falta de vacinação infantil

A ausência de vacinação no primeiro ano de vida tem consequências diretas na saúde e na sobrevivência infantil. A Unicef alerta que doenças preveníveis por vacina ainda matam cerca de 1,5 milhão de crianças por ano no mundo. O sarampo, por exemplo, pode causar complicações graves como pneumonia e encefalite.

No Brasil, o Ministério da Saúde mantém o Calendário Nacional de Vacinação, que inclui 14 vacinas para crianças até um ano de idade. A cobertura vacinal brasileira, no entanto, caiu nos últimos anos, passando de 95% em 2019 para 75% em 2024 para a vacina pentavalente. A Unicef recomenda que países como o Brasil reforcem as campanhas de busca ativa de crianças não vacinadas.

O que a Unicef recomenda para reverter o cenário

A Unicef propõe um conjunto de ações para reduzir o número de crianças sem vacina no primeiro ano. Entre elas:

  • Fortalecimento dos sistemas de saúde primária, com investimento em infraestrutura e capacitação de profissionais.
  • Campanhas de informação para combater a desinformação sobre vacinas.
  • Integração da vacinação com outros serviços de saúde infantil, como nutrição e aleitamento materno.
  • Monitoramento contínuo da cobertura vacinal em nível local.

A organização também defende que a vacinação seja prioridade em orçamentos públicos e em acordos internacionais de cooperação. O dado de 13,5 milhões de crianças sem vacina no primeiro ano é, para a Unicef, um indicador de que o direito à saúde ainda não é garantido para todas as crianças do mundo.

Direitos da criança e vacinação: o que diz a lei

A vacinação infantil é um direito garantido por tratados internacionais, como a Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU. O artigo 24 da convenção estabelece que os Estados devem adotar medidas para garantir a imunização de todas as crianças. No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também assegura o acesso à vacinação como parte do direito à saúde.

O direito que não se acessa é direito no papel, e a Unicef reforça que a vacinação precisa ser uma prioridade política. Para os pais e responsáveis, o caminho prático é procurar a unidade básica de saúde mais próxima e verificar se a caderneta de vacinação da criança está em dia. Um obstáculo comum é a falta de informação sobre o calendário vacinal, que pode ser consultado no site do Ministério da Saúde ou da Prefeitura.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida?

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida.

Qual a principal causa da falta de vacinação infantil?

A Unicef aponta a falta de acesso a serviços de saúde, a pobreza e a desinformação como as principais causas. Conflitos armados e desastres naturais também agravam o problema.

Como a vacinação infantil é garantida no Brasil?

O Ministério da Saúde oferece vacinas gratuitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com calendário definido pelo Programa Nacional de Imunizações. A cobertura, no entanto, caiu nos últimos anos.

O que a Unicef recomenda para melhorar a cobertura vacinal?

A Unicef recomenda fortalecer a atenção primária, combater a desinformação e integrar a vacinação a outros serviços de saúde infantil.

A falta de vacina no primeiro ano de vida causa mortes?

Sim. A Unicef estima que 1,5 milhão de crianças morrem por ano de doenças preveníveis por vacina.

Entenda o calendário vacinal infantil no Brasil Como a desinformação afeta a vacinação infantil

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

Leia também

Publicidade