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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida - entenda

ResumoUnicef relata que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida globalmente em 2024. O dado revela retrocesso na imunização infantil e aumento de doenças evitáveis. Causas incluem conflitos, desinformação e fragilidade de sistemas de saúde. Consequências são surtos de doenças como sarampo e poliomielite.

Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida globalmente. O dado, de 2024, acende alerta sobre retrocesso na imunização infantil e aumento de doenças evitáveis. Entenda as causas e consequências.

Escrito por Dra. Cláudia Monteiro · Atualizado em 17 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico AptareEquipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida globalmente.
  • O dado, de 2024, acende alerta sobre retrocesso na imunização infantil e aumento de doenças evitáveis.
  • Entenda as causas e consequências.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida - entenda

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou em 2024 que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida em todo o mundo. O número representa uma estagnação preocupante na cobertura vacinal global, deixando milhões de bebês vulneráveis a doenças evitáveis como sarampo, poliomielite e coqueluche.

Segundo o relatório da Unicef, 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida. Esse contingente equivale a cerca de 1 em cada 10 crianças nascidas no período. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é vacinar 90% das crianças, mas o mundo está longe de alcançá-la.

Por que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida?

As causas são múltiplas e variam entre países. Em regiões de conflito, como partes da África e do Oriente Médio, o acesso a serviços de saúde é interrompido. Em países de renda média, a desinformação sobre vacinas cresce. Já em nações mais pobres, faltam infraestrutura e profissionais treinados.

A Unicef aponta que conflitos armados e deslocamentos forçados afetam diretamente a imunização. Quando famílias fogem de suas casas, perdem o vínculo com postos de saúde. A pandemia de Covid-19 também agravou o cenário, com interrupção de campanhas e medo de contágio.

Consequências da baixa cobertura vacinal no primeiro ano de vida

Quando 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, o risco de surtos de doenças aumenta. O sarampo, por exemplo, voltou a circular em vários países. A poliomielite, antes erradicada em grande parte do mundo, reapareceu em locais como Afeganistão e Paquistão.

Crianças não vacinadas também ficam expostas a complicações graves. A coqueluche pode levar à pneumonia em bebês. A difteria causa obstrução das vias aéreas. O tétano neonatal, embora raro, é quase sempre fatal.

O que a Unicef e a OMS estão fazendo para reverter esse quadro

A Unicef lidera campanhas globais de vacinação, com foco em países de baixa renda. A organização distribui doses, treina agentes de saúde e financia logística. A OMS, por sua vez, estabelece metas de cobertura e monitora indicadores.

Uma das estratégias é a vacinação em áreas de conflito, com tréguas humanitárias para permitir o acesso. Outra é o fortalecimento da atenção primária, para que vacinas cheguem a comunidades remotas.

Como o Brasil se posiciona nesse cenário

O Brasil, que já foi referência em vacinação, enfrenta desafios. Dados do Ministério da Saúde indicam que a cobertura vacinal infantil caiu nos últimos anos. Em 2023, a taxa de vacinação contra sarampo e poliomielite ficou abaixo da meta de 95%.

A Unicef destaca que o Brasil precisa retomar a confiança da população nas vacinas. A desinformação e a hesitação vacinal são obstáculos. Campanhas de conscientização e busca ativa de crianças não vacinadas são medidas recomendadas.

O papel da família na proteção das crianças

Para os pais, a principal recomendação é manter a caderneta de vacinação em dia. O calendário básico do primeiro ano inclui vacinas contra hepatite B, BCG, pentavalente, VIP, VOP, rotavírus e pneumocócica. Todas são oferecidas pelo SUS.

Se a criança perdeu alguma dose, é possível retomar o esquema. Basta procurar uma unidade de saúde com a caderneta. A vacinação atrasada não precisa recomeçar do zero.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida?

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida em todo o mundo, dados de 2024.

Quais são as principais causas da falta de vacinação?

Conflitos armados, deslocamentos, desinformação, falta de infraestrutura e interrupção de campanhas durante a pandemia.

Quais doenças as crianças não vacinadas podem pegar?

Sarampo, poliomielite, coqueluche, difteria, tétano, hepatite B e meningite, entre outras.

O que a Unicef está fazendo para resolver o problema?

A Unicef distribui vacinas, treina profissionais, financia logística e promove campanhas em áreas de conflito e baixa renda.

Como saber se meu filho está com a vacinação em dia?

Consulte a caderneta de vacinação e compare com o calendário básico do SUS. Em caso de dúvida, procure uma unidade de saúde.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Aptare.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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