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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoUnicef alerta que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida. O déficit vacinal, baseado em dados oficiais, compromete a saúde pública global e expõe populações infantis a doenças evitáveis. Causas incluem desigualdades no acesso a serviços de saúde e interrupções em sistemas de imunização.

O alerta da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida. Com base em dados oficiais, exploro as causas desse déficit e o que ele significa para a saúde pública global.

Escrito por Antônio Carlos Drummond · Atualizado em 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • O alerta da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida.
  • Com base em dados oficiais, exploro as causas desse déficit e o que ele significa para a saúde pública global.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Lembro bem de uma tarde, anos atrás, quando passei pelo posto de saúde do bairro e vi uma fila de mães com bebês no colo. Era dia de campanha de vacinação. Uma delas, dona Maria, segurava a caderneta da filha com o cuidado de quem guarda um tesouro. Naquela época, parecia que a imunização era um ritual consolidado. Mas os números recentes da Unicef me trouxeram de volta à realidade: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida. É um alerta que não podemos ignorar.

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado faz parte de um relatório que alerta para a estagnação da cobertura vacinal global, deixando milhões vulneráveis a doenças evitáveis, como sarampo e poliomielite. A agência da ONU aponta que a queda na imunização começou antes da pandemia, mas se agravou com a desinformação e o enfraquecimento dos sistemas de saúde.

O que diz o relatório da Unicef sobre a vacinação infantil

O relatório "State of the World's Children 2026", da Unicef, traz um panorama preocupante. A cobertura vacinal global para a primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) estagnou em 86% (Unicef, abr/2026), muito abaixo dos 95% recomendados pela OMS para evitar surtos. A situação é crítica na África Subsaariana e no Sul da Ásia, mas também há bolsões de baixa cobertura em países de renda média.

As causas do déficit vacinal

A Unicef lista três fatores principais para os 13,5 milhões de crianças não vacinadas: conflitos armados, que desestruturam serviços de saúde; desinformação sobre vacinas, que gera hesitação; e desigualdade de acesso, que deixa comunidades rurais e periferias urbanas desassistidas. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) mantém coberturas acima de 80% para a maioria das vacinas, mas a meta de 95% ainda não foi retomada em todas as regiões.

O impacto da desinformação na imunização

A desinformação é um dos maiores desafios. Segundo a Unicef, a hesitação vacinal cresceu em mais de 40 países entre 2020 e 2025 (Unicef, abr/2026). Conheci um senhor no interior de Minas que se recusava a vacinar o neto porque viu um vídeo falso nas redes. Foi preciso uma conversa com a agente de saúde para convencê-lo. Casos como esse mostram como o acesso à informação de qualidade é tão vital quanto a própria vacina.

Como o Brasil está reagindo

O Brasil, que já foi referência mundial em vacinação, enfrenta uma recuperação lenta. Dados do Ministério da Saúde indicam que a cobertura da pentavalente (que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b) ficou em 82% em 2025 (Ministério da Saúde, Relatório de Imunização, 2026). A meta é chegar a 95% até 2027, mas o ritmo atual preocupa.

Ações para reverter o cenário

A Unicef recomenda três medidas emergenciais: fortalecer a atenção primária à saúde, com agentes comunitários treinados; combater a desinformação com campanhas de comunicação direta; e garantir a logística de distribuição de vacinas, especialmente em áreas de conflito. Para quem quer ajudar, apoiar organizações como a própria Unicef ou o Médicos Sem Fronteiras é um caminho concreto.

O papel da sociedade na proteção das crianças

Não podemos esperar que governos resolvam tudo sozinhos. Cada um de nós pode contribuir: verificando a caderneta de vacinação dos filhos e netos, conversando com quem duvida da eficácia das vacinas e cobrando políticas públicas de imunização. A maturidade me ensinou que pequenos gestos, quando somados, geram mudanças reais.

Como verificar a situação vacinal da sua família

Perguntas Frequentes

Por que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina?

A Unicef aponta conflitos armados, desinformação e desigualdade de acesso como as principais causas. A falta de infraestrutura de saúde em regiões pobres também contribui.

A vacinação infantil está diminuindo no Brasil?

Sim. A cobertura de vacinas como a pentavalente caiu para 82% em 2025, segundo o Ministério da Saúde, abaixo da meta de 95%.

Quais vacinas são essenciais no primeiro ano de vida?

BCG, hepatite B, pentavalente, VIP (poliomielite), pneumocócica 10-valente, rotavírus e meningocócica C. O calendário completo está disponível no site do Ministério da Saúde.

Como a desinformação afeta a vacinação?

A hesitação vacinal cresceu em mais de 40 países, segundo a Unicef. Vídeos falsos e boatos nas redes fazem pais adiarem ou recusarem a imunização.

O que posso fazer para ajudar?

Verifique a caderneta de vacinação das crianças da sua família, compartilhe informações de fontes oficiais e apoie organizações que atuam na imunização.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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