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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoUnicef revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2025. O dado preocupa por aumentar o risco de surtos de doenças evitáveis. O Brasil apresenta avanços na imunização infantil, servindo como exemplo de caminhos para reverter o quadro global.

O Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2025. O índice preocupa e aumenta o risco de surtos. Mas há caminhos para reverter esse quadro, como mostram os avanços do Brasil. Veja os dados e dicas de prevenção.

Escrito por Antônio Carlos Drummond · Atualizado em 19 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • O Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2025.
  • O índice preocupa e aumenta o risco de surtos.
  • Mas há caminhos para reverter esse quadro, como mostram os avanços do Brasil.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

O alerta que vem de dentro de casa

Eu estava na fila do posto de saúde, esperando minha vez de atualizar a caderneta de vacinação do neto, quando ouvi duas mães conversando. Uma delas dizia que não sabia se valia a pena dar "tanta vacina" tão cedo. A outra concordava, sem convicção. Fiquei ali, ouvindo, e lembrei dos números que li naquela manhã: 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2025, segundo o Unicef. São 15% dos bebês do mundo inteiro desprotegidos desde o início.

O que diz o relatório do Unicef sobre crianças zero-dose

O estudo Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional, divulgado nesta quarta-feira (15), mostra que, além dos 13,5 milhões de bebês que não tomaram nenhuma dose, outros 7,3 milhões não completaram o ciclo básico de três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). O Unicef alerta que o abandono da imunização acontece principalmente antes da primeira dose contra o sarampo (MCV1), com 84% das crianças recebendo a primeira dose, mas apenas 77% a segunda (MCV2). O limite seguro para evitar surtos de sarampo é de 95%. Em 2025, foram registrados mais de 411 mil casos da doença em 57 países.

Por que tantas crianças ficam sem vacina?

O relatório aponta que mais da metade das crianças zero-dose vive em contextos frágeis, afetados por conflitos ou deslocamentos forçados, embora essas regiões abriguem apenas um terço da população infantil mundial. Catherine Russell, diretora executiva do Unicef, afirma que "milhões de crianças vulneráveis continuam desprotegidas devido a conflitos, deslocamentos forçados e pobreza". Outro desafio é a hesitação vacinal em países de renda média e alta, como mostram os casos da África do Sul, onde a cobertura da DTP1 caiu 20 pontos percentuais desde 2019, e da Bósnia e Herzegovina, com queda de 23 pontos percentuais em 2025.

O Brasil no caminho certo

O Brasil segue na contramão. O país tem melhorado a cobertura vacinal de forma constante e reduzido o número de crianças zero-dose, hoje estimadas em 50 mil. A exceção é o ciclo completo da tríplice viral (DTP-3), que ainda mantém cobertura em 86%, abaixo dos 95% ideais. Os dados nacionais, porém, não passam por um levantamento independente há 5 anos, ação recomendada pela OMS e pelo Unicef para garantir a qualidade das informações.

Como proteger seu filho: dicas práticas

  • Mantenha a caderneta de vacinação sempre atualizada. Leve ao posto de saúde regularmente, mesmo que não haja campanha. As vacinas do calendário básico são gratuitas.
  • Não pule doses. O ciclo completo da DTP exige três doses. A primeira contra o sarampo (MCV1) deve ser seguida pela segunda (MCV2). Cada dose conta.
  • Converse com o pediatra. Tire dúvidas sobre segurança e eficácia das vacinas. A hesitação vacinal muitas vezes nasce da falta de informação clara.
  • Acompanhe os boletins epidemiológicos. Saber que o sarampo voltou a circular em 57 países ajuda a entender a urgência da imunização.
  • Participe das campanhas. O reforço comunitário faz diferença. Quando todos vacinam, a proteção é coletiva.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não receberam vacina no primeiro ano de vida em 2025?

Segundo o Unicef, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, o que representa 15% dos bebês do mundo.

O que significa "criança zero-dose"?

São bebês que não receberam nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida, conforme definição do estudo Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional.

Qual o risco de não vacinar?

O Unicef alerta que a manutenção do índice de crianças zero-dose aumenta o risco de surtos de doenças, como sarampo e coqueluche. Em 2025, foram registrados mais de 411 mil casos de sarampo em 57 países.

O Brasil está melhorando a vacinação?

Sim. O Brasil tem melhorado a cobertura vacinal de forma constante e reduzido o número de crianças zero-dose, hoje estimadas em 50 mil. A exceção é a DTP-3, com cobertura de 86%.

Como saber se meu filho está com as vacinas em dia?

Leve a caderneta de vacinação ao posto de saúde mais próximo. O calendário básico de vacinação infantil é gratuito e oferecido pelo SUS.

O que causa a queda na vacinação em países estáveis?

O relatório cita mudanças no compromisso político, desafios estruturais e aumento da hesitação vacinal. Exemplos incluem África do Sul e Bósnia e Herzegovina, que registraram quedas significativas na cobertura da DTP1.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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